Museu de História da Paraíba
| Museu de História da Paraíba | |
|---|---|
![]() Fachada do palácio | |
| Informações gerais | |
| Estilo dominante | Barroco[1] |
| Arquiteto | Jesuítas |
| Construção | 1586 |
| Estado | Bom |
| Património nacional | |
| Classificação | Iphaep |
| Data | 26 de agosto de 1980 |
| Geografia | |
| País | Brasil |
| Cidade | João Pessoa |
| Coordenadas | 🌍 |
| Localização em mapa dinâmico | |
O Museu de História da Paraíba, antigo Palácio da Redenção, é um prédio histórico localizado no centro da cidade de João Pessoa, capital da Paraíba. Construído no século XVI, o prédio já abrigou o Liceu Paraibano, a Escola Normal de João Pessoa e, por décadas, a sede do governo da Paraíba. Tombado pelo Decreto-lei n° 8.630, de 26 de agosto de 1980,[1] em seus jardins localiza-se o Memorial de 30, onde jazem, desde 1997, os restos mortais do ex-presidente João Pessoa.[2]
História
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Construído em 1586 pelos jesuítas, que foram os primeiros missionários a chegar à Paraíba, com Martim Leitão, o prédio servia inicialmente como residência desses inacianos, assim também chamados por pertencerem à Companhia de Jesus, fundada em 1540 por Inácio de Loyola.[3][1]
A casa dos jesuítas fazia parte do conjunto formado pelo convento, capela e colégio.[3] O convento veio a ser depois residência oficial dos capitães-mores (a partir de 1771), como o governador Jerônimo José de Mello e Castro. Hoje, depois de mudar muito e de abrigar diversos setores administrativos, continua como sede do governo, apesar da existência do Palácio dos Despachos.
A antiga Capela de São Gonçalo virou com o tempo a Igreja de Nossa Senhora da Conceição, demolida em 1929 para dar lugar aos atuais jardins. No colégio dos jesuítas, atual Faculdade de Direito da UFPB,[1] esses missionários lecionavam latim, filosofia e letras. O convento implantou-se à mesma época em que se iniciava a catequese dos indígenas e foi implantado lá para ficar mais próximo da aldeia do cacique Piragibe (Ilha do Bispo).
Os jesuítas foram expulsos em 1759 pelo Marquês de Pombal, em nome de Dom José I de Portugal.[1] Por volta de 1773, o Papa Clemente XIV permitiu que os bens dos jesuítas fossem incorporados à Fazenda Real, aí incluída a casa dos missionários, o prédio perdeu sua função religiosa e passou a servir de residência oficial ao ouvidor-geral José Eduardo de Carvalho. Reformado, passou a abrigar repartições públicas e, mais tarde, tornou-se a sede do Governo da Paraíba. Sua inauguração como Palácio do Governo data de 1763, marcando oficialmente sua transformação em espaço político e administrativo.
O nome “Palácio da Redenção” foi dado em 1859, quando o Imperador Dom Pedro II visitou a Paraíba e ordenou a libertação de presos políticos, gesto que se eternizou no próprio nome do edifício.
Ao longo da história, o Palácio foi lar e gabinete de governadores, testemunhando decisões que moldaram o destino do nosso Estado. Entre os grandes nomes ligados a ele, destaca-se a memória de João Suassuna, governador (1924–1928), cuja família residiu no Palácio. Ali nasceu o imortal Ariano Suassuna, que sempre lembrava com emoção sua infância entre aquelas paredes centenárias.
Após uma grande reforma, o Palácio da Redenção tornou-se o Museu de História da Paraíba, inaugurado em 3 de outubro de 2025.[4]
Ligações externas
Referências
- ↑ a b c d e Almir F.B. de Oliveira (2012). «O que se preservou de João Pessoa». Revista da Puc-SP. Consultado em 25 de janeiro de 2014
- ↑ Da redação (Agosto de 2010). «Lugares históricos de João Pessoa». Uol Viagem. Consultado em 25 de janeiro de 2014
- ↑ a b Da redação (Dezembro de 2000). «Paraíba guarda rico acervo histórico e cultural». Cadernos do Nordeste — Uol. Consultado em 25 de janeiro de 2014
- ↑ «Museu de História da Paraíba é inaugurado; novo ambiente de preservação, cultura e memória». 3 de outubro de 2025. Consultado em 4 de outubro de 2025
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