Pablo Morillo

Pablo Morillo y Morillo
Pseudônimo(s)El Pacificador
Nascimento
Morte
27 de julho de 1837 (62 anos)

Nacionalidadeespanhol
OcupaçãoGeneral
ReligiãoCatólico

Pablo Morillo y Morillo, Conde de Cartagena e Marquês de La Puerta, também conhecido como El Pacificador (O Pacificador) (5 de maio de 1775 – 27 de julho de 1837) foi um oficial militar espanhol que lutou nas Guerras Napoleônicas e nas Guerras de independência hispano-americanas. Ele lutou contra as forças francesas na Guerra Peninsular, onde ganhou fama e ascendeu ao posto de Marechal de Campo por suas ações valentes.[1] Após a restauração da monarquia espanhola, Morillo, então considerado um dos oficiais mais prestigiados do Exército Espanhol,[2] foi nomeado pelo rei Fernando VII como comandante-chefe do Exército Expedicionário de Costa Firme com o objetivo de restaurar o absolutismo nas possessões espanholas nas Américas.[3]

Nascido em uma família camponesa em Fuentesecas, Espanha, aos 16 anos ele ingressou na Marinha Espanhola como parte da Infantaria de Marinha Espanhola, onde lutou na Batalha do Cabo de São Vicente e na Batalha de Trafalgar; em ambas as ocasiões seria feito prisioneiro. Após a eclosão da Guerra Peninsular, Morillo deixou a Marinha Espanhola e ingressou no Exército Espanhol, lutando na Batalha de Bailén sob o comando do general Castaños; também esteve presente na Batalha de Vitória. Ele subiu rapidamente nas fileiras durante a guerra. Suas ações na Batalha de Puente Sanpayo lhe renderam fama, pois comandou um exército que derrotou o marechal Ney e forçou o exército francês a evacuar a Galícia.[2]

Após o fim da guerra, em 1814, Morillo foi nomeado capitão-general da Venezuela e recebeu o comando de um exército expedicionário para derrotar as rebeliões no Vice-Reino de Nova Granada e na Capitania-Geral da Venezuela. Essa força expedicionária de 60 navios e 10.000 homens partiu da Espanha no início de 1815, chegando à Venezuela na primavera do mesmo ano. Morillo liderou uma campanha bem-sucedida para a reconquista de Nova Granada. Sua vitória no cerco de Cartagena lhe rendeu o título de Conde de Cartagena. Ele reconquistou Nova Granada em 1816 e ordenou a execução de vários líderes independentistas, bem como a confiscação de seus bens.

Em 1817, retornou à Venezuela, onde Simón Bolívar havia iniciado uma nova campanha para a libertação da Venezuela do domínio espanhol. Ele enfrentou Bolívar até um impasse e depois conseguiu derrotá-lo na Terceira Batalha de La Puerta em 1818, onde foi ferido e defendeu com sucesso a capital, Caracas, das forças de Bolívar. Isso lhe valeu o título de Marquês de La Puerta. Após a perda de Nova Granada em 1819, a guerra mudou de rumo, e em 1820 Morillo assinou um armistício com Bolívar e, posteriormente, o tratado de "Regularização da Guerra". Após repetidos pedidos de aposentadoria, Morillo finalmente recebeu aprovação real e retornou à Espanha em 1821.[1] Após seu serviço na América do Sul, foi nomeado capitão-general da Nova Castela em maio de 1821, cargo do qual renunciou no ano seguinte. Em 1832 foi nomeado capitão-general da Galícia, cargo que deixou por motivos de saúde em 1835. Morreu na cidade francesa de Barèges, para onde havia ido tomar banhos medicinais, em 27 de julho de 1837.[2]

Biografia

Em 1791 Morillo se alistou na Real Cuerpo de Marina (Corpo de Fuzileiros Navais da Espanha) e participou da Batalha de Trafalgar, na qual ele foi ferido e feito prisioneiro pelos ingleses em 1805. Também lutou contra Napoleão Bonaparte em 1808 durante a Guerra Peninsular (parte das Guerras Napoleônicas) para defender sua pátria espanhola contra a invasão francesa. Depois que a guerra terminou e a monarquia espanhola foi restaurada, o Rei Fernando VII de Espanha nomeou-o Comandante da Expedição e Capitão General das províncias da Venezuela em 14 de agosto de 1814. Ele embarcou com uma frota de dezoito navios cargueiros e desembarcou em Carúpano e Ilha de Margarita, com a missão de pacificar as revoltas contra a monarquia espanhola nas colônias americanas. Viajou a La Guaira, Caracas, Puerto Cabello e Cartagena das Índias (Províncias Unidas da Nova Granada) em campanha militar para combater os exércitos revolucionários de Simon Bolívar.

Pablo Morillo

Em 22 de agosto de 1815, Morillo cercou a cidade murada de Cartagena e colocou-a em estado de sítio, impedindo qualquer abastecimento alimentar até 6 de dezembro do mesmo ano, quando o Exército Real espanhol entrou na cidade. Com controle sobre Cartagena, Morillo retornou à Venezuela para continuar a luta contra os revolucionários. Em junho de 1820 Morillo, sob mandato da Real, ordenou que todos nas colônias obedeçam à Constituição de Cádis e enviou representantes para negociar com Bolívar e seus seguidores. Bolívar e Morillo, mais tarde, se encontraram na cidade venezuelana de Santa Ana e assinaram um armistício de seis meses e, em seguida, um trato que se tornou conhecido como "guerra de regularização".

Morillo retornou à Espanha, e foi nomeado Capitão General da Castela-a-Nova, e apoiou a Constituição Liberal durante o Triênio Liberal. Ele impediu um golpe contra a Constituição de 1822, e lutou em 1823 da invasão francesa sob Luís Antônio, Duque de Angoulême, no norte da Espanha, onde foi derrotado.

Quando o Rei Fernando VII restaurou o regime absoluto em 1823, foi à França. Alguns anos depois, retornou à Espanha e participou de algumas operações militares durante as Guerras Carlistas. Se sentiu mal e voltou à França, onde morreu no dia 27 de julho de 1837.

Citações

Quando Morillo ordenou a execução do cientista Francisco José de Caldas (conhecido como El Sabio Caldas, "Sábio Caldas") e as pessoas presentes na Praça São Francisco de Santa Fé apelaram pela vida do cientista, Morillo respondeu: "A Espanha não precisa de pessoas sábias". ("España no necesita sabios").[4] Essa frase tornou-se lema das guerras espanholas pela reconquista das colônias rebeldes.

Referências

  1. a b Erro de citação: Etiqueta <ref> inválida; não foi fornecido texto para as "refs" nomeadas :1
  2. a b c «Pablo Morillo y Morillo | Real Academia de la Historia». dbe.rah.es. Consultado em 18 de fevereiro de 2024 
  3. Echeverri, Marcela; Soriano, Cristina (2023), Soriano, Cristina; Echeverri, Marcela, eds., «Introduction: Rethinking Latin American Independence in the Twenty-First Century», ISBN 978-1-108-49227-0, Cambridge University Press, The Cambridge Companion to Latin American Independence, pp. 11–12 
  4. Universidad Distrital Francisco José de Caldas, Francisco José de Caldas (1771 - 1816) Arquivado em 11 de junho de 2007, no Wayback Machine., retrieved on May 1, 2007

Bibliografia

  • Costeloe, Michael P. Response to Revolution: Imperial Spain and the Spanish American Revolutions, 1810-1840. Cambridge: Cambridge University Press, 1986. ISBN 0-521-32083-6
  • Earle, Rebecca. Spain and the Independence of Colombia, 1810-1825. Exter: University of Exter Press, 2000. ISBN 0-85989-612-9
  • Stoan, Stephen K. Pablo Morillo and Venezuela, 1815-1820. Columbus: Ohio State University Press, 1959.

Ligações externas