Movimento Patriótico das Três Autonomias

Movimento Patriótico das Três Autonomias
Área geográfica China
Origem 1954 (72 anos)
Site oficial www.ccctspm.org

O Movimento Patriótico das Três Autonomias (chinês simplificado: 三自爱国运动, pinyin: Sānzì Àiguó Yùndòng) é a organização oficial que supervisiona o protestantismo na República Popular da China. Estabelecido em 1954, o movimento promove os princípios de "autogestão, autossustento e autopropagação" das igrejas protestantes chinesas, visando eliminar a influência estrangeira e alinhar as atividades religiosas com as políticas do Estado chinês.[1] Por meio de seus canais oficiais, o TSPM criticou o hino por questionar de forma proeminente a visão do Movimento sobre o cristianismo a serviço do socialismo chinês.[2]

História

Escritório Conselho Cristão Chinês e Movimento Patriótico das Três Autonomias em Jiujiang Road, Xangai.

Em julho de 1950, líderes protestantes chineses, incluindo Wu Yaozong, publicaram o "Manifesto Cristão", declarando apoio ao novo governo comunista e propondo a criação de uma igreja protestante chinesa independente de influências estrangeiras.[3] Em 1954, o MPTA foi oficialmente estabelecido, consolidando o controle estatal sobre as atividades protestantes no país.

Durante a Revolução Cultural (1966–1976), todas as atividades religiosas foram proibidas, incluindo as do MPTA. Após o fim desse período, o movimento foi restaurado em 1979, e em 1980 foi criado o Conselho Cristão Chinês (CCC) para auxiliar na administração das igrejas protestantes reconhecidas pelo Estado.[4]

Estrutura e Funções

O MPTA, em conjunto com o CCC, forma o corpo administrativo das igrejas protestantes sancionadas pelo Estado na China. Essas organizações são responsáveis pela ordenação de pastores, supervisão de seminários teológicos e publicação de materiais religiosos, como o hinário oficial "Chinese New Hymnal".[5]

Críticas e Controvérsias

Críticos argumentam que o MPTA serve como instrumento de controle estatal sobre a religião, limitando a liberdade religiosa e suprimindo igrejas não registradas, conhecidas como "igrejas domésticas".[6] Em 2019, o presidente do MPTA, Xu Xiaohong, afirmou que forças ocidentais estavam utilizando o cristianismo para desestabilizar a China, justificando medidas mais rigorosas contra atividades religiosas não autorizadas.[7]

Ver também

Referências

  1. Neeley, Paul L. (2016). «Canaan Hymns». In: Scorgie, Glen G. Dictionary of Christian Spirituality. [S.l.]: Zondervan. p. 591. ISBN 978-0-310-53103-6 
  2. Aikman, David (2012). Jesus in Beijing: How Christianity Is Transforming China And Changing the Global Balance of Power. Washington: Regnery Publishing. p. 110. ISBN 978-1-59698-652-7. Consultado em 14 de fevereiro de 2017. Cópia arquivada em 27 de agosto de 2023 
  3. «Documents of the Three-Self Movement». Consultado em 29 de abril de 2025 
  4. «The Three-Self Patriotic Movement - ChinaSource». Consultado em 29 de abril de 2025 
  5. Chen, Ruiwen (2017). «Sinicizing Christian Music at Shanghai Community Church». In: Zheng, Yangwen. Sinicizing Christianity. Leiden: Brill. pp. 290–318. ISBN 978-90-04-33037-5. OCLC 961004413 
  6. «China fecha igreja histórica por se recusar a ser controlada pelo Estado». Consultado em 29 de abril de 2025 
  7. «China official says West using Christianity to 'subvert' power». Consultado em 29 de abril de 2025