Olaria (Timóteo)

Olaria
Bairro
Avenida Acesita no bairro Olaria
Avenida Acesita no bairro Olaria
Avenida Acesita no bairro Olaria
Localização
Mapa de Olaria
Coordenadas 🌍
Unidade federativa  Minas Gerais
Região administrativa Regional Nordeste
Distrito Sede
Município Timóteo
Características geográficas
Área total [1] 2,2 km²
População total (2022[2]) 1 516 hab.

Olaria é um bairro do município brasileiro de Timóteo, no interior do estado de Minas Gerais. Localiza-se no distrito-sede, estando situado na Regional Nordeste.[3] Segundo o censo demográfico de 2022, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), sua população era de 1 516 habitantes[2] e havia 603 domicílios particulares permanentes ocupados.[4]

De acordo com o IBGE, em 2010 a população era de 1 753 habitantes e havia 600 domicílios particulares.[1]

Está localizado em meio a um eixo viário que liga os centros Norte e Sul de Timóteo, que são as principais centralidades do município, ao restante da Região Metropolitana do Vale do Aço. Possui dentre seus principais pontos de referência a Praça Gustavo Ferreira da Cruz, que possui quadras esportivas,[5] e a unidade do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI).[6] Apesar de ter sido concebido como um bairro residencial, apresenta um fluxo comercial relevante.[7]

História

Praça Gustavo Ferreira da Cruz no bairro Olaria

O surgimento do bairro está relacionado à construção da antiga vila operária da Acesita (atual Aperam South America), para atender aos trabalhadores da empresa, instalada em Timóteo na década de 1940. O projeto urbanístico do Olaria, concebido pelo engenheiro Romeu Duffles Teixeira, foi entregue em 1953.[8] Foi um dos primeiros bairros projetados a serem entregues e ocupados.[9]

O bairro foi implantado próximo ao Forno Hoffmann, onde mais tarde foi criado o bairro vizinho Novo Horizonte. O antigo forno foi construído como uma olaria para atender à demanda da Acesita e, após sua desativação, manteve-se como um ponto de referência da cidade.[8]

Na década de 1950, foi construído pela Acesita no Olaria o Clube Operário, como parte dos incentivos em lazer para os operários. Era destinado à prática esportiva dos funcionários menos assalariados, mas também servia para realização de festas e bailes.[10] Outro investimento da empresa em infraestrutura na localidade foi a construção do prédio da Escola Estadual Carlos Drummond de Andrade,[8] mais tarde aproveitado como unidade do SENAI.[6]

O Olaria se estabeleceu em uma área que a princípio seria o "centro" da cidade planejada, que também incluía o Timirim. Entretanto, a presença de praças e áreas comerciais se manteve em ambos os bairros.[7] A execução do calçamento e urbanização foi realizada pela administração municipal antes de 1981.[11] Consolidou-se em meio a um eixo viário que liga os centros Norte e Sul de Timóteo ao restante da Região Metropolitana do Vale do Aço.[7]

Ver também

Referências

  1. a b Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (16 de novembro de 2011). «Sinopse dos dados - Setor: 316870505000075 - Olaria». Consultado em 24 de outubro de 2012. Cópia arquivada em 24 de outubro de 2012 
  2. a b Sistema IBGE de Recuperação Automática (SIDRA) (2022). «Tabela 9923 - População residente, por situação do domicílio - Bairro». Consultado em 11 de março de 2025. Cópia arquivada em 11 de março de 2025 
  3. Consórcio Ecotécnica-Detzel (fevereiro de 2020). «Revisão do Plano Diretor 2019» (PDF). Prefeitura. Revisão do Plano Diretor Participativo de Timóteo / MG. 2: 154. Consultado em 11 de março de 2025. Cópia arquivada (PDF) em 11 de março de 2025 
  4. Sistema IBGE de Recuperação Automática (SIDRA) (2022). «Tabela 9922 - Domicílios particulares permanentes ocupados - Bairro». Consultado em 11 de março de 2025. Cópia arquivada em 11 de março de 2025 
  5. Jornal Diário do Aço (25 de maio de 2011). «PMT revitalizará praça do Olaria». Consultado em 25 de fevereiro de 2023. Cópia arquivada em 25 de fevereiro de 2023 
  6. a b Jornal Diário do Aço (5 de julho de 2012). «Fiemg inaugura unidade em Timóteo». Consultado em 25 de fevereiro de 2023. Cópia arquivada em 25 de fevereiro de 2023 
  7. a b c Quecini 2007, p. 260–261
  8. a b c Quecini 2007, p. 153–156
  9. Quecini 2007, p. 159
  10. Quecini 2007, p. 281
  11. Quecini 2007, p. 172–174

Bibliografia

Ligações externas