Odontophrynus toledoi
Odontophrynus toledoi é uma espécie de anfíbio da família Odontophrynidae. Encontrado na porção sul da Serra da Mantiqueira e em algumas áreas montanhosas como Jundiaí e Atibaia em São Paulo e Minas Gerais, Brasil.
Descrição

Odontophrynus[1] | |||||||||||||||
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Odontophrynus toledoi Odontophrynus toledoi | |||||||||||||||
| Classificação científica | |||||||||||||||
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Odontophrynus toledoi é uma espécie de tamanho médio, com machos medindo de 40,4 a 51,8 mm e fêmeas de 45,0 a 54,5 mm de comprimento focinho-cloacal. Possui cabeça mais larga que longa, focinho truncado, olhos grandes e laterais, tímpano oculto e pele dorsal e ventral granulada com verrugas glandulares, especialmente organizadas em fileiras longitudinais nas regiões pós-orbitais e parotoideas, ou seja, secretam substâncias tóxicas como defesa. Os dedos das mãos são finos, com pontas arredondadas, sem membranas interdigitais e apresentam tubérculos subarticulares grandes, além de tubérculos supranumerários na palma. E seus membros posteriores são curtos e robustos.
Possui coloração marrom-escura no dorso, com listras marrom-claras nos membros e uma faixa amarelada entre os olhos até os membros posteriores. O ventre é esbranquiçado com manchas cinzas laterais. Os machos se distinguem das fêmeas por possuir uma região gular pigmentada no saco vocal e pelas almofadas nupciais. Sua íris apresenta coloração marmorizada em dourado, preto e branco. A espécie pode ser diferenciada de outras do grupo, como Odontophrynus americanus por essas combinações de características morfológicas, coloração e presença de cristas glandulares dorsais.
Habitat e conservação
Odontophrynus toledoi habita regiões montanhosas da porção sul da Serra da Mantiqueira, incluindo áreas como Jundiaí e Atibaia, nos estados de São Paulo e Minas Gerais, Brasil. A espécie é noturna e vive em áreas abertas e alagadas, onde realiza a estivação, enterrando-se a cerca de 7 cm de profundidade durante a estação seca. As fêmeas saem da estivação antes dos machos, que vocalizam durante o dia na estação chuvosa.
O canto de anúncio é composto por séries de 43 a 82 pulsos, com frequência dominante entre 775 e 1033 Hz e até 132 pulsos por segundo. Durante a reprodução, os machos realizam o amplexo axilar. Essas características ecológicas e comportamentais, aliadas à sua distribuição restrita a ambientes específicos e sensíveis ás mudanças ambientais, destacam a necessidade de ações de conservação específicas para garantir a preservação de seu habitat natural.
Ecologia
Odontophrynus toledoi apresenta aspectos ecológicos adaptados a ambientes úmidos e sazonais de regiões montanhosas do sudeste do Brasil, sendo encontrado em áreas abertas e alagadas. A espécie possui hábitos noturnos e comportamento fossorial, passando o período seco em estivação. Sua atividade reprodutiva ocorre na estação chuvosa, quando os indivíduos emergem para acasalar em áreas temporariamente alagadas.
Os machos vocalizam durante o dia, parcialmente submersos e ocultos pela vegetação, demonstrando comportamento territorial e de reprodução oportunista. O. toledoi apresenta uma variedade de comportamentos defensivos, incluindo escavação rápida, inflar o corpo, manter as pernas rígidas e tanatose, o que sugere adaptações tanto para predadores quanto para a variação ambiental do seu habitat.
Referências
- ↑ Erro de citação: Etiqueta
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- ↑ Moroti, Matheus de Toledo; Pedrozo, Mariana; Severgnini, Marcos Rafael; Augusto-Alves, Guilherme; Dena, Simone; Martins, Itamar Alves; Nunes, Ivan; Muscat, Edelcio (5 de dezembro de 2022). «A new species of Odontophrynus (Anura, Odontophrynidae) from the southern portion of the Mantiqueira mountains». European Journal of Taxonomy. ISSN 2118-9773. doi:10.5852/ejt.2022.847.1991. Consultado em 23 de julho de 2025
- ↑ SILVANO, DÉBORA L.; SEGALLA, MAGNO V. (junho de 2005). «Conservation of Brazilian Amphibians». Conservation Biology (3): 653–658. ISSN 0888-8892. doi:10.1111/j.1523-1739.2005.00681.x. Consultado em 24 de julho de 2025