Operação Perfídia
Operação Perfídia é uma operação da Polícia Federal (PF) deflagrada em abril de 2017 que teve como principal alvo Claudia Chater, prima do doleiro Carlos Habib Chater, primeiro preso da Operação Lava Jato.[1] Dono do Posto da Torre em Brasília, Carlos Habib também é investigado na operação por ter participado das movimentações financeiras da quadrilha.[2] A ação contou com cerca de 200 policiais federais, que cumpriram mais de cem mandados judiciais, sendo 55 de busca e apreensão e 46 de condução coercitiva.[3]
A Operação começou com a prisão de um jordaniano com passaporte falso em agosto do de 2016. A investigação identificou que a advogada Cláudia teria participado da emissão deste e de outros documentos e uma busca e apreensão em endereços dela em dezembro do de 2016 mostrou que o esquema criminoso se estenderia a diversas outras áreas e teria realizado grandes operações de lavagem de dinheiro.[1]
A investigação apontou ligação do grupo de Claudia com uma transação de 5 bilhões de dólares, realizada em 2016. A empresa dinamarquesa PASPX PLC, do tipo ebanking, comprou o montante em dinheiro estrangeiro da Global Recreative Sistem, offshore com sede na Venezuela, representada por Maurício Araújo de Oliveira Souza, nascido em Campo Grande.[4]
Além de Claudia Chater, foi preso Edvaldo Pinto Ribeiro, apontado pelos investigadores como um dos principais aliados dela nos atos criminosos.[5]
Ver também
Referências
- ↑ a b «Doleiro nº 1 da Lava-Jato também é alvo da PF em nova operação sobre lavagem de dinheiro». O Globo. 26 de abril de 2017. Consultado em 16 de junho de 2025
- ↑ Hugo Marques (27 de abril de 2017). «Quadrilha teria lavado 5 bilhões de dólares em nome de um morto». VEJA. Consultado em 5 de julho de 2025
- ↑ Eduardo Bresciani (26 de abril de 2017). «Prima de doleiro da Lava-Jato é principal alvo da Operação Perfídia». Extra. Globo. Consultado em 5 de julho de 2025
- ↑ «Prima de doleiro famoso é suspeita de lavar US$ 5 bi em offshore de 1 morto». Poder 360. 3 de fevereiro de 2020. Consultado em 17 de junho de 2016
- ↑ Maria Eugênia e Mirelle Pinheiro (27 de abril de 2017). «Confira os nomes da família Chater e de empresas investigadas pela PF». Metrópoles. Consultado em 17 de junho de 2025