Murilo Marcondes de Moura

Murilo Marcondes de Moura é um professor, ensaísta, poeta e crítico literário brasileiro.[1]

Biografia

Doutor em Teoria Literária e Literatura Comparada pela Universidade de São Paulo e Pós-Doutorado pela Université Paris-Est-Crétell, em Paris.[2]

Prêmios e reconhecimentos

O mundo sitiado. A poesia brasileira e a Segunda Guerra Mundial, recebeu o Prêmio Mário de Andrade na categoria Ensaio Literário, da Biblioteca Nacional, 2016 e, Melhor obra na categoria Crítica e Teoria Literária do Prêmio Jabuti, 2017.[3][4]

No livro O mundo sitiado: A poesia brasileira e a Segunda Guerra Mundial, o professor realiza uma análise crítica das formas pelas quais quatro poetas centrais da tradição lírica brasileira responderam, em sua produção poética, aos desdobramentos históricos e simbólicos da Segunda Guerra Mundial. A obra também contempla a incidência da Primeira Guerra Mundial na poesia de Guillaume Apollinaire e Giuseppe Ungaretti, evidenciando um campo ainda marginalizado nos estudos literários brasileiros: o entrecruzamento entre literatura e experiência bélica no contexto da poesia moderna.[5]

Áreas de pesquisa

Com trajetória destacada no campo da teoria literária brasileira, atua como professor na Universidade de São Paulo, contribuindo para a formação de pesquisadores e ampliando o diálogo entre a literatura nacional e outras tradições.[6]

Nomes estudados: Carlos Drummond de Andrade, Guimarães Rosa, Murilo Mendes, Manuel Bandeira, Dyonelio Machado e Cecília Meireles. Além disso, dedica-se ao estudo das relações entre literatura e história, da recepção de autores estrangeiros no Brasil, e do comparatismo poético, especialmente entre a poesia brasileira e francesa. Desenvolveu pesquisas sobre a obra de Guillaume Apollinaire, tema de seu pós-doutorado realizado na França. Nos últimos anos, tem ministrado regularmente disciplinas voltadas à literatura colonial brasileira, com ênfase nos séculos XVII e XVIII, abordando autores como: Antonio Vieira (sermões e cartas), Gregório de Matos, Cláudio Manuel da Costa, Tomás Antônio Gonzaga (e a tradição pastoril), Basílio da Gama (O Uraguai).[7]

Referências

  1. «Curso 'Literatura e conflitos' no IMS Rio». Instituto Moreira Salles. Consultado em 20 de julho de 2025 
  2. «Folha de S.Paulo - Murilo Marcondes de Moura: Os anjos tutelares de Murilo - 13/05/2001». www1.folha.uol.com.br. Consultado em 20 de julho de 2025 
  3. «Prêmio Literário Biblioteca Nacional divulga vencedores de 2016». O Globo. 18 de novembro de 2016. Consultado em 20 de julho de 2025 
  4. «Silviano Santiago vence o Jabuti com romance sobre Machado de Assis». GZH. 31 de outubro de 2017. Consultado em 20 de julho de 2025 
  5. «Continue lendo com acesso ilimitado.». www1.folha.uol.com.br. Consultado em 20 de julho de 2025 
  6. Siqueira, Juliana da Silva. «A formação do Núcleo de Consciência Negra na Universidade de São Paulo: uma trajetória política apoiada na educação como forma de resistência e luta antirracista». Consultado em 20 de julho de 2025 
  7. Carvalho, Lucio (9 de julho de 2025). «A poesia brasileira e a Segunda Guerra Mundial». Especiaria. Consultado em 20 de julho de 2025