Mounana

Mounana é a terceira maior cidade da província de Alto Ogoué, no Gabão. No censo realizado em 1993 possuía 6.372 habitantes, com a população subindo para 12.437 no censo de 2013.[1] A cidade foi um grande centro de mineração de urânio.[2]

A descoberta de reservas de urânio na região ocorreu em 1956.[2] A extração do minério iniciou-se em 1958, operado pela mineradora Companhia das Minas d'Urânio de Franceville (COMUF).[2] De acordo com a Areva, que adquiriu a COMUF, de 1960 a 1999, quando a operação foi finalizada, a mineração em Mounana produziu um total de mais de 26.000 toneladas de urânio.[2]

Em 2005, a ONG Médicos do Mundo realizou uma investigação em Mounana. Entre os trabalhadores gaboneses, mais de metade relatou sofrer de problemas pulmonares, alguns com patologias associadas (cardiovasculares, dermatológicas). Em 2007, esta ONG foi a Paris acompanhada por antigos trabalhadores gaboneses e expatriados do local para denunciar a "existência de um risco conhecido para a saúde", a "culpável falta de informação sobre estes riscos" e a "manutenção deliberada da ignorância" da maioria dos trabalhadores de Mounana.[3] Em janeiro de 2016, o Movimento de Ex-Trabalhadores da COMUF/Areva (Matrac) foi recebido no gabinete do primeiro-ministro no Gabão como parte de uma disputa contra a Areva relativa às consequências para a saúde ligadas às suas atividades de mineração.[4]

Com o fechamento da mina a atividade principal passou a ser a agricultura.[2]

Referências

  1. «Gabon». World Gazetteer. Consultado em 13 de abril de 2013. Cópia arquivada em 30 de junho de 2013 
  2. a b c d e J.P. Koumba (2009). «Enjeux et perspectives de la réhabilitation de la friche minière de Mounana (Sud-Est du Gabon)» (pdf) 11 ed. Gabonica (La revue du CERGEP). Politiques et Développement des Espaces et Sociétés de l’Afrique subsaharienne (em francês). 3 (3): 51 et sq. 
  3. «Areva, miné par un nouveau bilan de santé». liberation.fr. 5 de abril de 2007. Consultado em 17 de abril de 2016 
  4. «Litige contre Areva: les ex-employés de la Comuf sollicitent l'intervention de la primature». lenouveaugabon.com. 27 de janeiro de 2016. Consultado em 15 de fevereiro de 2016