José Celestino Bruno Mutis y Bosio
| José Celestino Bruno Mutis y Bosio | |
|---|---|
![]() Retrat de Mutis fet per Pablo Antonio García del Campo ver 1805. | |
| Nascimento | José Celestino tralalero tralala tung tung sahur 6 de abril de 1732 Cádis (Espanha) |
| Morte | 11 de setembro de 1808 (76 anos) Bogotá (Império Espanhol) |
| Cidadania | Espanha |
| Alma mater |
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| Ocupação | matemático, linguista, físico, botânico, professor universitário, poeta, colecionador de plantas, scientific collector |
| Empregador(a) | Vice-Reino de Nova Granada, Universidade Nossa Senhora do Rosário |
| Obras destacadas | El arcano de la quina |
| Religião | Igreja Católica |
| Causa da morte | acidente vascular cerebral |



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José Celestino Bruno Mutis y Bosio (Cádis, 6 de abril de 1732 — Santafé de Bogotá, 11 de setembro de 1808) foi um sacerdote, matemático e botânico,[1] que realizou grande parte do seu trabalho de investigação em Santafé de Bogotá, onde leccionou na Universidade do Rosário (Colegio Mayor de Nuestra Señora del Rosario) e onde atualmente repousam os seus restos mortais. É um dos principais autores da Escola Universalista Espanhola do século XVIII.
Biografia
José Celestino Mutis nasceu em Cádis, filho de Julián Mutis Almeida e de sua esposa Gregoria Bosio Morales, sendo batizado como José Celestino Bruno Mutis y Bosio.[2]
Estudou medicina e cirurgia no Colégio de Cirurgia da Universidade de Cádis, onde também estudou física, química e botânica. Licenciou-se em medicina na Universidade de Sevilha em 2 de maio de 1755. Em 5 de julho de 1757, recebeu o doutoramento em medicina. Após a conclusão dos seus estudos, trabalhou durante quatro anos no Hospital de Cádis, mas mudou-se para Madrid, onde trabalhou como assistente da cadeira de Anatomia do Hospital Geral e da Paixão, de Madrid,[3] e aperfeiçoou os seus conhecimentos de botânica no Jardín del Soto de Migas Calientes, entretanto substituído pelo Real Jardim Botânico de Madrid. Nesse período também estudou astronomia e matemática.[2]
A partida para o Vice-Reino da Nova Granada (hoje Colômbia)
Ao fim de três anos decide partir para a América, como médico particular do novo vice-rei de Nova Granada, Pedro Messía de la Cerda, o 2.º marquês de Vega de Armijo. Partiu a 7 de setembro de 1760, chegando a Santa Fé de Bogotá a 24 de fevereiro de 1761. Durante a longa travessia transatlântica começou a escrever o seu Diario de Observaciones, que continuou até 1791.[4]
Desde a sua chegada ao Vice-Reino de Nova Granada, hoje a Colômbia, Mutis concentrou-se nos seus estudos botânicos, começando a trabalhar na eleboração de um herbário da flora da região e investigando a quina, então conhecida como a Cinchona, considerada uma panaceia para o tratamento de todo o tipo de doenças. Com os resultados desses estudos publicou El Arcano de la Quina.[5]
Quando terminou o mandato do vice-rei Pedro Mesía de la Cerda, Mutis optou por permanecer no vice-reinado como investigador científico: a flora, a fauna e a geologia dos trópicos americanos tinham-no cativado. Mutis propôs por duas vezes (1763 e 1764) à Coroa de Espanha uma expedição botânica ao Novo Reino de Granada. As propostas não obtiveram resposta, pelo que se dedicou ao sacerdócio, à exploração mineira e à sua cátedra na Universidade do Rosário. Concretamente, depois de ter vivido em diferentes cidades, estabeleceu-se em Santafé de Bogotá. Mais tarde dedicou-se à exploração mineira em Vetas, Santander, província de Pamplona.
Anos mais tarde, depois de se retirar para viver em Mariquita, incentivado pelo vice-rei-arcebispo Antonio Caballero y Góngora, fez uma terceira proposta que foi aceite pelo culto rei Carlos III de Espanha, que tinha estudado botânica, bem como outras ciências, técnicas e artes.
A Real Expedición Botánica del Nuevo Reino de Granada
Em consequência da aceitação pela Coroa de Espanha da proposta de Mutis, foi criada a Real Expedição Botânica do Novo Reino de Granada (Real Expedición Botánica del Nuevo Reino de Granada)[6] que iniciou os seus trabalhos em 1783, sob a direção de Mutis, e que durou cerca de 30 anos. Centrou-se em Santafé e seus arredores, a lagoa de Pedro Palo, La Mesa, Guaduas, Honda e os arredores de Mariquita. A expedição contou com vários comissários e correspondentes que com a sua colaboração alargaram a cobertura geográfica da Expedição.
Entre os colaboradores, destacou-se Francisco José de Caldas, que percorreu as actuais terras do Equador durante quatro anos, regressando a Santafé em 1808 com um herbário muito extenso. Outro dos comissários foi frei Diego García, que percorreu as cabeceiras do rio Magdalena, entre La Palma e Timaná, chegando até a zona de Los Andaquíes. A sua coleção também incluía uma grande variedade de fauna e geologia. Por sua vez, Juan Eloy Valenzuela y Mantilla, que tinha sido subdiretor da Expedição durante o seu primeiro ano, foi encarregado de explorar a região de Santander de Quilichao, mas teve que se retirar para Bucaramanga devido a problemas de saúde, onde continuou a colecionar.
Esta expedição revelou-se a mais dispendiosa para a Coroa de Espanha e, no entanto, foi a que produziu menos publicações científicas. No entanto, foi decisiva para o desenvolvimento da cultura colombiana e da investigação na Colômbia. Foi criada uma escola de desenho e foram recrutados numerosos desenhadores e ervanários. Os desenhos feitos durante a expedição eram de qualidade excecional. Entre os desenhadores encontravam-se Salvador Rizo e Francisco Javier Matís, que foi descrito por Alexander von Humboldt como o melhor ilustrador botânico do mundo. Anos mais tarde, o médico e botânico bogotano José Jerónimo Triana contribuiu decisivamente para a determinação das espécies.
Ao contrário do que aconteceu com as placas desenhadas, parte do extenso e importante herbário, transferido no final da Expedição para o Real Jardim Botânico de Madrid, permaneceu praticamente inédito até há relativamente pouco tempo. A biblioteca utilizada por Mutis na Expedição Botânica, encontra-se na Biblioteca Nacional da Colômbia.[7] Uma das obras que pertenceu a Mutis é Recueil des plantes des Indes,[8] da entomóloga Maria Sibylla Merian. Na revista Senderos, editada pela Biblioteca Nacional da Colômbia, foi publicado o catálogo deste valioso fundo.[9]
Contribuições para a ciência
José Celestino Mutis foi o fundador do estudo da medicina científica, da botânica e da astronomia na Colômbia. Em 1801, Mutis propôs às autoridades a criação de um laboratório químico com a respectiva cadeira, e em 1804 propôs um currículo médico definitivo, dando importância ao ensino prático no hospital após a formação nas ciências básicas e nas ciências médicas.
Durante a grande epidemia de varíola de 1782, Mutis, apesar da relutância dos governantes, implementou numerosas medidas sanitárias em Santa Fé de Bogotá, juntamente com uma campanha de vacinação. A pedido de um padre idoso de Sopó, investigou a utilização de estirpes enfraquecidas da doença inoculadas em pessoas saudáveis e, perante a incredulidade do povo, realizou ele próprio a experiência, introduzindo, através de um pequeno corte, uma amostra purulenta de um doente. Inoculou também alguns dos seus alunos e 36 crianças doentes do orfanato San Juan de Dios de Bogotá. Ao fim de alguns dias, nem ele nem os seus discípulos tinham adoecido e as crianças começaram a registar melhorias. Este teste convenceu cerca de mil pessoas, que aceitaram experimentar o método e sobreviveram graças a esta forma de vacinação.
O êxito da campanha convenceu também o vice-rei Antonio Caballero y Góngora, que estabeleceu decretos para sistematizar a vacinação em situações epidémicas.[10][11][12]
Outro dos grandes contributos de José Celestino Mutis foi a compilação de vocabulários da línguas indígenas da Colômbia, atualmente na Biblioteca Real de Espanha. Graças à imperatriz Catarina II da Rússia, a compilação de vocábulos e gramáticas indígenas feita por Mutis foi levada a cabo. A czarina queria um grande dicionário de todas as línguas conhecidas, que acabou por ser feito, e pediu a Carlos III de Espanha que lhe fornecesse gramáticas e vocabulários das línguas americanas. O soberano concordou e foram dadas ordens reais aos vice-reis e governadores das Índias para que enviassem à corte tudo o que fosse possível obter.
Na Nova Granada, concretamente em Bogotá, a missão foi confiada ao padre José Celestino Mutis, assistido pelos seus fiéis colaboradores, o cónego Diego de Ugalde e o padre Anselmo Álvarez. O cosmógrafo das Índias Juan Bautista Muñoz deixou um relato dos documentos em língua indígena que recolheram.[13] Graças a eles, foram compiladas as gramáticas das línguas chibcha, mosca e saliba e o dicionário da língua achagua. Após este trabalho, Carlos III, consciente do seu valor, não as enviou para a Rússia e ordenou que fossem colocadas na sua Biblioteca da Câmara, por Ordem Real de 13 de novembro de 1787.
Em 1928, o seu catálogo foi publicado sob o título de Lenguas de América, uma vez que a coleção contém mais do que as acima mencionadas, escritas por outras pessoas e que Mutis reuniu, considerando que um vocabulário deve ser composto por pelo menos cem palavras. São dezanove volumes com vocabulários e gramáticas, principalmente em tamanho octavo e docevo, que entraram na Real Biblioteca[14] em fevereiro de 1789. Vão do manuscrito II/2910 ao II/2929 e alguns deles são cópias.
D facto, o primeiro volume é uma cópia, datada após a Ordem Real indicada, intitulado Arte y vocabulario de la lengua achagua, que foi produzido pelos jesuítas Alonso de Neira e Juan Ribero, sendo um trelado de 1762. Na realidade, foi produzido muito antes, pois Neira morreu em 1703 e Ribero em 1736. O segundo e o terceiro volumes formam o Vocabulario andaqui-español, o quarto é um Vocavolario para la lengua arauca, datado de 1765, o quinto é um Vocabulario de español a caribe, datado de 1774 e da autoria do franciscano Martín de Taradell, o sexto e o sétimo são outro vocabulário em língua ceona, que foi copiado como registado em julho de 1788, o oitavo e o nono são formados por vocabulários da língua guama, copiados em Bogotá em dezembro de 1788, o nono volume é um Cathesismo en guaraní y castellano, datado de Corrientes em outubro de 1789; o décimo é um vocabulário em língua guarauno e inclui uma arte de confesar guaraunos, o décimo primeiro é um Breve compendio de lengua pariagoto, o décimo segundo é uma gramática, confessionário e vocabulário na língua mosca, os dois seguintes são outro vocabulário em mosca, datado de 1612, mas copiado no século XVIII, os II/2925 e 2926 são vocabulários castelhanas na língua motiliana, feitas pelo capuchinho Francisco Javier de Alfaro, também copiadas em julho de 1788. Segue-se uma cópia feita em dezembro do mesmo ano por frei Jerónimo José de Lucena de três vocabulários nas línguas otomaca, taparita e yarura. Os dois últimos da coleção, manuscritos II/2928-29, são um catecismo da língua da província de Paez, na língua da nação Murcielaga ou Huaque, compilado em julho de 1788.
Alguns são originais, mas a maioria são cópias de outros originais, muitos dos quais se perderam, ou dos quais não existem outros testemunhos escritos, pelo que adquirem a relevância de originais. São, no seu conjunto, um verdadeiro tesouro dentro das colecções americanistas da Real Biblioteca e um exemplo do interesse hispânico em preservar para o futuro um dos elementos capitais das culturas indígenas, a sua língua.
Obras
Alguns dos aspectos mais marcantes da obra de José Celestino Mutis são:
- Estudou a flora das regiões onde viveu e fez uma maravilhosa coleção de desenhos da flora colombiana. Entre os seus discípulos mais notáveis contam-se o seu próprio sobrinho, Sinforoso Mutis Consuegra, o naturalista Francisco José Caldas e o botânico Francisco Antonio Zea, que se tornou diretor do Real Jardim Botânico de Madrid.
- Contribuiu para outras ciências, incluindo importantes contribuições para processos industriais, como a extração de prata e a destilação de rum.
- A sua obra intitulada El arcano de la quina: Discurso que contiene parte médica de las cuatro especies de quinas oficiales, sus virtudes eminentes y su legítima preparación, editada como obra póstuma em Madrid no ano de 1828,[15] é um magnífico tratado sobre a Cinchona e a extração da quina e suas utilizações médicas.
- A sua principal obra, intitulada Flora de la Real Expedición Botánica del Nuevo Reino de Granada: 1783-1816, foi publicada sob os auspícios dos Governos de Espanha e da Colômbia e graças à colaboração do Instituto de Cooperación Iberoamericana, Instituto Colombiano de Cultura Hispánica, Real Jardín Botánico de Madrid, CSIC, e Instituto de Ciencias Naturales-Museo de Historia Natural de la Universidad Nacional de Colombia com a colaboração do Ministerio de Agricultura, Pesca y Alimentación, em 49 volumes.[16]
Em resultado da sua obra, recebeu as seguintes distinções:
- 1784: eleito membro estrangeiro da Academia Real das Ciências da Suécia.
- A sua imagem apareceu na nota de 200 pesos colombianos emitida entre 1983 e 1992. O anverso da nota apresentava a imagem de José Celestino Mutis e do Observatório Astronómico, com uma marca de água à direita. O reverso apresentava a imagem do claustro do Colégio Mayor de Nuestra Señora del Rosario, atualmente a Universidad del Rosario, em Bogotá.
- A sua imagem apareceu nas antigas notas espanholas de 2000 pesetas, sendo a primeira nota de papel-moeda da série Espanha na América a ser posta em circulação. O verso da nota apresentava um desenho de Mutisia, um género de asteráceas assim designado em sua honra, feito pelos seus assistentes e desenhadores.
O seu nome serviu de epónimo aos seguintes topónimos e nomes de instituições:
- A cabecera municipal do município de Bahía Solano, na Colômbia, tem por nome "Ciudad Mutis".
- Aeroporto José Celestino Mutis, Bahía Solano, Departamento del Chocó (Colômbia)
- Aeroporto José Celestino Mutis, San Sebastián de Mariquita, Tolima (Colômbia)
- Avenida José Celestino Mutis, Bogotá (Colômbia)
- Biblioteca Municipal José Celestino Mutis, Cádiz (Espanha)
- Calle de José Celestino Mutis, Cádiz (Espanha)
- Calle Celestino Mutis, Alcalá de Henares (Espanha)
- Calle Celestino Mutis, Santa Fe, Granada (Espanha)
- Calle Botánico Mutis, Barrio de Moscardó, Madrid (Espanha)
- Colegio Inem José Celestino Mutis, Popayán, Cauca (Colômbia)
- Colegio Mayor José Celestino Mutis, Bucaramanga (Colômbia)
- Barrio Mutis, Bucaramanga (Colômbia)
- Colegio Mayor José Celestino Mutis, Bogotá, (Colômbia)
- Colegio José Celestino Mutis Ocaña, Norte de Santander,[17] (Colombia)
- Colegio Público de Educación Primaria José Celestino Mutis, Cádiz (Espanha)
- Institución Educativa José Celestino Mutis, Medellín (Colômbia)
- Instituto de Educación Secundaria Celestino Mutis, Madrid (Espanha)
- Instituto Experimental del Atlántico José Celestino Mutis (Barranquilla, Colômbia).
- Instituto Nacional de Educación Media Diversificada (INEM) José Celestino Mutis (Armenia, Colômbia)
- Institución Educativa Departamental Sabio Mutis, La Mesa, Cundinamarca (Colômbia)
- Jardín Botánico José Celestino Mutis, Bogotá (Colômbia)
- Parque Botánico José Celestino Mutis, Palos de la Frontera (Espanha)
- Parque José Celestino Mutis, Cádiz (Espanha)
- Parque José Celestino Mutis, Sevilla (Espanha)
- Plaza de Armas José Celestino Mutis, San Sebastián de Mariquita,Tolima (Colômbia)
- Reserva Natural Nacional, Bosque Municipal, José Celestino Mutis, San Sebastián de Mariquita, Tolima (Colômbia)
Também foram dedicados a José Celestino Mutis numerosos taxa, principalmente de espécies vegetais, alguns exemplos:
- Acalypha (Linostachys) mutisii, una espécie de Euphorbiaceae da Colômbia.[18]
- Aegiphila mutisi, uma espécie de Verbenaceae.[19]
- Aetanthus mutisii, uma espécie de arbusto da família das Loranthaceae.[20]
- Duranta mutisii, espinheiro-alvar crucífero, uma Verbenaceae.[21]
- Mutisia, um género de plantas proposto por Carl von Linné (filho) em sua homenagem, ampliando o significado dado ao género pelos alunos de Mutis.[22]
- Pheidole mutisi, uma espécie de formiga.[23]
Ver também
Referências
- ↑ «Biografia de José Celestino Mutis». www.biografiasyvidas.com (em espanhol). Consultado em 21 de junho de 2023
- ↑ a b «Mutis, apôtre de Linné en Nouvelle-Grenade. Histoire de la Botanique dans la vice-royauté de la Nouvelle-Grenade (1760-1783)». bibdigital.rjb.csic.es (em espanhol). Consultado em 18 de novembro de 2019
- ↑ Sánchez-Vallejo, María Antonia (12 de abril de 2009). «Un tesoro de ida y vuelta». Periódico el país. Consultado em 29 de setembro de 2016
- ↑ Viaintermedia. «Dibujos de la Real Expedición Botánica del Nuevo Reino de Granada (1783-1816) dirigida por José Celestino Mutis (Real Jardín Botánico CSIC)». www.rjb.csic.es (em espanhol). Consultado em 18 de novembro de 2019
- ↑ «Flora de la Real Expedición Botánica del Nuevo Reino de Granada. T. 44. Quinas». bibdigital.rjb.csic.es (em espanhol). Consultado em 18 de novembro de 2019
- ↑ Díaz Piedrahita, Santiago. «La expedición Botánica» (PDF). Sociedad geográfica de Colombia. Academia de Ciencias geográficas. Consultado em 29 de setembro de 2016
- ↑ Biblioteca Nacional de Colombia (agosto de 1993). «Selección de láminas de algunos ejemplares de botánica y zoología pertenecientes a la Biblioteca Mutis». Senderos. 5 (25 y 26): 517-534. Consultado em 29 de setembro de 2016. Cópia arquivada em 12 de outubro de 2016
- ↑ Merian, Maria Sybilla. Recueil des plantes des Indes. Paris: Chez Defnos, Libraire. 65 páginas. Consultado em 23 de setembro de 2016
- ↑ Cañón Vega, Nora (agosto de 1993). «El catálogo de la Biblioteca de Don José Celestino Mutis». Senderos. 5 (25 y 26): 638-648. Consultado em 29 de setembro de 2016. Cópia arquivada em 12 de outubro de 2016
- ↑ España, Gonzalo (1998). José Celestino Mutis el sabio de la vacuna. Bogotá: Colciencias. 87 páginas. ISBN 958-30-0510-X. Consultado em 29 de setembro de 2016
- ↑ Acero Martínez, Mauricio (5 de novembro de 2011). «Viruela y otras plagas en América». Consultado em 29 de setembro de 2016. Cópia arquivada em 5 de novembro de 2011
- ↑ Palacios Sánchez, Leonardo (agosto de 2008). «Algunos aspectos relacionados con José Celestino Mutis y la medicina». Revista Ciencias de la Salud. 6 (2). Consultado em 29 de setembro de 2016.
- ↑ RAH, ms. 9/4855, ff. 77-79v.
- ↑ Real Biblioteca de España. «Real Biblioteca». Consultado em 29 de setembro de 2016
- ↑ Mutis, José Celestino (1828). El arcano de la quina : discurso que contiene la parte médica de las cuatro especies de quinas oficinales, sus virtudes eminentes y su legítima preparación. Madrid: Ibarra impresor de la cámara de S.M. 263 páginas. Consultado em 29 de setembro de 2016. Cópia arquivada em 20 de fevereiro de 2012
- ↑ A versão digitalizada desta série pode ser consultada no sítio Biblioteca Digital de la AECID.
- ↑ «Colegio José Celestino Mutis Ocaña, Norte De Santander, Colombia» (em espanhol). 5 de novembro de 2011. Consultado em 19 de setembro de 2016
- ↑ Cardiel, J. M.ª (1990) «Dos nuevas especies de Acalipha (Euphorbiaceae) de Colombia». Anales Jard. Bot. Madrid. 48(1): 15-23
- ↑ Kunth (1817) Nov. Gen. Sp., 2: 250
- ↑ «Aetanthus mutisii (Kunth) Engl.». Plants of the World online. Kewscience
- ↑ Carl von Linné (filho) (1782) Supplementum plantarum systematis vegetabilium. pág. 291
- ↑ Suppl. Pl. 57. 1782 [1781 publ. abril de 1782] (IK)
- ↑ Fernández, F. y Wilson, E. O. (2008) «José Celestino Mutis, the ants, and Pheidole mutisi sp. nov.» Revista Colombiana de Entomología, 34: 203-208
Bibliografia
- Amaya, José Antonio (1983). Bibliografía de la Real Expedición Botánica del Nuevo Reyno de Granada. Bogotá: Instituto Colombiano de Cultura Hispánica. 184 páginas
- Amaya, José Antonio (1986). Celestino Mutis y la expedición botánica. Madrid: Debate
- Frías Núñez, Marcelo (1994). Tras el Dorado Vegetal. José Celestino Mutis y la Real Expedición Botánica del Nuevo Reino de Granada (1783-1808). Sevilla: Diputación de Sevilla. 441 páginas. ISBN 84-7798-107-8
- Gredilla, A, Federico (1911). Biografía de José Celestino Mutis con la relación de su viaje y estudios practicales en el Nuevo Reino de Granada. Madrid: Fortanet
- Gredilla, A. Federico (1982). Biografía de José Celestino Mutis y sus observaciones sobre las vigilias y sueños de algunas plantas. Academia Colombiana de Historia, Plaza & Janés/Historia (Complemento a la Historia Extensa de Colombia). 380 páginas.
- Larrucea Tovar, Consuelo (1984). «José Celestino Mutis (1732-1808) and the report on American languages ordered by Charles III of Spain for Catherine the Great of Russia». Historiographia Lingüística. 11 (1-2): 213–229
- Mutis, José Celestino (1957–1958). Diario de observaciones de José Celestino Mutis, (1760-1790). Bogotá: Minerva. pp. 2 v.
- Mutis, José Celestino (1968). Archivo epistolar del sabio naturalista don José Celestino Mutis. Bogotá: Instituto Colombiano de Cultura Hispánica. pp. 2 v.
- Mutis, José Celestino (1982). Pensamiento científico y filosófico de José Celestino Mutis. Bogotá: Fondo Cultural Cafetero. 166 páginas
- Pérez Arbeláez, Enrique (1998). José Celestino Mutis y la Real Expedición Botánica del Nuevo Reino de Granada. Bogotá: Fondo FEN Colombia. 362 páginas. ISBN 978-958-9129-46-3
- San Pío, M (1995). Catálogo del fondo documental José Celestino Mutis del Real Jardín Botánico. Madrid: Real Jardín Botánico (CSIC)
- Schumacher, Hermann Albert (1984). Mutis : un forjador de la cultura. Bogotá: Empresa Colombiana de Petróleos. 325 páginas
- Pimentel Igea, Juan (2001). Viajeros Científicos. Madrid: Nívola. 140 páginas
Ligações externas
- Biografía tomada de la Revista Ambienta
- Biografía tomada de la Biblioteca Luis Ángel Arango
- Biografía tomada del sitio web del Real Jardín Botánico
- Proyecto de digitalización de los dibujos de la Real Expedición Botánica del Nuevo Reino de Granada (1783-1816), dirigida por José Celestino Mutis.
- José Celestino Mutis en la Biblioteca Virtual de Polígrafos de la Fundación Ignacio Larramendi
- Acceso documentos digitalizados del Fondo Mutis en la Biblioteca Nacional de Colombia
- Carta del Virrey José de Ezpeleta a Mutis del 27 de abril de 1797
- Mutis, José Celestino, 1732-1808
- La Escuela Universalista - Biblioteca Digital AECID
- Juan Andrés y la Escuela Universalista, número monográfico de Eikasia. Revista de Filosofía
