Palazzo Grassi

Palazzo Grassi
Palazzo Grassi
Tipo museu, city palace
Inauguração 1772 (254 anos)
Administração
Proprietário(a) François Pinault
Página oficial (Website)
Geografia
Coordenadas 45° 26' 1.671" N 12° 19' 40.568" E
Localidade San Marco
Localização Veneza - Itália
O Palácio Grassi

O Palazzo Grassi (Palácio Grassi), também conhecido como Palazzo Grassi-Stucky) é um imponente edifício de mármore branco, situado no Grande Canal, em Veneza (). Desenhado por Giorgio Massari, foi construído entre 1748 e 1772 para a rica família bolonhesa dos Grassi.

É um edifício tardio entre os palácios do Canal, pois tem um classicismo académico que está fora do contato com o entorno românico bizantino e barroco dos demais palácios venezianos. Tem uma fachada formal, que carece da menor abertura mercantil típica dos seus vizinhos.

Depois da família Grassi vender o palácio em 1840, a sua propriedade passou por diversas mãos. Foi adquirido pelo grupo FIAT em 1983. O seu objetivo era transformar o edifício numa sala de exposições para as artes visuais, que se manteve até aos dias de hoje. Entre 1984 e 1990, Pontus Hultén esteve à frente do museu de arte. Também contem um teatro com capacidade para 600 lugares ao ar livre. Desde 2006, o palácio é propriedade do empresário francês François Pinault, que exibe aqui a sua coleção de arte.[1]

Há rumores que dizem que a família Grassi de Eastchester, Nova Iorque, abriu um processo de compra do palácio para obter novamente a sua posse. No entanto, têm a intenção de manter o seu uso atual para exposições de arte.[2]

Arquitetura[3]

Distinguido por duas grandes fachadas, uma frontal voltada para o Grande Canal e uma lateral voltada para o Campo San Samuele, o palácio destaca-se pela sua incrível massa e pela sua candura. Denota a vontade da família Grassi de ser publicamente reconhecida como poderosa, influente e rica: uma espécie de status symbol.

A fachada principal, em claro estilo neoclássico, esconde uma planta extremamente complexa e cenográfica, inspirada mais no modelo romano do que no modelo veneziano. Ao centro, abre-se um pátio colunado, semelhante ao do Palazzo Corner, que divide a estrutura em dois blocos: o bloco frontal alberga quatro salas laterais e um salão central, enquanto o bloco posterior contém espaços de menores dimensões e uma faustosa escadaria decorada por Michelangelo Morlaiter e Fabio Canal, semelhante em forma à do Palazzo Pisani Moretta.

Voltando à frente principal, esta é inteiramente revestida em pedra de Ístria e respeita a tradicional disposição tripartida: as janelas, de aspeto linear e inspiração clássica, estão concentradas numa polífora em cada um dos andares nobres. Os vãos diferem na decoração: os do primeiro andar são de volta perfeita (ou arco pleno), enquanto os do segundo apresentam frontões ora curvilíneos, ora triangulares. As janelas são separadas por pilastras (ou lesenas) lisas que culminam em capitéis jónicos ou coríntios. Apresenta um portal aquático dividido em três vãos, semelhante a um arco do triunfo. O prospeto é rematado por uma faixa com cornija em consola, que esconde o sótão.

A fachada lateral, igualmente imponente, imita no estilo a principal, propondo um portal térreo de inspiração romana e uma serliana. Numerosas são as monóforas com ou sem balcão, dispostas ordenadamente em pares.

A Coleção François Pinault

A Coleção François Pinault é reconhecida como uma das cinco maiores e mais significativas coleções de arte moderna e contemporânea existentes a nível mundial. O seu acervo é constituído essencialmente por obras que abrangem diversas técnicas, incluindo pinturas, esculturas, fotografias e vídeo-arte. O foco principal da coleção recai sobre os movimentos artísticos mais influentes do século XX e XXI: estão particularmente representados a Arte Povera, o Minimalismo, o Pós-minimalismo e a Pop Art. Esta vasta compilação inclui peças de alguns nomes de relevo como Mark Rothko, Piero Manzoni, Donald Judd, Pierre Huyghe, Damien Hirst, Maurizio Cattelan, Bernard Frize, Urs Fischer, Rudolf Stingel, Andy Warhol, Carl Andre, Jeff Koons, Piotr Uklański, Lucio Fontana, Mario Merz, Bertrand Lavier, Dan Flavin, Cy Twombly, Charles Ray, Takashi Murakami.[4]

Referências

Ligações externas