Moacir Amaral Santos

Moacir Amaral Santos
Moacir Amaral Santos
Ministro do Supremo Tribunal Federal
Período 18 de outubro de 1967 até
25 de julho de 1972
Nomeação por Artur da Costa e Silva
Antecessor(a) Cândido Motta Filho
Sucessor(a) José Geraldo Rodrigues de Alckmin
Ministro do Tribunal Superior Eleitoral
Período 11 de fevereiro de 1971 até
25 de julho de 1972
Ministro substituto do Tribunal Superior Eleitoral
Período 6 de novembro de 1969 até
11 de fevereiro de 1971
Dados pessoais
Nascimento 25 de julho de 1902
Capivari, São Paulo, Brasil
Falecimento 16 de outubro de 1983 (81 anos)
Alma mater Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo
Nacionalidade brasileiro

Moacir Amaral Santos[nota 1] (Capivari, 25 de julho de 1902 - 16 de outubro de 1983) foi um professor catedrático, escritor, jurista e magistrado brasileiro que serviu ministro do Supremo Tribunal Federal, entre 1967 e 1972.[1]

Primeiros anos

Filho de José Estevão dos Santos e de Branca Eliza Amaral Santos, Moacir Amaral Santos nasceu em 25 de julho de 1902, no município brasileiro de Capivari, São Paulo. Em 1920, conclui Bacharelado em Ciências e Letras e, em 1925, torna-se bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito de São Paulo. Casou-se com Elisa Prado do Amaral Santos.[2]

Carreira profissional

Atividade jornalística

Dirigiu o jornal diário de Piracicaba, O Momento, de 1931 a 1936 e foi Diretor da Revista de Direito Processual Civil, editada pelo Instituto de Direito Processual Civil, Seção de São Paulo.

Advocacia

Iniciou o exercício da advocacia um ano após se formar, em 1927, tendo escritório no seu município natal; permanecendo até 1936. Entre 1936 e 1937, foi o Diretor-Geral da Câmara Municipal de São Paulo. Já no período seguinte, foi Procurador e Chefe da Procuradoria Judicial do Departamento Jurídico da Municipalidade de São Paulo, atual Procuradoria-Geral do Município de São Paulo.[1]

Magistério

Foi Professor de Direito e Legislação da Escola de Engenharia da Universidade Mackenzie (1950-1956); Livre-docente, por concurso de títulos e provas, de Direito Judiciário Civil, da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, em 1954.[2]

Em seguida, foi professor Catedrático da Faculdade de Direito da Universidade Mackenzie, no ano de 1956. Exerceu a cátedra em Teoria Geral do Estado e Teoria Geral do Processo do curso de especialização da Faculdade de Direito de São Paulo, no Doutorado, entre 1966 e 1967. Foi membro do Conselho Técnico e Administrativo da Faculdade de Direito da Universidade Mackenzie, nos anos de 1954 até 1962; integrando, no mesmo período, ao Conselho Universitário da mesma Universidade; além de participar do Conselho Técnico e Administrativo da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, no quadriênio 1963-1967; do Conselho Universitário da mesma Universidade, a partir de 1964; do Conselho Técnico e Administrativo da Faculdade de Comunicações Culturais da Universidade de São Paulo, no ano de 1966; do Conselho Técnico e Administrativo da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo de São Paulo, em 1965, e membro da Comissão de Legislação e Justiça do Conselho Universitário da Universidade de São Paulo, em 1964.[1]

Em 1964, com a instauração da ditadura militar, integrou a “comissão secreta” criada pelo Reitor da Universidade de São Paulo, Luís Antônio da Gama e Silva, que tinha a finalidade de investigar e apontar “focos de subversão” na USP e recomendar o expurgo de professores, alunos e funcionários. Ao fim dos trabalhos, a comissão recomendou a suspensão dos direitos políticos de 52 membros da Universidade, dentre professores, alunos e funcionários.[3]

Ministro do Supremo Tribunal Federal

Moacir Amaral Santos foi nomeado Ministro do Supremo Tribunal Federal, em de 6 de outubro de 1967, pelo Presidente Costa e Silva, ocupando a vaga do Ministro Cândido Motta Filho, que havia se aposentado. Tomou posse em 18 do mesmo mês. Exerceu as funções ainda de Ministro substituto e efetivo do Tribunal Superior Eleitoral, iniciou a função de substituto em 6 de novembro de 1969. Deixou-a quando foi efetivado, em 11 de fevereiro de 1971. Deixou o TSE quando se aposentou do STF, por idade, em 25 de julho de 1972.[1]

Obras

Primeiras Linhas de Direito Processual Civil, uma de suas obras.
  • Prova Judiciária no Cível e Comercial, em cinco volumes (1963-1966);
  • Das Condições da Ação no Despacho Saneador (1946)
  • Direito Usual para Engenheiros (1953);
  • Introdução ao Estudo do Processo Cominatório (1957);
  • Das Ações Cominatórias no Direito Brasileiro (1962);
  • Primeiras Linhas de Direito Processual Civil (1965);
  • Da Reconvenção no Direito Brasileiro (1966)
  • Anotações a Cunha Gonçalves — Tratado de Direito Civil.

Notas e referências

Notas

  1. A grafia original do nome do biografado, Moacyr Amaral Santos, deve ser atualizada conforme a onomástica estabelecida a partir do Formulário Ortográfico de 1943, por seguir as mesmas regras dos substantivos comuns (Academia Brasileira de Letras – Formulário Ortográfico de 1943). Tal norma foi reafirmada pelos subsequentes Acordos Ortográficos da língua portuguesa (Acordo Ortográfico de 1945 e Acordo Ortográfico de 1990). A norma é optativa para nomes de pessoas em vida, a fim de evitar constrangimentos, mas após seu falecimento torna-se obrigatória para publicações, ainda que se possa utilizar a grafia arcaica no foro privado (Formulário Ortográfico de 1943, IX).

Referências

  1. a b c d «Ministros :: STF - Supremo Tribunal Federal». www.stf.jus.br. Consultado em 5 de dezembro de 2025. Cópia arquivada em 17 de setembro de 2018 
  2. a b «FÓRUM DE EXECUÇÕES FISCAIS RECEBE O NOME DESEMBARGADOR FEDERAL ARICÊ MOACYR AMARAL SANTOS». TRF3. 3 de julho de 2009. Consultado em 5 de dezembro de 2025. Cópia arquivada em 5 de dezembro de 2025 
  3. CNV, Comissão Nacional da Verdade (2014). Relatório da Comissão Nacional da Verdade, v. 2. [S.l.: s.n.] p. 271. ISBN 978-85-85142-63-6