Nymphaea odorata

Nymphaea odorata


Estado de conservação
Espécie pouco preocupante
Pouco preocupante (IUCN 3.1) [1]
Classificação científica
Reino: Plantae
Clado: Planta vascular
Clado: Angiosperma
Ordem: Nymphaeales
Família: Nymphaeaceae
Género: Nymphaea
Subgénero: Nymphaea subg. Nymphaea [en]
Secção: Nymphaea sect. Nymphaea [en]
Espécie: N. odorata
Nome binomial
Nymphaea odorata
Aiton
Subespécies
  • N. odorata subsp. odorata
  • N. odorata subsp. tuberosa (Paine) Wiersema & Hellq.
Sinónimos
  • Castalia odorata (Aiton) Wood
  • Leuconymphaea odorata (Aiton) MacMill.

Nymphaea odorata, também conhecida como ninféia,[2] lírio-d'água,[3] e diversos outros nomes comuns,[4] é uma planta aquática pertencente ao gênero Nymphaea. Pode ser comumente encontrada em lagos rasos, lagoas e águas permanentes de movimento lento por toda a América do Norte, onde sua distribuição vai da América Central ao norte do Canadá.[5][6][7][8] Também há registros de sua ocorrência no Brasil e na Guiana.[9][10]

Descrição

Esta planta está enraizada em rizomas ramificados que dão origem a longos pecíolos que terminam em folhas flutuantes lisas. Como as folhas estão sujeitas a rasgar com a água e as ondas, elas são redondas com um revestimento ceroso superior que é repelente à água.[11] As flores também flutuam. Elas são radialmente simétricas com estames amarelos proeminentes e muitas pétalas brancas. As flores abrem a cada dia e fecham novamente a cada noite, e são muito perfumadas. Uma vez que as flores são polinizadas, o fruto em desenvolvimento é puxado de volta para debaixo d'água para maturação.[12]

Citologia

O número de cromossomos é n = 28 ou n = 56. O tamanho do genoma é de 1574,58 Mb.[13]

Química

As lignanas [en] nimpheosídeo A e icarisídeo E, e os flavonóis canferol 3-O-alfa-l-ramnopiranosídeo (afzelina [en]), quercetina 3-O-alfa-l-ramnopiranosídeo (quercitrina [en]), miricetina 3-O-alfa-l-ramnopiranosídeo (miricitrina [en]), quercetina 3-O-(6'-O-acetil)-beta-d-galactopiranosídeo, miricetina 3-O-beta-d-galactopiranosídeo e miricetina 3-O-(6'-O-acetil)-beta-d-galactopiranosídeo podem ser encontrados em N. odorata.[14]

Taxonomia

Subespécies

É dividida em duas subespécies:[15]

  • Nymphaea odorata subsp. odorata
  • Nymphaea odorata subsp. tuberosa (Paine) Wiersema & Hellq.

Usos

O nenúfar-perfumado tem partes tanto medicinais quanto comestíveis. As sementes, flores e rizomas podem ser consumidos crus ou cozidos.[16] A raiz pode ser fervida para produzir um líquido que pode ser gargarejado para tratar dores de garganta ou bebido para tratar diarreia.[16] Os rizomas também eram usados por nativos americanos para tratar tosses e resfriados. O caule pode ser colocado diretamente nos dentes para tratar dor de dente.[17]

Os caules submersos na lama são comidos por ratos-almiscarados.[18]

Referências

  1. Maiz-Tome, L. (2016). «Nymphaea odorata». Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas. 2016: e.T64318950A67730237. doi:10.2305/IUCN.UK.2016-1.RLTS.T64318950A67730237.enAcessível livremente. Consultado em 29 de Novembro de 2022 
  2. «Nymphaea odorata». Bases de dados de PLANTS. Natural Resources Conservation Service. Consultado em 29 de Janeiro de 2016 
  3. BSBI List 2007 (xls). Sociedade Botânica das Ilhas Britânicas. Consultado em 17 de outubro de 2014. Cópia arquivada (xls) em 26 de junho de 2015 
  4. «Lady Bird Johnson Nymphaea Odorata». Consultado em 30 de maio de 2015 
  5. Stevens, W. D., C. Ulloa Ulloa, A. Pool & O. M. Montiel. 2001. Flora de Nicaragua. Monographs in systematic botany from the Missouri Botanical Garden 85: i–xlii
  6. CONABIO. 2009. Catálogo taxonómico de especies de México. 1. In Capital Nat. México. CONABIO, Mexico City
  7. Scoggan, H. J. 1978. Dicotyledoneae (Saururaceae to Violaceae). 3: 547–1115. In Flora of Canada. National Museums of Canada, Ottawa.
  8. Godfrey, R. K. & J. W. Wooten. 1981. Aquatic and Wetland Plants of Southeastern United States Dicotyledons 1–944. Univ. Georgia Press, Athens
  9. Funk, V. A., P. E. Berry, S. Alexander, T. H. Hollowell & C. L. Kelloff. 2007. Checklist of the Plants of the Guiana Shield (Venezuela: Amazonas, Bolivar, Delta Amacuro; Guyana, Surinam, French Guiana). Contributions from the United States National Herbarium 55: 1–584
  10. Forzza, R. C. 2010. Lista de espécies Flora do Brasil http://floradobrasil.jbrj.gov.br/2010 Arquivado em 2015-09-06 no Wayback Machine. Jardim Botânico do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro
  11. Sculthorpe, C.D. (1967). The Biology of Aquatic Vascular Plants. Reprinted 1985 Edward Arnold, by London.
  12. Keddy, P.A. (2010). Wetland Ecology: Principles and Conservation (2nd edition). Cambridge University Press, Cambridge, UK. 497 p.
  13. Chen, F., Liu, X., Yu, C., Chen, Y., Tang, H., & Zhang, L. (2017). "Water lilies as emerging models for Darwin’s abominable mystery." Horticulture research, 4.
  14. Zhang, Z; Elsohly, HN; Li, XC; Khan, SI; Broedel Jr, SE; Raulli, RE; Cihlar, RL; Burandt, C; Walker, LA (2003). «Phenolic compounds from Nymphaea odorata». Journal of Natural Products. 66 (4): 548–50. PMID 12713413. doi:10.1021/np020442j 
  15. «Nymphaea odorata Aiton | Plants of the World Online | Kew Science». Plants of the World Online (em inglês). Consultado em 4 de setembro de 2025 
  16. a b The Complete Guide to Edible Wild Plants (em inglês). United States Department of the Army. New York: Skyhorse Publishing. 2009. 110 páginas. ISBN 978-1-60239-692-0. OCLC 277203364 
  17. Arnason, J. T., Hamersley Chambers, F., Karst, A., Kershaw, L., Mackinnon, A., Owen, P. 2009. Edible & medicinal plants of Canada. Edmonton, AB: Lone Pine Publishing
  18. Niering, William A.; Olmstead, Nancy C. (1985) [1979]. The Audubon Society Field Guide to North American Wildflowers, Eastern Region. [S.l.]: Knopf. p. 639. ISBN 0-394-50432-1 

Ligações externas