Newton Sucupira
| Newton Sucupira | |
|---|---|
| Nascimento | |
| Morte | 26 de agosto de 2007 (87 anos) |
| Residência | Brasil |
| Nacionalidade | brasileiro |
| Cônjuge | Odette Silveira Sucupira |
| Alma mater | |
| Prêmios |
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| Carreira científica | |
| Instituições | |
| Campo(s) | Direito e filosofia |
Newton Lins Buarque Sucupira (Porto Calvo, 9 de maio de 1920 – Rio de Janeiro, 26 de agosto de 2007) foi um professor universitário, advogado e filósofo brasileiro, reconhecido por sua contribuição à educação superior no Brasil, especialmente pela regulamentação da pós-graduação no país.
Foi professor emérito da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), secretário de Educação Superior do Ministério da Educação e membro do Conselho Nacional de Educação.
Biografia
Sucupira nasceu em Porto Calvo, no estado de Alagoas, em 1920. Era filho de João Buarque Sucupira e Fani Lins Sucupira. Passou parte da infância em ambiente urbano, embora Porto Calvo estivesse ligado à economia açucareira da região. Frequentou o Colégio Nóbrega, dirigido por jesuítas em Recife, onde despertou seu interesse pela erudição e pelos estudos longos antes de ingressar na universidade. Formou-se em Direito pela Faculdade de Direito de Recife em 1942 e em Filosofia pela Universidade Católica de Pernambuco em 1947.[1]
Em 1961, foi convidado por Anísio Teixeira a integrar o grupo de intelectuais que compôs o Conselho Federal de Educação (atual Conselho Nacional de Educação), órgão responsável pela formulação de políticas educacionais no Brasil. Atuou no Conselho por três mandatos, dedicando-se à elaboração de pareceres e à formulação de diretrizes para o ensino superior.[1]
Contribuições para a educação
Sucupira é amplamente reconhecido como um dos principais responsáveis pela organização da pós-graduação no Brasil. Em 1965, como relator do Parecer nº 977, promoveu a divisão formal entre programas de pós-graduação stricto sensu (voltados à formação de pesquisadores) e lato sensu (voltados à especialização profissional). Esse parecer, posteriormente apelidado de Parecer Sucupira, tornou-se um marco na regulamentação da pós-graduação no país.[2]
Esse trabalho técnico e institucional contribuiu para o desenvolvimento do sistema nacional de pós-graduação, influenciando diretamente a organização de programas de mestrado e doutorado em diversas universidades brasileiras. Além de sua atuação no Conselho Nacional de Educação, Sucupira também serviu como diretor de Assuntos Universitários no Ministério da Educação e como presidente do Bureau Internacional de Educação da UNESCO entre 1974 e 1975.[1]
Carreira acadêmica e publicações
Como docente, Sucupira lecionou na Universidade Federal do Rio de Janeiro, na Fundação Getúlio Vargas e na Universidade Gama Filho. Mesmo após sua aposentadoria formal, continuou a ensinar até o início dos anos 2000, já em idade avançada.[1]
Entre suas principais obras estão Tobias Barreto e Filosofia Alemã, publicada em 2001 e premiada com o Prêmio da Academia Brasileira de Letras de Ensaio Público, e Engenho Bangüê, de 2004.[1]
Legado
O papel de Sucupira na formulação de políticas para a pós-graduação brasileira e sua atuação institucional levaram à criação da chamada Plataforma Sucupira, sistema usado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) para coletar e organizar dados de programas de pós-graduação no país em homenagem ao professor.[3][4]
A Biblioteca Professor Newton Sucupira, vinculada à Universidade de Pernambuco (UPE), Campus Garanhuns, atende à comunidade em geral e à comunidade universitária e foi nomeada em sua homenagem.[5]
Vida pessoal
Em 1946, Newton casou-se com Odette Silveira Sucupira. Juntos, eles tiveram nove filhos, seis mulheres e três homens, todos formados em diversas áreas acadêmicas e profissionais. No momento de sua morte, Sucupira tinha 31 netos e cinco bisnetos.[2][6]
Morte
Newton Sucupira faleceu em 26 de agosto de 2007, na cidade do Rio de Janeiro, aos 87 anos. De acordo com nota oficial do Ministério da Educação, a causa da morte foi um infarto ocorrido em sua residência.[7][2]
Referências
- ↑ a b c d e Candido Mendes de Almeida (ed.). «Newton Sucupira e a universidade profunda». Academia Brasileira de Letras. Consultado em 15 de janeiro de 2026
- ↑ a b c Ministério da Educação (2007). «Nota de pesar pelo falecimento do professor Newton Sucupira» (PDF). portal.mec.gov.br. Consultado em 15 de janeiro de 2026
- ↑ Maria Aniolly Queiroz Maia (29 de junho de 2020), Sistema de informação da pós-graduação brasileira: avaliação da Plataforma Sucupira, Wikidata Q104735540
- ↑ «Parecer 977 de 1965» (PDF). CAPES. Consultado em 23 de março de 2018
- ↑ Campus Garanhuns (ed.). «Biblioteca Professor Newton Sucupira». Universidade de Pernambuco. Consultado em 15 de janeiro de 2026
- ↑ «Filhas de Newton Sucupira celebram história com a CAPES». CAPES. Consultado em 15 de janeiro de 2026
- ↑ «Morre Newton Sucupira». Revista Pesquisa FAPESP. Consultado em 15 de janeiro de 2026