Os Pintores de Canos

Os Pintores de Canos
Cartaz da produção portuguesa (2022)
CenárioTeatro Cinearte – A Barraca, Lisboa
Outras informações
Data da estreia28 de dezembro de 2022
Idioma originalAlemão (original), Português (tradução)

Os Pintores de Canos (título original em alemão: Eisenwichser) é uma peça do dramaturgo alemão Heinrich Henkel, estreada pela primeira vez em 23 de setembro de 1970 no Theater Basel, Suíça, sob a direção de Horst Siede. Em Portugal, a peça estreou pela primeira vez em 28 de dezembro de 2022, no Teatro Cinearte (sede da companhia A Barraca), com encenação de Adérito Lopes, prolongando-se em cena até fevereiro de 2023.[1]

Sinopse

Dois operários, pintores de canos, trabalham mecanicamente num espaço subterrâneo, onde pintam e preservam a manutenção das tubagens. Nesse local – simultaneamente claustrofóbico e infinito – refletem sobre as suas vidas e sobre as diferentes perspetivas com que as encaram. O operário mais velho, veterano, aceita resignadamente a sua condição, enquanto o jovem questiona e confronta a apatia do colega. O confronto entre gerações torna-se num debate sobre sociedade, capitalismo, precariedade e substituibilidade do trabalhador.[2]

Produção portuguesa

A versão portuguesa estreou-se em Lisboa a 28 de dezembro de 2022, no Teatro Cinearte – A Barraca, e manteve-se em cena até 26 de fevereiro de 2023. O espetáculo foi dedicado a Helder Mateus da Costa, fundador da companhia A Barraca.[3]

Ficha artística e técnica

  • Dramaturgo – Heinrich Henkel
  • Encenação – Adérito Lopes
  • Interpretação – Sérgio Moras, Vasco Lello, Samuel Moura
  • Direção técnica e desenho de luz – Vasco Letria
  • Sonoplastia e operação de som – Ricardo Silva
  • Montagem e operação de luz – Ruy Santos
  • Cartaz e design gráfico – Inês Costa
  • Costureira – Elza Ferreira
  • Assistência operacional – Sona Dabo
  • Produção – A Barraca

História da peça

Os Pintores de Canos estreou em 1970, no Theater Basel (Suíça), com encenação de Horst Siede, tendo sido um êxito imediato. O texto, escrito a partir da experiência de Henkel como pintor e operário, denuncia as condições laborais precárias e os efeitos do capitalismo sobre os trabalhadores.[4] A peça foi adaptada para rádio (1971), televisão (1972) e cinema (1979, por Markus Imhoof). No Brasil, foi montada em 1974 pelo Grupo de São Pedro, em São Paulo, com direção de Beatriz Segall.

Sobre o dramaturgo

Heinrich Henkel (Coblença, 12 de abril de 1937 – Basileia, 2 de março de 2017) foi dramaturgo e operário. Grande parte da sua obra centra-se no mundo do trabalho e nas suas disfunções sociais e psicológicas. Além de Os Pintores de Canos, escreveu peças como Frühstückspause (1971), Olaf und Albert (1973), Still, Ronnie (1981) e Altrosa (1983).

Receção

A produção portuguesa destacou-se pela atualidade temática, refletindo sobre precariedade laboral e crises sociais, num contexto global de instabilidade económica.[5][6]

Ver também

Referências

Ligações externas