Ney Maranhão

Ney Maranhão
Ney Maranhão
Senador por Pernambuco
Período1º de fevereiro de 1987
a 1º de fevereiro de 1995
Deputado federal por Pernambuco
Períodojulho de 1955
a 1963
(2 mandatos consecutivos)
Prefeito de Moreno
Período1951 a 1954
Dados pessoais
Nome completoNey de Albuquerque Maranhão
Nascimento10 de dezembro de 1927
Moreno, PE
Morte11 de abril de 2016 (88 anos)
Recife, PE
Nacionalidadebrasileiro
ProgenitoresMãe: Maria Maranhão
Pai: Constantino Maranhão
Prêmio(s)Ordem do Mérito Militar[1]
Partido
Lista
  • PL (1951–1958)
    PTB (1958–1965)
    ARENA (1966–1979)
    PTB (1980–1986)
    PMB (1986–1989)
    PRN (1989–2000)
PTC (2000–2016)
Profissãopolítico

Ney de Albuquerque Maranhão ComMM (Moreno, 10 de dezembro de 1927Recife, 11 de abril de 2016) foi um político brasileiro filiado ao Partido Trabalhista Cristão (PTC).[2] Por Pernambuco, foi senador e deputado federal por dois mandatos, além de prefeito de Moreno.

Carreira política

Foi prefeito do município de Moreno (PE), deputado federal por quatro legislaturas (PTB/PE), e cassado pela ditadura militar.

Em 28 de janeiro de 1958 envolveu-se em uma discussão de trânsito onde acabou por assassinar o motorista de caminhão Chico Alicate. Na época o caso ficou conhecido como o crime do cais de Santa Rita. O deputado alegou que teria inicialmente atingido os pneus do caminhão, e que após discussões, o motorista teria tentado lhe agredir, quando disparou em sua perna, proporcionando um ferimento fatal.

Foi senador da República (1988-1995), primeiramente pelo Partido Municipalista Brasileiro (PMB), passando depois para o Partido da Reconstrução Nacional (PRN), ocupando a vaga deixada pelo falecimento do senador Antônio Farias.

Destacou-se como membro da "tropa de choque" do ex-presidente Fernando Collor de Mello, sendo um dos três senadores que votaram contra a perda dos direitos políticos do ex-presidente. Era conhecido também por utilizar ternos de linho branco e suas inseparáveis "alpercatas" (sandálias) de couro, mesmo nas ocasiões formais no Senado Federal.

Ficou conhecido como "Senador Boiadeiro" e como um dos pioneiros na defesa do estreitamento das relações diplomáticas entre o Brasil e a China. Nos últimos anos de sua vida foi assessor do atual senador Fernando Collor de Mello.[3]

Em 1993, como senador, Ney foi admitido pelo presidente Itamar Franco à Ordem do Mérito Militar no grau de Comendador especial.[1]

Referências