Obelisco da Avenida Rio Branco (Rio de Janeiro)
Obelisco da Avenida Rio Branco
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| Patrocinador | Antônio Januzzi |
| Construção | 1906 |
| Material | Granito |
| Inscrições | As inscrições são sobre as obras de urbanização e modernização da Avenida Rio Branco |
| Peso | 28 toneladas |
| Altura | 18,15 metros |
| Local atual | |
| Data de instalação | 14 de novembro de 1906[1] |
O Obelisco da Avenida Rio Branco ou obelisco do Rio de Janeiro[2] é um monumento na Avenida Rio Branco, no Rio de Janeiro.[3]
História
O obelisco foi, originalmente, inaugurado em 1906 como um presente que o empresário do setor de construção civil, Antônio Januzzi, ofertou à cidade e o autor do monumento foi Eduardo de Sá.[4]
O poeta Manuel Bandeira faz referência ao obelisco em seu poema O Obelisco:
Um obelisco monolítico é a verdade nua em praça pública. A nudez dos obeliscos é mais inteira, mais estreme, mais escorreita, mais franca, mais sincera, mais lisa, mais pura, mais ingênua do que a da mulher mais bem feita.
Ingênua como a de Susana surpreendida pelos juízes. Pura como a de Santa Maria Egipcíaca despindo-se para o barqueiro. Todo obelisco é uma lição de verticalidade física e moral, de retidão, de ascetismo. Homem que não suportas a solidão (grande fraqueza!) Aprende com os obeliscos a ser só. Os egípcios erguiam obeliscos à entrada de seus templos, de seus túmulos, e [neles gravavam apenas Discretamente, O nome do rei construtor ou do deus referenciado. O obelisco aponta aos mortais as coisas mais altas: o céu, a lua, o sol, as estrelas — Deus. O obelisco da Avenida Rio Branco não veio do Egito como o que está na Praça da Concórdia em Paris: Nem por isso merece menos respeito. Obelisco não é mourão em que se amarram cavalos. Não é manequim para camisolas de anúncio. Não é andaime para farandulagens de carnaval. (Já o fantasiaram de baiana, oh afronta! Já lhe quebraram o ápice de agulha, Já o chamuscaram de alto a baixo.) Que o obelisco esteja sempre nu e limpo, apontando as coisas mais altas — o [céu, a lua, o sol e as estrelas.
— Manuel Bandeira, A Estrela da Vida Inteira
Referências
- ↑ BRUINELLI, Tiago de Oliveira.Fotografias e a Revolução de 1930: um possível enfoque para o uso das fotografias como documento histórico. IN: História Social, n. 21, segundo semestre de 2011.
- ↑ Revista O Globo Especial “A revolução de Outubro de 1930”. Editora do Globo, 1931.
- ↑ DUNLOP. C. J. Rio Antigo. Volume I. Rio de Janeiro; Grafica Laemmert Ltda, 1955
- ↑ Rio Cultura. www.rioecultura.com.br. Acesso em 19 de abril de 2017.
