Movimento de Ação Revolucionária
O Movimento de Acção Revolucionária foi um movimento de esquerda radical[1] português fundado por volta de 1963,[2] na sequência da crise académica de 1962.[3]
O MAR foi influenciado pela Revolução Cubana e pelos movimentos de libertação em África; integrava a Frente Patrótica de Libertação Nacional, sediada em Argel, e apoiava o recursos a ações armadas para derrubar a ditadura. Tinha como boletim o jornal ilegal "Acção Revolucionária", impresso fora do país (publicou também outro boletim, igualmente chamado "Acção Revolucionária", publicado em Argel pela Comissão Política do Exterior do MAR, e que gerou grande controvérsia dentro da organização, com acusações que os textos publicados nesse boletim não tinham a aprovação da direção do movimento).[4]
Entre as figuras ligadas ao Movimento, temos Jorge Sampaio, Vasco Pulido Valente, João Benard da Costa, Manuel de Lucena, António Lopes Cardoso, José Augusto Seabra, Fernando Echevarría,[4] João Cravinho, Nuno Brederode dos Santos, Vítor Wengorovius, José Medeiros Ferreira[3] e Nuno Bragança.[5]
Ver também
Referências
- ↑ «Livro: Jorge Sampaio, um homem "contra a corrente"». Expresso. 8 de outubro de 2012. Consultado em 16 de fevereiro de 2025
- ↑ «António Lopes Cardoso». Centro de Documentação 25 de Abril. Universidade de Coimbra. Consultado em 16 de fevereiro de 2025
- ↑ a b Maltez, José Adelino (3 de maio de 2007). «Movimento de Acção Revolucionária (1962)». Respublica - Repertório Português de Ciência Política. Consultado em 16 de fevereiro de 2025
- ↑ a b Pacheco Pereira, José (2013). As Armas de Papel. Publicações periódicas clandestinas e do exílio ligadas a movimentos radicais de esquerda cultural política (1963-1974). [S.l.]: Temas e Debates. p. 140-145. ISBN 978-989-644-222-4
- ↑ «U Omãi Qe Dava Pulus». RTP. Consultado em 16 de fevereiro de 2025