Museu de Arte da Pampulha

Museu de Arte da Pampulha
Museu de Arte da Pampulha
Tipo museu de arte, património histórico do Brasil, edifício
Inauguração 1957 (69 anos)
Página oficial (Website)
Geografia
Coordenadas 19° 51' 6.6" S 43° 58' 25.4" O
Localização Belo Horizonte - Brasil
Patrimônio bem tombado pelo IPHAN, Património Mundial da Unesco, bem tombado pelo IPHAN, bem tombado pelo IEPHA, bem tombado pela Prefeitura Municipal de Belo Horizonte
Museu de Arte da Pampulha (MAP) visto à noite
Nu, de August Zamoyski.

O Museu de Arte da Pampulha, antigo Cassino da Pampulha, é uma edificação integrante do Conjunto Arquitetônico da Pampulha, em Belo Horizonte. O edifício foi projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer por encomenda do então prefeito da cidade, Juscelino Kubitschek, e é, junto com o restante do conjunto, reconhecido pela Unesco como Património Mundial desde 2016.

Construção

É um dos prédios projetados pelo arquiteto Oscar Niemeyer, com cálculo estrutural do engenheiro Joaquim Cardoso, ao redor da lagoa da Pampulha, no bairro Jardim Atlântico em Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil, por encomenda do então prefeito Juscelino Kubitschek, no início da década de quarenta. O prédio faz parte do Conjunto Arquitetônico da Pampulha, que se complementa com a igreja de São Francisco de Assis, a Casa do Baile e o Iate Tênis Clube.[1] Foi o primeiro prédio do conjunto a ser construído.[2]

Tão logo foi inaugurado, o primeiro cassino da cidade passou a atrair jogadores de todo o Brasil, transformando a vida noturna de Belo Horizonte. Como o responsável pela casa era Joaquim Rolla, o mesmo administrador do cassino da Urca, no Rio de Janeiro, e do cassino do palácio Quitandinha, em Petrópolis, o cassino levou a Belo Horizonte algumas das maiores atrações de shows musicais internacionais.[3]

Burle Marx assina os jardins externos, que são decorados por três esculturas (de Ceschiatti, Zamoyski e José Pedrosa).[4] Desde a reforma de 1996, suas instalações possuem biblioteca, loja de souvenirs, café e salas de multimídia.[3]

Conversão em museu

Os tempos de glória do Cassino da Pampulha duraram pouco. Em 30 de abril de 1946, durante o governo do General Gaspar Dutra, o jogo foi proibido em todo o Brasil.[5] A conversão do cassino em museu de arte foi proposta pelos arquitetos mineiros Sylvio de Vasconcellos, que veio a ser seu primeiro diretor,[6] e Celso Pinheiro, que foi seu conservador-chefe até 1965.[7] A conversão se concretizou no ano de 1957, quando era conhecido como "Palácio de Cristal".[8]

Acervo

O MAP possui um acervo de 1.400 obras[9], dentre as quais estão mostras da Arte Contemporânea brasileira, que enfocam variadas tendências artísticas. Um dos destaques do acervo são as obras de Guignard. Seu acervo reúne obras de diversos artistas plásticos como Oswaldo Goeldi, Fayga Ostrower e Anna Letycia, obras de modernistas como Di Cavalcanti, Livio Abramo, Bruno Giorgi e Ceschiatti e dos contemporâneos Antonio Dias, Frans Krajcberg, Ado Malagoli, Iberê Camargo, Tomie Ohtake, Ivan Serpa, Milton Dacosta, Alfredo Volpi, Franz Weissmann, entre outros.

Fachada lateral do Museu de Arte da Pampulha

Em sete décadas de funcionamento, o museu nunca passou por grandes restaurações, mesmo com problemas de infiltração que remetem ao rompimento da represa da Pampulha em 1955. Em 2016, a Fundação Municipal de Cultura anunciou que em julho o MAP seria fechado para dar início a uma grande reforma por todo o prédio, na duração de dois anos e custo de R$4,2 milhões.[10]

Bolsa Pampulha

Desde 2003, o Museu de Arte da Pampulha mantém a Bolsa Pampulha, programa de residência artística reconhecido como um dos mais duradouros e influentes do gênero no Brasil. Criado pelo curador Adriano Pedrosa durante sua passagem pelo museu, o programa oferece bolsas mensais, espaço de ateliê e acompanhamento curatorial, culminando em uma exposição coletiva. Há ainda a possibilidade de que obras produzidas sejam incorporadas ao acervo da instituição, mediante avaliação de seu conselho.[11] Ao longo de duas décadas, a Bolsa Pampulha já contemplou mais de 100 artistas, entre eles nomes que alcançaram projeção internacional, como Cinthia Marcelle[12], Paulo Nazareth[13], Clara Ianni[14], Guerreiro do Divino Amor[15], Sallisa Rosa[16], Luana Vitra[17] e Wisrah C. V. da R. Celestino[18].

Referências

  1. «Conjunto arquitetônico da Pampulha - IEPHA». www.iepha.mg.gov.br. Consultado em 15 de fevereiro de 2023 
  2. «Museu de Arte da Pampulha | Portal Oficial de Belo Horizonte». portalbelohorizonte.com.br. Consultado em 15 de fevereiro de 2023 
  3. a b «Museu Pampulha | Cassino da Pampulha - Conjunto Arquitetônico e Paisagístico da Lagoa da Pampulha - Pampulha». www.museuvirtualbrasil.com.br. Consultado em 15 de fevereiro de 2023 
  4. «Museu de Arte da Pampulha - MAP». Prefeitura de Belo Horizonte. Consultado em 15 de fevereiro de 2023 
  5. Museu de Arte da Pampulha | Conhecendo Museus | TV Brasil | Educação, 6 de agosto de 2012, consultado em 15 de fevereiro de 2023 
  6. Baldow, Juliane G. (2020). O Museu de Arte da Pampulha e o Palácio das Artes: os equipamentos culturais e a difusão da arte de Belo Horizonte (PDF). Uberlândia: UFU. p. 41 
  7. «Benfeitores | Academia Mineira de Medicina». Consultado em 15 de fevereiro de 2023 
  8. Gerente (11 de setembro de 2018). «MUSEU DE ARTE DA PAMPULHA (MAP)». Motta. Consultado em 15 de fevereiro de 2023 
  9. «Museu de Arte da Pampulha - MAP». Prefeitura de Belo Horizonte. Consultado em 20 de janeiro de 2022 
  10. Museu de Arte da Pampulha vai ser fechado para reforma
  11. «Bolsa Pampulha: experiences, frictions and juxtapositions with Brazilian Modernism» 
  12. «Cinthia Marcelle - La Biennale di Venezia» 
  13. «Paulo Nazareth - Mousse Magazine» 
  14. «Clara Ianni - Art in America» 
  15. «Guerreiro do Divino Amor - ArtReview» 
  16. «Sallisa Rosa - Frieze» 
  17. «Luana Vitra - The New York Times» 
  18. «Wisrah C. V. da R. Celestino - Prêmio Ars Viva 2025» 

Ligações externas