Mosteiro dobrado

Convento de Fahr, na Suíça. Forma um monastério dual com a Abadia de Einsiedeln, embora não dividam o mesmo lugar.

Um mosteiro dobrado, também conhecido por mosteiro dual, é um mosteiro que abriga comunidades, separadas, de monges e freiras, mas que compartilham o mesmo prédio com o objetivo de utilizar a mesma igreja e outras dependências.[1]

A prática iniciou-se no oriente no começo do monaquismo e, por isso, sendo uma forma mais comum nos mosteiros orientais, com origem no século IV. No ocidente, a prática de estabelecimento de mosteiros dobrados tornou-se popular após a vida de São Columbano, que fundou vários mosteiros nas regiões da Gália e da Inglaterra anglo-saxônica.[2]

A prática foi proibida pelo Segundo Concílio de Niceia em 787, embora essa proibição tenha sido efetuada de forma lenta. Os mosteiros duais, entretanto, sofreram uma renascença depois do século XII numa maneira significantemente diferente, após a fundação de diversos mosteiros beneditinos e, possivelmente, pelos dominicanos. A Ordem do Santíssimo Salvador de Santa Brígida no século XIV foi, também, fundada dessa forma, supostamente.[3][2]

Na Igreja Católica, monges e freiras viviam em prédios separados mas eram comumente unidos sob uma abadessa como cabeça da comunidade. Como exemplos é possível citar o Priorado de Coldingham na Escócia, a Abadia de Barking em Londres e o conjunto formado pela Abadia de Einsiedeln e o Convento de Fahr, situados em cantões diferentes da Suíça, controlado pelo abade de Einsiedeln sem um acordo recíproco com a priora de Fahr. De forma mais comum, entretanto, uma mulher governava sobre as duas comunidades como abadessa.[4]

Referências

  1. Jankowski, Theodora A. (2000). Pure resistance: queer virginity in early modern English drama. Col: New cultural studies. Philadelphia: University of Pennsylvania Press. ISBN 978-0-8122-3552-4 
  2. a b Parisse 1258
  3. Hefele 385
  4. Lawrence 52