Operação Tempus Veritatis
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Tempus Veritatis (latim para “hora da verdade”) foi uma operação da Polícia Federal que prendeu preventivamente oficiais militares e auxiliares do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ela também cumpriu mandatos de busca e apreensão contra, entre outros alvos, quatro ex-ministros.[1] A operação foi deflagrada no dia 8 de fevereiro após Mauro Cid ter fechado acordo de colaboração premiada com pesquisador da PF.[2] A operação foi embasada no vídeo[3] apreendido em um computador do ex-ajudante de ordens Mauro Cid, da reunião ocorrida em 5 de julho de 2022 entre o ex-presidente Jair Bolsonaro e seus ministros.[4] Em março de 2024, o Ministro Alexandre de Moraes tornou documentos públicos[5] após divulgação de notícias incompletas sobre o caso.[6]
O nome da operação é em referência à tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito com o objetivo de obter vantagem de natureza política com a manutenção de Bolsonaro, então presidente da República, no poder.[7][8]
Minuta de golpe
As investigações apontou que o grupo formulou uma minuta, que previa uma série de medidas contra o poder judiciário.[9] Esse grupo também promoveu reuniões para impulsionar a divulgação de notícias falsas contra o sistema eleitoral brasileiro e monitorou o ministro do supremo tribunal federal, Alexandre de Moraes, o responsável por autorizar a operação. A minuta pedia também as prisões de dois ministros do supremo e do presidente do senado.[2]
Alvos da operação

- Jair Bolsonaro, Presidente da República
- Valdemar Costa Neto, presidente do partido PL
- Augusto Heleno, ex-ministro do GSI
- Anderson Torres, ex-ministro da Justiça
- Walter Braga Netto, candidato à Vice-Presidência
- Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, ex-ministro da Defesa
- Angelo Martins Denicoli, major da reserva do Exército
- Cleverson Ney, coronel da reserva
- Estevam Theophilo, general do Exército
- Guilherme Marques de Almeida, tenente-coronel[10]
Alvos de ordem de prisão
- Filipe Martins, ex-assessor especial de Bolsonaro[11]
- Marcelo Câmara, coronel do Exército
- Rafael Martins, major do Exército
- Bernardo Romão Corrêa Netto, coronel do Exército
Referências
- ↑ «Tempus Veritatis: a hora da verdade em tempos de pós-verdade | Blogs». CNN Brasil. Consultado em 14 de novembro de 2024
- ↑ a b «Detalhes sobre tentativa de golpe de Estado expõem Bolsonaro e aliados». Agência Brasil. 9 de fevereiro de 2024. Consultado em 3 de dezembro de 2024
- ↑ «STF torna público vídeo de reunião em investigação sobre tentativa de golpe de Estado». Supremo Tribunal Federal (em inglês). Consultado em 3 de dezembro de 2024
- ↑ PODER360 (10 de fevereiro de 2024). «Saiba quem estava na reunião de Bolsonaro usada pela Tempus Veritatis». Poder360. Consultado em 3 de dezembro de 2024
- ↑ POLÍCIA FEDERAL, COORDENAÇÃO DE INVESTIGAÇÕES E OPERAÇÕES DE CONTRA INTELIGÊNCIA. «TERMO DE DECLARAÇÕES Nº 762402/2024» (PDF)
- ↑ «STF retira sigilo de depoimentos em investigação que apura tentativa de golpe de Estado» (em inglês). Consultado em 5 de setembro de 2025
- ↑ «Entenda a escolha de Tempus Veritatis para a operação anti-Bolsonaro». Poder360. 8 de fevereiro de 2024. Consultado em 14 de novembro de 2024
- ↑ «Tempus Veritatis: Veja o significado da operação da PF contra Bolsonaro». Valor Econômico. 8 de fevereiro de 2024. Consultado em 14 de novembro de 2024
- ↑ «Bolsonaro é citado mais de 70 vezes em decisão de Moraes que embasou operação contra militares e ex-ministros | Política». G1. 9 de fevereiro de 2024. Consultado em 4 de dezembro de 2024
- ↑ «PGR denuncia 24 militares, incluindo generais e almirante». CNN Brasil. 19 de fevereiro de 2025. Consultado em 5 de outubro de 2025
- ↑ «Advogado de Martins: "Prisão foi para forçá-lo a delatar mentiras"». www.metropoles.com. 14 de julho de 2025. Consultado em 5 de outubro de 2025