Os Candangos
| Os Candangos Os Candangos' | |
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| Autor | Bruno Giorgi |
| Data | 1957 |
| Gênero | arte pública |
| Técnica | bronze |
| Dimensões | 8 metro |
| Localização | Praça dos Três Poderes |
Os Candangos, inicialmente chamado de Os Guerreiros, é uma obra escultural de Brasília, no Distrito Federal, localizada na Praça dos Três Poderes, em frente ao Palácio do Planalto. Criada em 1959 pelo escultor Bruno Giorgi, foi a primeira obra do artista na cidade, precedendo o Monumento à Cultura (1965) e a escultura Meteoro (1967). A obra foi reconhecida pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) como um patrimônio da humanidade, uma vez que a união de dois guerreiros representa o simbolismo de força e equilíbrio entre os poderes da República. É considerada um dos símbolos da cidade de Brasília.[1][2]
História



Após ser convidado pelo arquiteto Oscar Niemeyer, o escultor Bruno Giorgi criou em 1959 a obra "Os Guerreiros", projeto feito de bronze de oito metros de altura e que se encontra na Praça dos Três Poderes, perto do Palácio do Planalto.[3][4] O autor não recebeu um tema para a obra, tendo liberdade total para desenvolvê-la. Escolheu então o tema de duas pessoas abraçadas por gostar dos elementos e para homenagear os pioneiros que trabalharam na construção da cidade.[2] Sua obra foi batizada "Os Guerreiros" e com esse nome foi apresentada à Novacap, que financiou o projeto, e teve uma maquete apresentada na Bienal de São Paulo em 1957. Mas antes mesmo de sua inauguração, os trabalhadores da cidade, sabendo da homenagem, já se referiam à obra pelo título "Os Candangos", como confirmou o escultor.[5]
A estátua se caracteriza como uma composição estilizada de dois corpos esbeltos em pé, cada qual portando uma vara, apenas uma delas toca o solo, em um composição plana e quase simétrica.[2]
Para Olívio Guedes, professor de arte da Universidade de São Paulo, o abraço dos dois guerreiros se compara à presença dos três poderes da Nova República: "Os três poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) estão reunidos naquela praça. A imagem traz um simbolismo de união, força e equilíbrio".[3]
Em 1987, a escultura foi reconhecida pela UNESCO como um patrimônio cultural da humanidade[3] e passou por um processo de restauração conduzido por Zeno Zani.[1]
"Candangos"
Também segundo o professor Olívio Guedes, o uso da expressão "candangos", que deu origem à alteração do nome da escultura, veio da Angola, no continente africano.[3][4]
| “ | Os negros chamavam os portugueses assim (de candango). Durante a construção de Brasília, aquelas pessoas que vinham, principalmente no Nordeste, eram apelidadas desta forma. Então, esse nome deixou de ser um vilão e passou a ser uma homenagem aos trabalhadores.[3] | ” |
— Olívio Guedes, professor de arte da USP.
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Referências
- ↑ a b Gautherot.
- ↑ a b c Videsott 2008, pp. 1.
- ↑ a b c d e Vinhote 2019.
- ↑ a b «Brasília - Monumento aos Candangos». Secretaria de Educação do Paraná. Consultado em 22 de julho de 2020
- ↑ Borges 2023.
Bibliografia
- Borges, Josiane (14 de dezembro de 2023). «#TBT: Os candangos imortalizados na Praça dos Três Poderes». Agência Brasília. Consultado em 23 de agosto de 2025
- Gautherot, Marcel. «"Os Candangos" Ou "Os Guerreiros", Escultura de Bruno Giorgi». JSTOR. Consultado em 23 de agosto de 2025
- Mococa. «Réplica da escultura Os Candangos». Consultado em 23 de agosto de 2025
- Videsott, Luisa (2008). «Os Candangos». Revista de Pesquisa em Arquitetura e Urbanismo: 21-38. Consultado em 23 de agosto de 2025
- Vinhote, Ana Luiza (5 de setembro de 2019). «Bruno Giorgi e suas esculturas ajudam a contar a história de Brasília». Agência Brasília. Consultado em 23 de agosto de 2025
