O Fantástico Mistério de Feiurinha

 Nota: Para o filme produzido e estrelado por Xuxa, veja Xuxa em O Mistério de Feiurinha.
O Fantástico Mistério de Feiurinha
Autor(es)Pedro Bandeira
Idiomaportuguês
País Brasil
GêneroContos de fadas
EditoraModerna
FormatoImpresso
Lançamento1986
Páginas66
ISBN978-85-16317-7 Erro de parâmetro em {{ISBNT}}: comprimento

O Fantástico Mistério de Feiurinha é um livro infanto-juvenil de 1986, do escritor brasileiro Pedro Bandeira.

O livro trata do desaparecimento de uma suposta princesa, chamada Feiurinha, e promove um reencontro entre as principais princesas dos contos de fadas: Cinderela, Branca de Neve, Chapeuzinho Vermelho, A Bela Adormecida, Rapunzel, Bela e Rosaflor Della Moura Torta.

Há também espaço para a rivalidade entre princesas, que demonstram se preocupar mais com suas próprias histórias em determinados momentos. Porém, as diferenças acabam quando todas têm o objetivo de resgatar a Princesa Feiurinha.

Em 2009, o livro foi adaptado para o cinema, através da apresentadora Xuxa Meneghel. Com o nome Xuxa em: O Mistério de Feiurinha, o filme marca a estreia de Sasha Meneghel, filha da apresentadora, como atriz. Sasha interpreta a personagem-título, Feiurinha, enquanto Xuxa vive Cinderela. Em entrevista, Pedro Bandeira revelou que sugeriu que Sasha protagonizasse o filme. Todavia, no início de novembro, o escritor comentou que Sasha não possui talento como atriz, mas como cantora.[1]

Recepção

O Fantástico Mistério de Feiurinha recebeu aclamação da crítica após o seu lançamento, o que culminou na conquista do Prêmio Jabuti de literatura infantil em 1986.[2]

A crítica Lucila Garcez considerou a obra uma peça de ficção muito original, na qual um narrador-personagem, em primeira pessoa, relata eventos incomuns, criando um enredo repleto de humor e entremeado por alusões a histórias tradicionais. Para Garcez, o livro enriquece a linhagem de produções que revisitam a tradição dos contos de fadas de forma transformadora, vertente já bem explorada no Brasil. A autora destaca a estrutura metaliterária da obra, que desvenda o processo criativo de maneira lúdica e fantasiosa para propor uma reflexão sobre a perenidade dos contos de fadas e da tradição oral dos contadores de histórias.[2]

Para a crítica Laura Sandroni, o livro reitera o interesse de Pedro Bandeira pela tradição oral e constitui uma proclamação de fé na palavra escrita, visto que a história de Feiurinha seria desconhecida pelo público apenas pelo fato de nenhum autor tê-la registrado previamente em livro. Segundo Sandroni, Feiurinha é uma heroína amiga de Branca de Neve, Cinderela e outras figuras clássicas, embora não tenha sido catalogada nas pesquisas de Perrault, dos Irmãos Grimm ou de Hans Christian Andersen. A crítica observa ainda que o autor satiriza os contos de fadas tradicionais ao discutir o desfecho "felizes para sempre", analisando que tal frase simbolizaria uma "mesmice eterna" e a perda do sentido de aventura na vida.[2]

Já a crítica Eriana Dantas manifestou reservas quanto à obra, afirmando não ter apreciado o livro tanto quanto outros leitores devido à ênfase na rivalidade feminina e na aparência física das princesas. Todavia, a revisora ressaltou que o livro é bem escrito e presta homenagem aos contos de fadas e aos escritores que preservaram essas histórias. Dantas também destacou a mensagem da obra sobre a importância da palavra escrita — como suporte mais duradouro que a palavra falada — e sobre a tradição do compartilhamento de histórias entre diferentes gerações.[3]

Referências

  1. Orosco, Dolores (25 de dezembro de 2012). «Autor de 'Feiurinha' aposta que filme de Xuxa vai bater 'Avatar' nas bilheterias». Globo.com. G1. Consultado em 24 de dezembro de 2013 
  2. a b c «Premiados do Ano | Prêmio Jabuti». www.premiojabuti.com.br. Consultado em 8 de janeiro de 2026 
  3. Dantas, Eriane (25 de julho de 2020). «[Resenha] O fantástico mistério de feiurinha». Histórias em Mim. Consultado em 8 de janeiro de 2026