Palácio Cousiño
| Palácio Cousiño | |
|---|---|
| Palacio Cousiño | |
![]() Fachada do palácio e museu | |
| Informações gerais | |
| Tipo | Palácio e museu |
| Estilo dominante | Neoclássico francês |
| Arquiteto | Paul Lathoud |
| Início da construção | 1870 |
| Fim da construção | 1878 |
| Função inicial | Residência familiar |
| Geografia | |
| País | Chile |
| Localização | Santiago |
| Coordenadas | 🌍 |
| Localização em mapa dinâmico | |
O Palácio Cousiño (em espanhol, Palacio Cousiño) foi a residência da abastada família Cousiño em Santiago do Chile, que construiu sua fortuna com o boom da mineração de carvão na região do Biobío. Atualmente, o edifício funciona como museu e é administrado pelo município de Santiago.[1]
Localização
O palácio está situado no bairro Dieciocho (bairro dezoito), na comuna de Santiago, próximo ao centro histórico da cidade. Na parte de trás, encontra-se o Parque Almagro. No contexto do planejamento urbano, o palácio constitui um elemento do “Eixo Almagro-Bulnes”,[2] que inclui também o Calçadão Bulnes e outras construções importantes, como o Palácio Presidencial La Moneda e a Igreja dos Sacramentinos. A estação de Metrô de Santiago mais próxima é a Toesca (linha 2, amarela).
Histórico
O projeto do palácio foi encomendado pelo arquiteto francês Paul Lathoud, que também projetou o Museu Nacional de História Natural do Chile. O edifício foi concebido no estilo neoclássico francês, ocupando uma área de 3.500 metros quadrados, com dois andares e 12 quartos. As obras foram realizadas entre 1870 e 1878 e o palácio foi finalmente inaugurado em 1882, para uso da família Cousiño. Após essa inauguração, entre 1885 e 1898, foi construído outro palácio da mesma família em Lota, na região do Biobío, denominado Palácio Cousiño-Goyenechea, para distingui-lo do palácio em Santiago, em relação a Isidora Goyenechea. Devido aos graves danos provocados pelo terremoto de 1960, ele foi demolido em 1964.
Foi o primeiro edifício no Chile e em toda a América do Sul a possuir um gerador elétrico próprio, adquirido do inventor norte-americano Thomas Alva Edison, amigo da família Cousiño.[3] Além de ser pioneiro na utilização de eletricidade, o edifício também incorporou outras inovações tecnológicas para a época, como um sistema de aquecimento de água quente e fria simultaneamente.[4] Na fachada externa, pinturas com bordas douradas representam os 12 signos do zodíaco, conferindo ao edifício um caráter simbólico e distintivo.
Devido ao seu elevado luxo e elegância, bem como à sua proximidade com o Palácio La Moneda, o palácio foi utilizado como residência para autoridades de alto escalão, como chefes de Estado. Entre os visitantes ilustres estiveram o francês Charles de Gaulle, o alemão Heinrich Lübke, o italiano Giuseppe Saragat e a primeira-ministra israelense Golda Meir.[5]
A família Cousiño doou o imóvel à prefeitura, com a condição de preservar a estrutura do palácio e abri-lo como museu público. Isso foi realizado em 1977, durante a gestão do prefeito Patricio Mekis. Em 12 de janeiro de 1981, durante a ditadura militar de Augusto Pinochet, o palácio foi declarado Monumento Nacional.[6]
Interior e instalações
O interior do Palácio Cousiño reflete o luxo europeu do século XIX, com uma ornamentação marcada por mármores de Carrara, tapeçarias francesas, cristais, vitrais e mobiliário importado de Paris. Os cômodos foram projetados com funções bem definidas e exibem estilos variados: o salão principal e a sala de música apresentam detalhes dourados e grandes lustres de cristal; a biblioteca reúne móveis finos e decoração em madeira trabalhada; e os quartos são adornados com tecidos ricos e mobiliário artesanal. Para todo o interior, a família encomendou vinte grandes pinturas do artista francês Georges Clairin.[7] Cada espaço foi concebido para impressionar, refletindo a opulência e o poder da família Cousiño.[8]
Notas e referências
Notas
Referências
- ↑ «Museo Palacio Cousiño – Santiago Cultura». www.santiagocultura.cl. Consultado em 23 de agosto de 2025
- ↑ «Presidente Piñera presenta el Plan Eje Bulnes». prensa.presidencia.cl. Consultado em 23 de agosto de 2025
- ↑ Troncoso, Constanza (3 de maio de 2018). «Por alta concurrencia el Día del Patrimonio se alargará a dos jornadas este año». Emol (em espanhol). El Mercurio. Consultado em 23 de agosto de 2025
- ↑ «Palacio Cousino (Santiago) - Visitor Information & Reviews - WhichMuseum». whichmuseum.com (em inglês). Consultado em 23 de agosto de 2025
- ↑ «Chile Cultura». Chile cultura (em espanhol). Consultado em 23 de agosto de 2025
- ↑ «Palacio Cousiño y sus jardines | Consejo de Monumentos Nacionales de Chile». www.monumentos.gob.cl (em espanhol). Consultado em 23 de agosto de 2025
- ↑ «Palacio Cousiño, el más fabuloso de todos los palacios en gloria y majestad». AmoSantiago (em espanhol). 28 de maio de 2017. Consultado em 23 de agosto de 2025
- ↑ «Antiguos palacios de Santiago: nostalgia y esplendor». La Tercera (em espanhol). 20 de novembro de 2015. Consultado em 23 de agosto de 2025
- Este artigo foi inicialmente traduzido, total ou parcialmente, do artigo da Wikipédia em alemão cujo título é «Cousiño-Palast».
Ligações externas
- Inscrição no Registro de Museus do Chile (em espanhol)
