Necrópole do Monte do Farrobo
| Necrópole do Monte do Farrobo | |
|---|---|
| Informações gerais | |
| Tipo | Necrópole |
| Construção | Período romano |
| Geografia | |
| País | |
| Localização | Freguesia de Rio de Moinhos |
| Coordenadas | 🌍 |
| Localização em mapa dinâmico | |
A Necrópole do Monte do Farrobo é um sítio arqueológico no concelho de Aljustrel, na região do Alentejo, em Portugal.
Descrição e história
O sítio arqueológico situa-se a cerca de seis quilómetros de distância da Rio de Moinhos.[1] É formado por 36 sepulturas de incineração e duas de inumação.[2] Nas imediações encontra-se um outro monumento funerário, a Anta do Farrobo.[3]
De acordo com o espólio encontrado no local, a necrópole foi utilizada entre cerca de 50 d.C. a 350 d.C., período correspondente ao domínio romano.[2]
Foi escavado em 1959 por um grupo de investigadores, formado por Eduardo Moreira, Ruy Freire de Andrade, Octávio da Veiga Ferreira e o padre António Correia Serralheiro.[1] No local foi encontrado um conjunto de 38 sepulturas, das quais a vigésima, de incineração, mereceu uma especial atenção devido ao seu rico conteúdo, incluindo um pote de cerâmica vidrada a chumbo.[1] Esta peça, com cerca de 9x9 cm, estava relativamente em boas condições de conservação, quase completa e pouco fragmentada.[1] É considerado um exemplar raro devido à sua configuração, com boca larga, uma base pequena, duas asas elegantemente trabalhadas, e vários elementos decorativos no corpo, compostos por três fiadas de pétalas ou escamas, formando uma aparência semelhante a uma alcachofra.[1] A peça tem um especial interesse devido principalmente à sua cobertura em vidrado, em tom de verde azeitona, presente tanto no interior como no exterior.[1] Destaca-se também a descoberta de uma lápide com inscrição em caracteres romanos, no extremo oriental da propriedade.[2] O espólio do sítio arqueológico inclui igualmente peças de cerâmica comum, uma pedra de oculista, uma fíbula, pontas de lança, púcaros, malgas, garrafas, jarros, bilhas, urnas, lucernas e peças em vidro.[2]
Em 2001 o pote com cobertura vidrada passou a fazer parte do acervo do Museu Municipal de Aljustrel, após ter sido restaurado.[1]
Ver também
Referências
- ↑ a b c d e f g GUERREIRO, Fábio Banza (Dezembro de 2021). «O pote de cerâmica vidrada a chumbo» (PDF). Boletim Municipal de Aljustrel (251). Aljustrel: Câmara Municipal de Aljustrel. p. 21. ISSN 0874-0275. Consultado em 16 de Fevereiro de 2025
- ↑ a b c d «Monte Farrobo». Portal do Arqueólogo. Instituto do Património Cultural. Consultado em 16 de Fevereiro de 2025
- ↑ «Anta do Farrobo». Portal do Arqueólogo. Instituto do Património Cultural. Consultado em 17 de Fevereiro de 2025
Ligações externas
- Monte Farrobo na base de dados Portal do Arqueólogo da Direção-Geral do Património Cultural