Pancrácio Taronita
| Pancrácio Taronita | |
|---|---|
| Nacionalidade | Armênio |
| Progenitores | Pai: Asócio III |
| Ocupação | General |
| Religião | Ortodoxia Oriental |
Pancrácio Taronita (em grego clássico: Παγκράτιος Ταρωνίτης; romaniz.: Pankrátios Taronítes) foi um príncipe armênio de Taraunitis, que serviu ao Império Bizantino no reinado do imperador Basílio II (r. 976–1025)
Nome
Pancrácio (Παγκράτιος, Pankrátios; Pancratius) deriva do grego pankratḗs (παγκρατής), "todo poderoso".[1] Equivale ao armênio Bagrate (Բագրատ, Bagrat) e Bagarate (Բագարատ, Bagarat).[2] Bagrate, Bagarate e Bagadia (Բագադիա) derivam do proto-iraniano *Bagadata (*Bágadaʰtah), que equivale ao persa antigo *Bagadata (Bagadātah, "criado por deus"), de bagaʰ (𐏎, BG), "deus", e dātaʰ (𐎭𐎠𐎫, d-a-t), "dado, criado". Foi registrado em babilônico tardio como Baguedatu (𒁀𒀝𒁕𒌈 / 𒁀𒄀𒁕𒀀𒌓, Bagdatu), Bagadata (𒁀𒂵𒀪𒁕𒀀𒋫 / 𒁀𒂵𒀪𒁕𒀀𒋫𒀪 / 𒁀𒂵𒀪𒁕𒀜𒋫𒀪 / 𒁀𒂵𒀪𒁕𒋫𒀪 / 𒀭𒈨𒌍𒁕𒀀𒋫, Bagaʾdata / Bagaʾdāta), Bagadati (𒁀𒂵𒀪𒁕𒀀𒋾 / 𒁀𒂵𒁕𒀀𒋾, Bagaʾdāti), Bagadatu (𒁀𒂵𒀪𒁕𒀀𒌅 / 𒁀𒂵𒁕𒀀𒌓 / 𒁀𒂵𒁕𒀀𒌈, Bagaʾdātu), Bagadadu (𒁀𒂵𒁕𒁺, Bagadadu) e Baguedada (𒄷𒁕𒁕, Bagdada), em elamita aquemênida como Baquedada (𒁀𒀝𒆪𒀜𒆪, Bakdada), Baquedauda (𒁀𒀝𒆪𒌓𒆪, Bakdauda), Baiquedauda (𒁀𒅅𒆪𒌓𒆪, Baikdauda), Bacadade (𒁀𒋡𒆪𒀜, Bakadad), Bacadada (𒁀𒋡𒆪𒀜𒆪 / 𒁀𒋡𒆪𒆪, Bakadada) e Bacadauda (𒁀𒋡𒆪𒌓𒆪, Bakadauda), em aramaico como Baguedate (𐡁𐡂𐡃𐡕, bgdt),[3] em persa médio e persa novo como Baguedade (بغداد e 𐭡𐭢𐭣𐭲 / 𐭡𐭢𐭣𐭠𐭲𐭩, bgdt / bgdʾty, "Baydād"),[4] em egípcio demótico Peguetete (pgtt), em lício como Magabata,[5] em georgiano como Bagrate (ბაგრატ, Bagrat), em árabe como Bucrate (بُقْرَاط, Buqrāṭ),[6] em grego e latim como Bagadates (Βαγαδάτης, Bagadátēs) e Magadates (Μαγαδάτες, Magadátes).[4]
Vida

Era filho de Asócio III, príncipe da região de Taraunitis no sul da Armênia. Na morte de Asócio em 968, Pancrácio e seu irmão Gregório cederam Taraunitis ao Império Bizantino em troca de extensas terras dentro do império e o título de patrício. Com a derrota bizantina na Batalha da Porta de Trajano em 986, o Império Bizantino mergulhou em guerra civil na qual Bardas Focas, o Jovem e Bardas Esclero, que representavam a aristocracia da Ásia Menor, rebelaram-se contra o então imperador Basílio II Bulgaróctono (r. 976–1025). Os dois irmãos envolveram-se na guerra civil, inicialmente do lado de Bardas Focas, mas logo mudaram para o lado do imperador.[7][8]
Casou com Helena, filha do magistro e reitor Miguel Lecapeno e bisneta do imperador Romano I (r. 920–944), com quem teve Ágata. Se pode especular que não se casou com Helena até depois de sua mudança para Constantinopla e sua aceitação na aristocracia, de modo que Helena talvez não fosse sua primeira esposa. Honigmann considerou que Pancrácio era o pai dos "filhos de Pancrácio" citados por Iáia, que foram enviados para ajudar Bardas Focas por Davi III (r. 966–1001) quando se revoltou contra Basílio.[8]
Referências
- ↑ «παγκρατής». Logeion. Consultado em 20 de novembro de 2025
- ↑ Lilie & et al. 2013, #5680 Pankratios.
- ↑ Tavernier 2007, p. 132.
- ↑ a b Justi 1895, p. 57a.
- ↑ Hinz 1975, p. 54.
- ↑ Ačaṙyan 1942–1962, p. 355.
- ↑ Kajdan 1991, p. 2012-2013.
- ↑ a b Lilie 2013.
Bibliografia
- Ačaṙyan, Hračʻya (1942–1962). «Բագարատ». Hayocʻ anjnanunneri baṙaran [Dictionary of Personal Names of Armenians] (in Armenian). Erevã: Imprensa da Universidade de Erevã
- Justi, Ferdinand (1895). «Bagadāta». Iranisches Namenbuch. Marburgo: N. G. Elwertsche Verlagsbuchhandlung
- Kajdan, Alexander Petrovich (1991). The Oxford Dictionary of Byzantium. Nova Iorque e Oxford: Oxford University Press. ISBN 0-19-504652-8
- Lilie, Ralph-Johannes; Ludwig, Claudia; Zielke, Beate; et al. (2013). Prosopographie der mittelbyzantinischen Zeit Online. Berlim-Brandenburgische Akademie der Wissenschaften: Nach Vorarbeiten F. Winkelmanns erstellt
- Tavernier, Jan (2007). «*Tigra-». Iranica in the Achaemenid Period (ca. 550–330 B.C.): Lexicon of Old Iranian Proper Names and Loanwords, Attested in Non-Iranian Texts. Lovaina e Paris: Peeters Publishers