O Judeu
O Judeu
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1995 • cor • 91 min | |
| Género | drama biográfico |
| Direção | Jom Tob Azulay |
| Roteiro | Geraldo Carneiro Millôr Fernandes Gilvan Pereira |
| Elenco | Felipe Pinheiro Dina Sfat José Lewgoy Mário Viegas Fernanda Torres Edwin Luisi |
| Idioma | português |
O Judeu é um filme luso-brasileiro de 1995,[1] dirigido por Jom Tob Azulay,[2] baseado na vida do dramaturgo António José da Silva, dito "o judeu".[3]
Tem antestreia em Lisboa a sete de setembro de 1995 no cinema Tivoli e estreia no cinema Alcântara a oito de janeiro de 1999.[3] Tem estreia internacional nesse mesmo dia no cinema Film Forum, em Nova Iorque.
Sinopse
«Portugal 1715/1739. Torturado aos vinte e um anos,[4] António José da Silva[5] redescobre o sentido da vida através do teatro de marionetas. Casa com Leonor Maria de Carvalho, cristã-nova[6] como ele, e frequenta os salões aristocráticos do iluminismo, que o apoiam. Uma denúncia de heresia contra sua prima Brites Eugénia e o espírito irreverente das suas comédias levam António José da Silva, uma vez mais, aos cárceres do Santo Ofício, junto com a mãe, Lourença Coutinho, e a mulher» (Cit. ficha do produtor[3]).
História
A produção do filme é inicialmente assumida pelo produtor português António Vaz da Silva que não chega a concluí-la pela morte do protagonista, Felipe Pinheiro, e por problemas financeiros subsequentes. Neste filme teve também seu último desempenho Dina Sfat. Só passados vários anos outro produtor, António da Cunha Telles, aceita conclui-lo, recorrendo a um duplo para o papel do protagonista.
Elenco
- Felipe Pinheiro - António José da Silva
- Dina Sfat – Lourença Coutinho
- Mário Viegas – D. João V
- José Lewgoy - D. Nuno da Cunha
- Cristina Aché – Leonor
- Edwin Luisi – Alexandre de Gusmão
- Fernanda Torres – Brites
- José Neto – D. Marcos
- Ruy de Carvalho – Padre Pantoja
- Sinde Filipe – Marquês do Alegrete
- Santos Manuel – professor
- Rogério Paulo – promotor do Santo Ofício
- António Anjos – secretário de D. Nuno
- Sérgio Godinho – António Teixiera
- Fernando Curado Ribeiro – bispo D. Teotónio
- Ruth Escobar – rainha D. Maria[7]
- Cândido Ferreira - padre no bar
Festivais e prémios
Primeiro Prêmio no HBO Brasil (1996)[8]
Festival de Cartagena (1996)
- Melhor ator coadjuvante para José Lewgoy[8]
Festival de Brasília (1995)
- Grande Prémio. Prémios ao melhor ator secundário (José Lewgoy), à decoração e ao som[3]
Ver também
Referências
- ↑ Mark Avrum Ehrlich, Encyclopedia of the Jewish diaspora: origins, experiences, and culture, Volume 1, p. 700. ABC-CLIO, 2009. ISBN 1851098739, 9781851098736.
- ↑ Jew cinematic self in contemporary representations in Argentine and Brazilian Films – artigo de Carolina Rocha (Journal of Modern Jewish Studies)
- ↑ a b c d José de Matos-Cruz, O Cais do Olhar. pp 288/289, ed. Cinemateca Portuguesa, 1999
- ↑ Antônio José da Silva: entre dois mundos – artigo de Raimundo Matos de Leitão
- ↑ Os Filhos dos Mandamentos – tese de Bar Mitzvá e Bat Mitzvá
- ↑ Representação do judeu na cultura brasileira – Imaginário e História – tese de Célia Szniter
- ↑ Ficha artística no NY Times
- ↑ a b «FILMOGRAFIA - O JUDEU». bases.cinemateca.gov.br. Consultado em 14 de setembro de 2020
