Otodus chubutensis

Otodus chubutensis
Intervalo temporal:
Mioceno InferiorMioceno Médio
Dente quebrado de O. chubutensis parcialmente preservado com altura inclinada de 129 mm
Classificação científica edit
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Chondrichthyes
Subclasse: Elasmobranchii
Divisão: Selachii
Ordem: Lamniformes
Família: Otodontidae
Gênero: Otodus
Espécies:
O. chubutensis
Nome binomial
Otodus chubutensis
Ameghino, 1901
Sinónimos
  • Carcharodon mexicanus
  • Carcharocles chubutensis
  • Carcharodon chubutensis
  • Carcharodon productus
  • Megaselachus chubutensis Glikman, 1964
  • Otodus subauriculatus
  • Carcharocles subauriculatus
  • Procarcharodon subauriculatus
  • Carcharodon subauriculatus Agassiz, 1843
  • Carcharodon megalodon chubutensis
  • Carcharodon megalodon indica
  • Procarcharodon chubutensis
  • Otodus turgidus
  • Carcharocles turgidus
  • Carcharodon turgidus Agassiz, 1839

Otodus chubutensis é uma espécie extinta de tubarão do género Otodus que viveu durante o Oligoceno Inferior ao Plioceno Inferior (Com alguns paleontólogos contestando está afirmativa, falando que ele viveu entre o Mioceno Médio ao Mioceno Inferior e claro dependendo da estratégia de datação dos fósseis, já que a maioria dos tubarões extintos são conhecidos apenas por vértebras). É considerado parente próximo do Megalodon.[1]

Taxonomia

A classificação da espécie é contestada como outros tubarões gigantes do género. O naturalista suíço Louis Agassiz identificou pela primeira vez este tubarão como uma espécie do género Carcharodon em 1843.[2] Em muitas literaturas antigas o O. chubutensis foi por muito tempo tratado como uma subespécie de Megalodonte: o "Carcharodon (Carcharocles) megalodon chubutensis".[3][4] Porém em 1906, Ameghino renomeou este tubarão como Carcharocles chubutensis.  Em 1964, o pesquisador de tubarões, LS Glikman reconheceu a transição de Otodus obliquus para C. auriculatus. Em 1987, o pesquisador de tubarões, H. Cappetta reorganizou a linhagem C. auriculatus - O. megalodon e colocou todos os tubarões megadentes relacionados junto com esta espécie no gênero Carcharocles. Finalmente, a progressão completa de Otodus obliquus para O. megalodon tornou-se clara e desde então ganhou a aceitação de muitos pesquisadores de tubarões.[5]

Dentro da linhagem Otodus chubutensis é a espécie sucessora de O. angustidens e é seguido por O. megalodon.[6] Em suma, O. chubutensis é considerado um possível ancestral de O. megalodon. No entanto, devido à sua coexistência com O. megalodon durante as épocas do Mioceno e Plioceno, é considerado uma morfoespécie.[6]

Tamanho

Otodus chubutensis era um enorme tubarão, com os maiores indivíduos atingindo um comprimento corporal de 13,5 metros.[7] Indivíduos relativamente grandes atingiram comprimentos corporais de 9 a 11 metros.[8] Indivíduos menores ainda tinham aproximadamente o tamanho do tubarão-branco moderno , atingindo comprimentos corporais de 4,6 a 6,3 metros.[9] Porém existem estimativas que colocam o O. chubutensis com até 16.7 metros de comprimento (segundo Perez, e sua estimativa feita em 2021), e com uma massa que ultrapassa as 40 toneladas, sendo comparável ao O. megalodon, no entanto, muitos paleontólogos dizem que essa estimativa é exagerada, e que O. chubutensis atingiu no máximo de 13,5 metros de comprimento e 30 toneladas, ou até em casos raros 14 metros.[10][carece de fontes?]

Muitos paleontólogos o classificam como também um tubarão do género Megaselachus, ou até Procarcharodon, mas o género Procarcharodon foi criado, pois acreditava-se que os tubarões da família Otodontidae estavam intimamente relacionados com o Tubarão-branco e outros tubarões da família Lamnidae, tornando esta teoria bastante duvidosa, já o género Megaselachus é considerado sinônimo de Carcharodon e Carcharocles, onde que Carcharocles é bastante associado como sinônimo de e Otodus e em outras interpretações do século XVIII, muitos paleontólogos já associaram C. chubutensis como pertencente ao género Carcharias, mas estudos mais recentes o classificam como um tubarão mais provável do género Otodus.[2][8][11][12]

Paleobiologia e Paleoecologia

Pesquisas paleontológicas sugerem que esta espécie pode ter mudado suas preferências de habitat ao longo do tempo, ou pode ter tido flexibilidade comportamental suficiente para ocupar diferentes ambientes em diferentes épocas.[13]

Dieta

Otodus chubutensis era provável um predador de topo, caçando peixes, tartarugas marinhas e mamíferos aquáticos. Também é possível que Otodus chubutensis tenha se alimentado de cachalotes raptoriais, pois um dente pertencente a um fiseteroide indeterminado muito parecido com Acrophyseter, que sugere que um megalodonte ou O. chubutensis pode ter mirado na cabeça do animal para infligir uma mordida fatal, o ataque resultante deixando marcas de mordida distintas no dente. O fóssil também é notável, pois é o primeiro exemplo conhecido de uma interação antagônica entre um cachalote e um tubarão otodontídeo registrado no registro fóssil.

Referências

  1. Mark, Renz (2002). Megalodon: Hunting the Hunter. [S.l.]: PaleoPress. ISBN 0-9719477-0-8 
  2. a b Great white shark : the biology of carcharodon carcharias. Internet Archive. [S.l.]: London : Academic. 1998 
  3. «Otodus (Megaselachus) chubutensis | Shark-References». shark-references.com (em inglês). Consultado em 18 de março de 2025 
  4. «Otodus chubutensis (Ameghino, 1901)». www.gbif.org. Consultado em 18 de março de 2025 
  5. GOTTFRIED, MICHAEL D.; COMPAGNO, LEONARD J.V.; BOWMAN, S. CURTIS (1996). «Size and Skeletal Anatomy of the Giant "Megatooth" Shark Carcharodon megalodon». Elsevier: 55–66. ISBN 978-0-12-415031-7. Consultado em 19 de setembro de 2024 
  6. a b Renz, Mark (2002). Megalodon: hunting the hunter 3. , 2. print ed. Lehigh Acres, Fla: PaleoPress 
  7. Aguilera, Orangel A.; García, Luís; Cozzuol, Mario A. (junho de 2008). «Giant-toothed white sharks and cetacean trophic interaction from the Pliocene Caribbean Paraguaná Formation». Paläontologische Zeitschrift (2): 204–208. ISSN 0031-0220. doi:10.1007/bf02988410. Consultado em 19 de setembro de 2024 
  8. a b Perez, Victor; Leder, Ronny; Badaut, Teddy (2021). «Body length estimation of Neogene macrophagous lamniform sharks (Carcharodon and Otodus) derived from associated fossil dentitions». Palaeontologia Electronica. ISSN 1935-3952. doi:10.26879/1140. Consultado em 19 de setembro de 2024 
  9. McCormack, Jeremy; Griffiths, Michael L.; Kim, Sora L.; Shimada, Kenshu; Karnes, Molly; Maisch, Harry; Pederzani, Sarah; Bourgon, Nicolas; Jaouen, Klervia (31 de maio de 2022). «Trophic position of Otodus megalodon and great white sharks through time revealed by zinc isotopes». Nature Communications (1). ISSN 2041-1723. doi:10.1038/s41467-022-30528-9. Consultado em 19 de setembro de 2024 
  10. Demers-Potvin, Alexandre V.; Larsson, Hans C. E. (12 de março de 2025). «High local variability in elevation of the Oldman-Dinosaur Park Formation contact revealed by digital outcrop reconstruction, and implications for dinosaur biostratigraphy of the Late Cretaceous (Campanian) Belly River Group of Alberta, Canada». Palaeontologia Electronica (em inglês) (1): 1–41. ISSN 1094-8074. doi:10.26879/1447. Consultado em 18 de março de 2025 
  11. «elasmo.com». www.elasmo.com. Consultado em 18 de março de 2025 
  12. Demers-Potvin, Alexandre V.; Larsson, Hans C. E. (12 de março de 2025). «High local variability in elevation of the Oldman-Dinosaur Park Formation contact revealed by digital outcrop reconstruction, and implications for dinosaur biostratigraphy of the Late Cretaceous (Campanian) Belly River Group of Alberta, Canada». Palaeontologia Electronica (em inglês) (1): 1–41. ISSN 1094-8074. doi:10.26879/1447. Consultado em 18 de março de 2025 
  13. Aguilera, Orangel A.; García, Luís; Cozzuol, Mario A. (junho de 2008). «Giant-toothed white sharks and cetacean trophic interaction from the Pliocene Caribbean Paraguaná Formation». Paläontologische Zeitschrift (2): 204–208. ISSN 0031-0220. doi:10.1007/bf02988410. Consultado em 19 de setembro de 2024