Museu de Enigaldi-Nana
| Museu de Enigaldi-Nana | |
|---|---|
![]() Escavações arqueológicas em terreno palaciano | |
| Informações gerais | |
| Tipo | Artefatos mesopotâmicos |
| Inauguração | c. 530 a.C. |
| Curadora | Ennigaldi-Nanna |
| Geografia | |
| País | Iraque |
| Localidade | Ur |
| Coordenadas | 🌍 |
![]() Museu de Enigaldi-Nana |
|
O museu de Enigaldi-Nana é o mais antigo museu conhecido no mundo.[1] Data de cerca de 530 a.C.[2][3][4][5] Sua curadora foi a princesa Enigaldi-Nana, filha de Nabonido, último rei do Império Neobabilônico.[6] Ele estava localizado no estado de Ur, na atual província de Dicar, no Iraque, cerca de 150 metros a sudeste do Zigurate de Ur.[7]
História
Quando os arqueólogos escavaram certas partes do complexo do palácio e do templo em Ur, eles determinaram que as dezenas de artefatos, ordenadamente dispostos lado a lado, cujas idades variavam por séculos, eram na verdade peças de museu - já que eles vinham com o que finalmente foi determinado como "rótulos de museu". Estes consistiam em rolos cilíndricos de argila com selos em três idiomas diferentes.[5] O pai de Enigaldi, Nabonido, um antiquário e restaurador de antiguidades, ensinou-a a apreciar artefatos antigos.[4] Seu pai é conhecido como o primeiro arqueólogo sério e influenciou Enigaldi a criar seu museu educacional da antiguidade.[2]
Os terrenos do palácio que incluíam o museu ficavam no edifício antigo chamado E-Gig-Par, que também possuía seus aposentos.[8] Os jardins do palácio também incluíam os edifícios subsidiários do palácio.[5][9][10]
Conteúdo
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Quando o arqueólogo Leonard Woolley escavou as ruínas do museu, descobriu-se que seu conteúdo era rotulado usando tabuletas e rolos de argila.[11] Muitos dos artefatos foram originalmente escavados por Nabonido, pai de Enigaldi, e eram do século XX a.C. Alguns artefatos foram coletados anteriormente por Nabucodonosor.[10] Acredita-se que alguns tenham sido escavados pela própria Enigaldi. Os itens já tinham muitos séculos de idade na época de Enigaldi e vinham das regiões sul da Mesopotâmia.[4]
Enigaldi armazenou os artefatos em um templo ao lado do palácio onde ela morava.[4] Ela usou as peças do museu para explicar a história da região e interpretar aspectos materiais da herança de sua dinastia.[11]
Os "rótulos de museu" (os mais antigos conhecidos pelos historiadores) para os itens encontrados no museu eram cilindros de argila com texto descritivo em três idiomas diferentes.[7][12]
Alguns desses artefatos eram:
- Um Cudurru, marcador de limite cassita (esculpido com uma cobra e emblemas de vários deuses).
- Parte de uma estátua do rei Sulgi
- Um cone de argila que fazia parte de um edifício em Larsa.[3]
Referências
- ↑ Quinn, Therese (2020). About Museums, Culture, and Justice to Explore in Your Classroom (em inglês). [S.l.]: Teachers College Press. p. 11. ISBN 978-0-8077-6343-8
- ↑ a b Anzovin, item # 1824, p. 69 The first museum known to historians (circa 530 BCE) was that of Ennigaldi-Nanna, the daughter of Nabu-na'id (Nabonidus), the last king to Babylonia.
- ↑ a b Casey, p. "Public Museum" Around 530 B.C.E. in Ur, an educational museum containing a collection of labeled antiquities was founded by Ennigaldi-Nanna the, daughter of Nabonidus, the last king of Babylonia.
- ↑ a b c d Harvey, p. 20 Princess Ennigaldi-Nanna, collected antiques from the southern regions of Mesopotamia, which she stored in a temple at Ur – the first known museum in the world.
- ↑ a b c Leon, pp. 36–37 ...the first known museum...
- ↑ McIntosch, p. 4
- ↑ a b Woolley, Ur of the Chaldees pp. 252–259
- ↑ Woolley, Excavations at Ur..., p. 235
- ↑ HarperCollins, p. 23
- ↑ a b Nash, p. 12
- ↑ a b Britannica, Volume 2 p. 481
- ↑ THE EXCAVATIONS AT UR OF THE CHALDEES
Bibliografia
- Anzovin, Steven, Famous First Facts 2000, ISBN 0-8242-0958-3
- Britannica Encyclopaedia, The new encyclopaedia Britannica, Volume 2, Edition 15, Encyclopædia Britannica, 1997, ISBN 0-85229-633-9
- Casey, Wilson, Firsts: Origins of Everyday Things That Changed the World, Penguin, 2009, ISBN 1-59257-924-8
- HarperCollins, HarperCollins atlas of archaeology, Borders Press in association with HarperCollinsPublishers, 1997, ISBN 0-7230-1005-6
- Harvey, Edmund H., Reader's Digest book of facts, Reader's Digest Association, 1987, ISBN 0-89577-256-6
- León, Vicki, Uppity women of ancient times, Conari Press, 1995, ISBN 1-57324-010-9
- McIntosh, Jane, The Practical Ararchaeologist: How We Know What We Know About the Past, Turtleback Books, 2001, ISBN 0-613-29324-X
- Nash, Stephen Edward (editor), Field Museum of Natural History (author), Curators, collections, and contexts: anthropology at the Field Museum, 1893-2002, Field Museum of Natural History, 2003, Issue 36 of Fieldiana: Anthropology, Volume 1525 of Publication (Field Museum of Natural History)
- Woolley, Leonard, Ur "of the Chaldees": the final account, Excavations at Ur, Herbert Press, 1982, ISBN 0-906969-21-2
- Woolley, Leonard, Excavations at Ur – A Record of Twelve Years Work by Sir Leonard Woolley, Ernest Benn Limited, 1955, impresso na Grã-Bretanha

