Nikolai Ustryalov
| Nikolai Ustryalov Николай Васильевич Устрялов | |
|---|---|
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| Nascimento | 25 de novembro de 1890 (135 anos) São Petersburgo, Império Russo |
| Morte | 14 de setembro de 1937 (46 anos) Moscou, República Socialista Federativa Soviética da Rússia, União Soviética |
| Nacionalidade | russo |
| Parentesco | Nikolay Ustryalov (tio-avô) |
| Ocupação | Escritor, político |
| Outras ocupações | Ativista Nacional-Bolchevique |
| Principais trabalhos | Smena vekh (1921) |
| Empregador(a) | Universidade de Moscou |
| Filiação | Partido Constitucional Democrata |
| Causa da morte | Fuzilamento |
Nikolai Vasilyevich Ustryalov (Russo: Николай Васильевич Устрялов; 25 de Novembro de 1890, São Petersburgo – 14 de Setembro de 1937, Moscou) foi um político Russo e um pioneiro do Nacional Bolchevismo. Nikolai Gerasimovich Ustryalov foi seu tio-avô, um proeminente historiador. Ustryalov e muitos de seus seguidores foram futuramente condenados por atividade contrarrevolucionária e executados durante os Grandes Expurgos.
Juventude
Ustryalov nasceu em São Petersburgo. Se graduou em lei na Universidade de Moscou em 1913.[1] Ensinando na Universidade de Moscou, ele inicialmente era um membro do Partido Constitucional Democrata.[1][2] Ustryalov participava da tendência de intelectuais Eslavófilos, porém ainda cedo ele rompeu de seus contemporâneos por ser menos entusiástico sobre a Igreja Ortodoxa Oriental do que valorizava Sergei Bulgakov e Piotr Struve.[3] Inicialmente era um apoiador do Exército Branco na Guerra Civil Russa e serviu sob Aleksandr Kolchak.[1] Porém Ustryalov mudou suas visões para uma fusão de nacionalismo com bolchevismo, com o novo comunismo marxista-leninista apresentando-se a melhor esperança para restabelecer a Rússia como uma potência política.[4]
Ideologia
Entre os trabalhos de escrita de Ustryalov há contribuições para "Os Problemas de Grande Rússia" e "Manhã da Rússia", dois jornais pré-bolcheviques onde ele clamava por unidade entre os Eslavos e comemorava a remoção do Czar do poder. em exílio ele fundou o jornal "Okno" (Janela) com outros dissidentes e, em 1921, publicou sua coleção seminal de artigos "Smena vekh" ("Mudança de Marcos"), onde ele tornava exposta suas teorias de nacionalismo, e isso deu o início da publicação da revista semana, Smena vekh. O principal idealogo para a Smenovekhovtsy pelo que seus seguidores pensavam, Ustryalov usou obras escritas, como Na Luta Pela Rússia (1920) e Sob o Símbolo da Revolução (1925) para argumentar contra as visões de Struve.[5] Dizendo ser inspirado por figuras como o general Aleksei Brusilov e Vladimir Purishkevich, ambos tendo dito que serviriam os Bolcheviques nos interesses da Rússia, Ustryalov chamava por uma reconciliação com a União Soviética pois somente os Bolcheviques poderiam garantir a segurança da Rússia.[6] Com a introdução da Nova Política Econômica, Ustryalov interpretou como um processo de "normalização" começando na União Soviética e argumentou que crescentemente a URSS era "como um rabanete", que é vermelho por fora mas branco por dentro.[6] Ustryalov não se considerava um comunista, rejeitando a ideologia por a ver como um importe estrangeiro, mas começou a usar o termo "Nacional Bolchevique" após o descobrir nas obras do dissidente Alemão Ernst Niekisch.[7]
Apesar de seu entusiasmo, Ustryalov foi visto como um inimigo por Vladimir Lenin[8] e viveu exilado em Harbin, Manchúria.[9] Lá ele trabalhou como consultor na Ferrovia Trans-Manchuriana, (KVZhD).[carece de fontes] Ele era reitor na Faculdade de Lei em Harbin de 1920 a 1924.[10]
Retorno a União Soviética
Com a relação com o Nacional Bolchevismo tendo retomadas sob Stalin,[carece de fontes] Ustryalov pode voltar para a União Soviética em 1935.[11] Trotsky via Ustryalov e seus seguidores como não querendo que a Rússia voltasse a um estado de dependência semi-colonial no capitalismo ocidental e portanto anticapitalista sem ser socialista de fato. De acordo com Trotsky, Ustryalov e seus ouvintes havia previsto a transformação do Estado Soviético em um estado burguês normal, e acreditavam que esse estado deveria ser apoiado.[12] O passado de Ustryalov como um membro do Exército Branco o assombrava porém, e ele passou por dificuldade achando emprego ou sequer aceitação comum como um civil soviético em Moscou.[13] Eventualmente ele foi enviado a um gulag.[14]
Em 1937, durante os Grandes Expurgos, ele foi preso sob acusações de espionagem e "agitação anti-soviética". Em 14 de setembro de 1937, ele foi sentenciado a morte e foi executado por fuzilamento no mesmo dia.[15]
Referências
- ↑ a b c Jeanne Vronskaya & Vladimir Chuguev, The Biographical Dictionary of the Former Soviet Union - Prominent People In All Fields From 1917 to the Present, London: Bowker-Saur, 1992, ISBN 0862916216, p. 561
- ↑ S.V. Utechin, Russian Political Thought: A Concise and Comprehensive History, JM Dent & Sons, 1964, p. 253
- ↑ George Ginsburgs, Alvin Z. Rubinstein, Russia and America: From Rivalry to Reconciliation, M.E. Sharpe, 1993, p. 45
- ↑ Martin A. Lee, The Beast Reawakens, Warner Books, 1998, p. 316
- ↑ S.V. Utechin, Russian Political Thought: A Concise and Comprehensive History, JM Dent & Sons, 1964, p. 253
- ↑ a b Utechin, Russian Political Thought, p. 254
- ↑ Martin A. Lee, The Beast Reawakens, Warner Books, 1998, p. 316
- ↑ Vladimir Lenin, On the Intelligentsia, Progress Publishers, 1983, pp. 297-298
- ↑ Bernice Glatzer Rosenthal, New Myth, New World: From Nietzsche To Stalinism, Penn State Press, 2004, p. 207
- ↑ Jeanne Vronskaya & Vladimir Chuguev, The Biographical Dictionary of the Former Soviet Union - Prominent People In All Fields From 1917 to the Present, London: Bowker-Saur, 1992, ISBN 0862916216, p. 561
- ↑ Jochen Hellbeck, Revolution on my Mind: Writing a Diary under Stalin, Harvard University Press, 2006, p. 64
- ↑ International Communist Party, A Revolution Summed Up, 2020, p. 122
- ↑ Hellbeck, Revolution on my Mind, p. 94
- ↑ Jeanne Vronskaya & Vladimir Chuguev, The Biographical Dictionary of the Former Soviet Union - Prominent People In All Fields From 1917 to the Present, London: Bowker-Saur, 1992, ISBN 0862916216, p. 561
- ↑ Hiroaki Kuromiya, Stalin, Pearson Education, 2005, p. 138
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