Mimosa splendida

Mimosa splendida
Classificação científica
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Fabales
Família: Fabaceae
Subfamília: Mimosoideae
Género: Mimosa
Espécie: M. splendida
Nome binomial
Mimosa splendida
Barneby[1][2]
Distribuição geográfica
A região da Chapada dos Veadeiros, em Goiás (no mapa), é o habitat da espécie M. splendida, com uma distribuição geográfica restrita e de ocorrência em encostas pedregosas.[3]
A região da Chapada dos Veadeiros, em Goiás (no mapa), é o habitat da espécie M. splendida, com uma distribuição geográfica restrita e de ocorrência em encostas pedregosas.[3]
Sinónimos
Mimosa pyrrhopila Harms ex Glaziou (nomen nudum)[3]

Mimosa splendida é uma pequena árvore em forma de candelabro, da América do Sul, pertencente à família Fabaceae (ex Leguminosae); uma rara espécie de planta endêmica do estado de Goiás, na região central do Brasil, em habitat de cerrado, vegetando em campos rupestres de encostas.[3][4]

Descoberta e redescoberta

Trata-se de uma espécie pouco conhecida do gênero Mimosa,[3] com mais de 500 espécies e sendo o segundo maior gênero, em número de espécies, da flora do Brasil;[5] redescoberta na Chapada dos Veadeiros no ano 2000ː 105 anos após o seu único registro, em 1895, pelo naturalista francês Auguste Glaziou, na mesma região,[3][4] sendo descrita por Rupert Charles Barneby, em 1991 (nas Memoirs of the New York Botanical Garden. 65: 421; o espécime Glaziou 21088, no passado, citado como M. pyrrhopila Harms ex Glaziou (nomen nudum) numa lista de suas coleções, publicada em 1906);[1][2][3] um botânico cujas principais áreas de especialização eram as Leguminosae e as Menispermaceae.[6] Os espécimes desta redescoberta no final do século XX, feita por Marcelo F. Simon e Marina F. Amaral e publicada no Brazilian Journal of Botany. 26 (1), em 2003, foram primordialmente depositados no Herbário da Universidade de Brasília (UnB).[3]

Descrição

Mimosa splendida é uma pequena árvore em forma de candelabro dotada de flores rosas com a característica forma das flores do gênero Mimosa; suas mudas primeiro crescendo lateralmente, uma estratégia de crescimento que pode estar relacionada à prevenção de danos por fogo no cerrado, até atingirem aproximadamente 12 centímetros de altura e, posteriormente, sendo aptas para a reprodução com 30 centímetros de altura; atingindo mais de 3 metros em seu crescimento vertical quando bem desenvolvidas; sendo uma planta dotada de folhas aglomeradas no topo de seus ramos; o seu caule densamente coberto por estípulas persistentes em forma de pequenas setas, com um indumento muito fino revestindo pecíolos, pedúnculos e estípulas; os seus frutos sendo vagens valvares que secam para liberar as sementes, em número de 1 a 4 quando presentes.[2][3]

Habitat

Mimosa splendida cresce em encostas rochosas com litossolos (solos pouco desenvolvidos, encontrados em relevos acidentados e secos, com forte presença da rocha matriz) bem drenados e rasos (derivados de arenito), presente em "campo rupestre" ou "cerrado rupestre" junto com outras árvores e arbustos e cujas ervas principais pertencem às famílias Gramineae e Cyperaceae, tendo, esta espécie, uma distribuição geográfica muito restrita, apesar de seu hábito conspícuo e densidade local relativamente alta em seu habitat.[3]

Referências

  1. a b Royal Botanic Gardens, Kew. «Mimosa splendida Barneby» (em inglês). Plants of the World Online. 1 páginas. Consultado em 19 de dezembro de 2025 
  2. a b c Silveira, Fernanda Schmidt (23 de julho de 2024). «Mimosa splendida Barneby». Reflora. 1 páginas. Consultado em 19 de dezembro de 2025. filete(s) rosa. 
  3. a b c d e f g h i Simon, Marcelo F.; Amaral, Marina F. (março de 2003). «Mimosa splendida Barneby (Mimosoideae, Leguminosae) rediscovered in Central Brazil: preliminary studies for conservation of a rare species» (em inglês). Brazilian Journal of Botany. 26 (1) (SciELO Brazil). 1 páginas. Consultado em 19 de dezembro de 2025 
  4. a b Pesquisa FAPESP (fevereiro de 2004). «A Mimosa reaparece». FAPESP Edição 96. 1 páginas. Consultado em 19 de dezembro de 2025 
  5. Radovich, Beatriz Cassiano (20 de janeiro de 2023). «O gênero Mimosa L. (Leguminosae, Caesalpinioideae, Clado Mimosoide) em Botucatu, São Paulo». Unesp. 1 páginas. Consultado em 19 de dezembro de 2025 
  6. «Rupert Charles Barneby Records (RG4)» (em inglês). The New York Botanical Garden. 2005–2015. 1 páginas. Consultado em 19 de dezembro de 2025. His main areas of expertise were the Leguminosae and Menispermaceae.