Nobel Moura
Nobel Moura | |
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| Deputado federal por Rondônia | |
| Período | 1 de fevereiro de 1991 a 15 de dezembro de 1993 |
| Secretário de Saúde de Ariquemes | |
| Período | 1989 a 1990 |
| Dados pessoais | |
| Nome completo | Antônio Nobel Ayres Moura |
| Nascimento | 13 de junho de 1949 (76 anos) Dianópolis, TO[nota 1] |
| Progenitores | Mãe: Anelides Ayres Conceição Pai: Zeferino de Sena Moura |
| Alma mater | Universidade de Brasília |
| Cônjuge | Maria Edna Matos Moura |
| Partido | PFL (1986–1990) PTB (1990–1991) PTR (1992–1993) PP (1993) PSD (1993) PHS (2009–2010) |
| Profissão | Médico |
Antônio Nobel Ayres Moura, ou apenas Nobel Moura (Dianópolis, 13 de junho de 1949), é um médico e político brasileiro, outrora deputado federal por Rondônia.[1][2]
Dados biográficos
Filho de Zeferino de Sena Moura e Anelides Ayres Conceição. Médico formado pela Universidade de Brasília em 1975 com especialização em Ginecologia e Anestesia, migrando nesse ano para Rondônia, onde abriu três clínicas, uma fundação de combate ao câncer e um motel.[1] Irmão do político Confucio Moura, atualmente senador por Rondônia.[3]
Candidato a primeiro suplente de senador pelo PFL na chapa de Galvão Modesto em 1986, não obteve êxito. Secretário municipal de Saúde de Ariquemes após a vitória de Ernandes Amorim nas eleições municipais de 1988, deixou o cargo a tempo de eleger-se deputado federal pelo PTB em 1990.[4] Na sessão de 28 de maio de 1991, estava próximo da deputada Raquel Cândido quando ela o acusou de lenocínio, sendo esmurrada no rosto por Nobel Moura. Nenhuma das condutas ensejou um processo de cassação, embora ferissem o decoro parlamentar.[5] Filiado ao PTR em 1992, nesse ano votou pelo impeachment do presidente Fernando Collor.[6]
Membro original da bancada do PP em 1993, trocou esse partido pelo PSD, movimento que ensejou uma investigação por "compra e venda" de filiação partidária. Teve o mandato cassado em 15 de dezembro, ao lado de Onaireves Moura (com quem não possui nenhum parentesco) e Itsuo Takayama, o primeiro representando o Paraná e o outro suplente em exercício por Mato Grosso.[7][nota 2]
Em maio de 1997, a justiça cível de Brasília condenou Nobel Moura a indenizar o ex-governador do Paraná, Alvaro Dias, que havia feito denúncia de suborno nas filiações ao PSD.[1] Quatro anos depois, o Tribunal do Júri em Porto Velho o condenou sob a acusação de ter sido o mandante do assassinato do radialista Marinaldo de Souza, ocorrido em março de 1995.[8]
Filiou-se ao PHS em agosto de 2009 e tentou concorrer a deputado estadual pelo partido nas eleições do ano seguinte, mas retirou sua candidatura.
Notas
- ↑ Então parte do território de Goiás.
- ↑ Foram 335 votos pela cassação de Onaireves Moura, 332 pela cassação de Nobel Moura e 259 pela cassação de Itsuo Takayama, numa sessão onde o quórum mínimo era 252 votos. Quanto à vaga aberta na bancada rondoniense, ela foi destinada a Aparício Carvalho.
Referências
- ↑ a b c BRASIL. Fundação Getúlio Vargas. «Biografia de Nobel Moura no CPDOC». Consultado em 28 de dezembro de 2024
- ↑ BRASIL. Câmara dos Deputados. «Biografia do deputado Nobel Moura». Consultado em 28 de dezembro de 2024
- ↑ Redação (7 de outubro de 2018). «Marcos Rogério, do DEM, e Confúcio Moura, do MDB, são eleitos senadores por Rondônia». g1.globo.com. G1 Rondônia. Consultado em 29 de dezembro de 2024
- ↑ BRASIL. Tribunal Superior Eleitoral. «Eleições de 1990». Consultado em 28 de dezembro de 2024
- ↑ Redação (29 de maio de 1991). «Deputada é agredida no plenário. Primeiro Caderno – Política e Economia, p. 02». bndigital.bn.gov.br. Jornal do Brasil. Consultado em 28 de dezembro de 2024
- ↑ Redação (30 de setembro de 1992). «Collor fora. Capa». acervo.estadao.com.br. O Estado de S. Paulo. Consultado em 28 de dezembro de 2024
- ↑ Redação (16 de dezembro de 1993). «Câmara cassa 3 deputados do PSD. Primeiro Caderno – Política e Economia, p. 02». bndigital.bn.gov.br. Jornal do Brasil. Consultado em 28 de dezembro de 2024
- ↑ Kevin Lima; Gabriella Soares (28 de agosto de 2025). «PEC da Blindagem: entre 1988 e 2001, Congresso autorizou apenas um processo contra parlamentar e travou outros 253 pedidos». g1.globo.com. G1 Política. Consultado em 28 de agosto de 2025
