Mudanças climáticas em Madagascar

Imagem de satélite de Madagascar com um grande ciclone à direita dele no oceano.
Imagem de satélite do Ciclone Batsirai aproximando-se de Madagascar. Os ciclones tropicais serão mais intensos no país devido às mudanças climáticas.

As mudanças climáticas em Madagascar são uma ameaça significativa ao meio ambiente e à população do país, elevando as temperaturas, prolongando a seca e resultando em ciclones tropicais mais intensos. Os ecossistemas únicos do país, a fauna e a flora são impactados.

As mudanças climáticas devem provocar redução nos recifes de coral e nos habitats florestais, além de ameaçarem espécies nativas como os lêmures. A população humana é altamente vulnerável, devido aos graves impactos na água e na agricultura, com implicações para a segurança alimentar em Madagascar. As doenças infecciosas também devem aumentar. O país é signatário do Acordo de Paris, e estabeleceu metas para a adaptação às mudanças climáticas, embora a implementação enfrente desafios devido à pobreza nacional.

Efeitos no meio ambiente

Gráfico de barras mostrando linhas azuis abaixo do eixo x, que mudam para linhas vermelhas acima do eixo x, representando o aumento da temperatura média anual em Madagascar
Mudança de temperatura em Madagascar, 1901 a 2020.
Mapa do sul de Madagascar mostrando áreas de precipitação reduzida.
As secas em Madagascar estão se tornando mais prováveis devido às mudanças climáticas.

As mudanças climáticas devem levar a um aumento das temperaturas em toda a ilha de Madagascar no século XXI. Uma estimativa de 2008, utilizando um modelo climático regional, indicou um aumento de 1,1–2,6 °C, variando conforme a topografia, para o período de 2046–2065.[1][2] O sul de Madagascar deve aquecer mais, enquanto o norte e as áreas costeiras aquecerão menos. Isso terá impactos significativos nas florestas fragmentadas do leste.[2] Madagascar apresenta o maior risco de ciclones na África, com três a quatro por ano.[3] Espera-se que os ciclones se tornem mais intensos devido às mudanças climáticas, mas menos frequentes, impactando gravemente o país e aumentando o risco de inundações.[3] Conforme estudo publicado em 2018, o número de ciclones violentos com ventos superiores a 150 km/h duplicou nos 25 anos anteriores.[4] A estação seca de Madagascar tem se tornado mais longa.[4] A cobertura vegetal está fortemente correlacionada com o El Niño, e essa relação indica que as mudanças climáticas provavelmente degradarão ainda mais o meio ambiente de Madagascar.[5]

A fauna única e a flora de Madagascar estão ameaçadas pelas mudanças climáticas.[6][7] Em um estudo de 2008, o espaço climático adequado para quase todas as 80 espécies de plantas endêmicas de Madagascar foi impactado pelas mudanças climáticas.[2] As florestas de Madagascar devem ser gravemente afetadas durante o século XXI.[8] Os lêmures também devem ser impactados, com mudanças severas esperadas na distribuição de espécies[9][10] e pela disseminação de parasitas em uma distribuição mais ampla com temperaturas mais quentes.[11] A sobrevivência de lêmures e a produção de frutos caíram no Parque Nacional de Ranomafana [en] entre 1960–1985 e 1986–2005, juntamente com invernos mais secos no parque, e anfíbios e répteis endêmicos de ecossistemas montanos estão ameaçados por temperaturas mais altas.[2] O habitat adequado de florestas das planícies de Madagascar [en] para lêmures do gênero Varecia deve reduzir consideravelmente devido aos impactos interativos das mudanças climáticas e do desmatamento em Madagascar [en].[12] A fecundidade e reprodução do lêmure Propithecus edwardsi [en] são significativamente impactados por mudanças na precipitação e aumento de ciclones.[6] Os recifes de coral em Madagascar devem diminuir no século XXI devido às mudanças climáticas, embora o desmatamento seja considerado de maior impacto.[13] Eventos de branqueamento de corais devem aumentar e os ciclones os danificam diretamente, levando a queda nas populações de peixes e aumento da erosão costeira.[3]

Mapas atuais (esquerda) e previsões (direita) da classificação climática de Köppen de Madagascar. A projeção à direita está sob o cenário de mudança climática mais intenso. Cenários de médio alcance são considerados mais prováveis atualmente[14][15][16]

Efeitos na população

Imagem de satélite de um rio inundando.
Inundação de campos agrícolas (fotografada em 2010 perto do rio Betsiboka) está aumentando em Madagascar devido à mudanças climáticas.

A agricultura em Madagascar é afetada pelas mudanças climáticas, com pequenos agricultores extremamente vulneráveis aos seus impactos.[17] Os efeitos das mudanças climáticas na agricultura, como secas aumentadas, ameaçam grandemente a população de Madagascar, 80% da qual depende da agricultura para subsistência.[3][18] O aquecimento e as inundações foram propostos como motores de declínio na produção agrícola entre 1990 e 2015.[4] A insegurança alimentar severa de 2021–2022 em Madagascar, que seguiu a pior seca em quatro décadas, foi ligada às mudanças climáticas pela Organização das Nações Unidas e jornalistas, apesar de um estudo de atribuição ter afirmado que "embora as mudanças climáticas possam ter aumentado ligeiramente a probabilidade dessa redução de precipitação [em 2019–21], o efeito não é estatisticamente significativo", com a pobreza, infraestrutura precária e alta dependência da agricultura sem irrigação artificial sendo fatores primários.[18][19]

O abastecimento de água em Madagascar é precário, com uma estimativa de 2018 sugerindo que 66% da população em áreas rurais e 49% em áreas urbanas não têm acesso à água potável.[3][20] Em 2021, Madagascar enfrentou uma das piores crises de escassez de água do mundo devido à infraestrutura precária de gestão de água, desmatamento, erosão e intrusão salina [en]. Diminuições na precipitação anual, aumento da evapotranspiração e elevação do nível do mar devem reduzir ainda mais a disponibilidade de água em grande parte do país.[3] Isso inclui a capital Antananarivo, onde a disponibilidade de água pode não atender à demanda até 2050.[3][21] Os recursos hídricos no sul de Madagascar, onde a água subterrânea é a principal fonte durante a estação seca, também devem ser severamente afetados à medida que a água se torna ainda mais limitada.[3]

As mudanças climáticas também tem implicações significativas para a saúde em Madagascar.[3] A incidência de infecções respiratórias e diarreia está aumentando, e essas, juntamente com malária e desnutrição, devem aumentar no século XXI devido às mudanças climáticas e doenças infecciosas [en].[22] Surtos de cólera e desnutrição em Madagascar foram ligados aos efeitos das mudanças climáticas na população.[4] A estrutura urbana também é atingida, trilhas são destruídas por ciclones, estradas ficam intransitáveis e escolas são danificadas.[23]

Mitigação e adaptação

Imagem de um homem de terno.
Ministro do Ambiente, Ecologia, Mar e Florestas, Ralava Beboarimisa, na Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2015

Madagascar é signatário do Acordo de Paris. Em média, cada malgaxe emite menos de 2 toneladas de gases de efeito estufa (GEE) por ano, em comparação com a média global de mais de 6 toneladas.[24] A biomassa é a principal fonte de energia,[25] e o uso de lenha e carvão para cozinhar contribui para o desmatamento.[26] Apenas uma parte da população tem acesso à eletricidade, mas algumas usinas de energia solar já foram construídas, como a Central Solar de Ambatolampy.[27]

Em sua Contribuição Nacionalmente Determinada, com a ajuda do reflorestamento, o país visa absorver mais GEE do que emite em 2030.[28] O presidente Andry Rajoelina instou uma ação internacional mais rigorosa sobre a mudanças climáticas na Assembleia Geral da ONU de 2021:[29]

Madagascar se vê vítima da mudança climática. Há ondas recorrentes de seca no sul. As fontes de água secam e todos os meios de subsistência tornam-se quase impossíveis. Meus compatriotas no sul estão suportando o peso da mudança climática à qual não contribuíram para criar.

— Presidente Andry Rajoelina[29]

Madagascar é um país pobre,[30] e a adaptação às mudanças climáticas é custosa.[3][31] Proteger os ecossistemas únicos de Madagascar [en] é considerado uma estratégia central de adaptação.[3] Medidas propostas utilizando a conservação em Madagascar incluem a expansão de áreas protegidas de Madagascar [en] e a geração de renda pela venda de compensações de carbono para a redução de emissões por desmatamento e degradação florestal (REDD+).[2] No entanto, em 2021 uma estratégia governamental para o REDD+ era incerta, pois bania a venda de todos os créditos de carbono e movia-se para nacionalizar a propriedade de carbono.[32] Em 2022, o país considerou vender 1,8 bilhão de toneladas de compensações de carbono sob o programa de Parceria para Carbono Florestal do Banco Mundial.[33] A restauração de manguezais é outra estratégia proposta para se adaptar à elevação do nível do mar.[3] É possível aumentar a resiliência climática da população através da redução da pobreza e da melhoria do acesso à água e das infraestruturas, especialmente nas zonas rurais.[3] Na COP26, a ministra do meio ambiente, Baomiavotse Vahinala Raharinirina, pediu US$ 100 bilhões em financiamento climático de países ricos para países pobres, como Madagascar, implementarem medidas de adaptação, destacando uma proposta de canalização de água do norte para o sul da ilha que necessita de financiamento.[34]

Ver também

Referências

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Ligações externas