Minoru Niizuma

Minoru Niizuma (1930–1998) foi um escultor japonês reconhecido por suas obras abstratas em pedra, que harmonizam influências orientais e ocidentais.[1]

Minoru Niizuma
Sculpture de Minoru Niizuma créée pour le Symposium de St. Margarethen en Autriche, en 1969.
Nascimento29 de setembro de 1930
Tóquio
Morte5 de setembro de 1998 (67 anos)
CidadaniaEstados Unidos, Japão
Alma mater
Ocupaçãoartista, escultor
Empregador(a)Universidade de Nova Iorque
Jardim Paulo Vallada, Porto (1985)

Minoru Niizuma (Tóquio, 1930 - Long Island, Estados Unidos da América, 5 de Setembro de 1998) foi um escultor japonês, naturalizado norte-americano. Completou os seus estudos na Universidade Nacional de Belas-Artes e Música de Tóquio, em 1955, e expôs com a Associação de Arte Moderna japonesa, de 1954 a 1958. Transferiu-se para Nova Iorque, em 1959, e foi instrutor no Brooklyn Museum Art School, de 1964 a 1970. Foi professor adjunto na Universidade de Columbia, de 1972 a 1984. Niizuma trabalhou em mármore, granito, basalto e outros materiais. A sua obra reflecte, muitas vezes, a influência da arte oriental e da arte contemporânea ocidental. Está representado em alguns dos principais museus do mundo. Em Portugal, encontra-se presente na Fundação Calouste Gulbenkian. A sua obra, "Açores" (1987), em basalto, realizada para o I Simpósio Internacional de Escultura em Pedra, que teve lugar na ilha de São Miguel, encontra-se, actualmente, junto à Praia das Milícias, em Ponta Delgada.


Obras

Trabalhando com materiais como mármore, granito e basalto, suas esculturas destacam-se pela combinação de texturas polidas e rústicas, explorando formas orgânicas e geométricas.

Principais Obras:

1. “Palace” (década de 1980):

Esta escultura em granito indiano exemplifica a habilidade de Niizuma em integrar elementos contrastantes de textura suave e bruta. A peça consiste em duas partes de granito unidas de forma contínua, revelando uma forma sólida na parte traseira e duas formas perpendiculares na frente. O artista poliu manualmente cada superfície, seguindo oito etapas sucessivas para alcançar uma textura sensível e impecável.

2. “Castle of the Eye” (1972):

Esta obra demonstra a exploração de Niizuma de formas geométricas e sua interação com o espaço. Utilizando mármore, ele cria uma peça que convida o espectador a contemplar a relação entre a forma esculpida e o vazio ao seu redor.

3. “Windy Wind” (1969):

Nesta escultura, Niizuma captura a essência do movimento do vento. A peça apresenta curvas suaves e linhas fluidas, transmitindo uma sensação de dinamismo e leveza, apesar da solidez do material.

4. “Stormy Wind” (c. 1970):

Esta obra reflete a capacidade de Niizuma de infundir emoção em suas esculturas abstratas. As formas angulares e as superfícies texturizadas evocam a intensidade e a turbulência de uma tempestade, mostrando a habilidade do artista em traduzir fenômenos naturais em formas escultóricas.

As esculturas de Minoru Niizuma são reconhecidas internacionalmente e fazem parte de coleções em museus e jardins de esculturas ao redor do mundo, incluindo Lisboa e Tóquio. Sua abordagem única e a integração de tradições japonesas com técnicas contemporâneas ocidentais garantiram-lhe um lugar de destaque no cenário artístico global.

Fontes

[2]https://niizumafoundation.org/about

[3] «Minoru Niizuma, Palace, c. 1980s». Tina Kim Gallery (em inglês). Consultado em 4 de março de 2025

[4] «Minoru Niizuma | 68 Artworks | MutualArt». www.mutualart.com (em inglês). Consultado em 4 de março de 2025

Referências

  1. «About». Niizuma Foundation (em inglês). Consultado em 4 de março de 2025 
  2. «About». Niizuma Foundation (em inglês). Consultado em 4 de março de 2025 
  3. «Minoru Niizuma, Palace, c. 1980s». Tina Kim Gallery (em inglês). Consultado em 4 de março de 2025 
  4. «Minoru Niizuma | 68 Artworks | MutualArt». www.mutualart.com (em inglês). Consultado em 4 de março de 2025 

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