Milho Verde
Milho Verde | |
|---|---|
| Distrito do Brasil | |
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| Localização | |
| Mapa de Milho Verde | |
| Coordenadas | 🌍 |
| Estado | Minas Gerais |
| Município | Serro |
| História | |
| Criado em | 9 de julho de 1868 (157 anos) |
| Características geográficas | |
| Área total | 109,47 km²[1] |
| População total (2022[2]) | 1 614 hab. |
Milho Verde é um distrito do município brasileiro de Serro, no interior do estado de Minas Gerais. Segundo o censo demográfico de 2022, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), sua população era de 1 614 habitantes[2] e havia 542 domicílios particulares permanentes ocupados.[3] Possui área de 109,47 km² conforme a Fundação João Pinheiro (FJP).[1] Foi criado pela lei provincial nº 1.475 de 9 de julho de 1868.[1]
De acordo com o IBGE, em 2010 a população era de 1 275 habitantes e havia 548 domicílios particulares.[4]
História
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Situa-se na região do Alto Jequitinhonha, próxima à nascente do rio que se encontra nessa região. Arraial criado no início do século XVIII, originou-se da lavra de minerais preciosos de Manuel Rodrigues Milho Verde, natural da Província do Minho, em Portugal, e abrigou um posto de fiscalização da entrada e saída no Distrito Diamantino.
A segunda versão, e é a que é mais aceita, é a de que na época dos desbravamentos do interior do país, capitaneado pelos bandeirantes, estes chegaram a um pequeno vilarejo em que havia um senhor de alcunha Seu Mudesto. O que o senhor tinha a oferecer aos desbravadores era milho verde. Sendo assim, estes nomearam aquele local de Milho Verde.
De aspecto e modo de vida tradicionais, com casario e igrejas antigas cercados de montanhas de pedra e cachoeiras da Serra do Espinhaço, e afastada da velocidade e tecnologia do mundo moderno, Milho Verde veio a se tornar um dos cartões-postais de Minas Gerais, sendo muito visada pela atividade turística e atraindo um grande número de novos moradores, com impactos diversos para a população local. Distante poucos quilômetros de Diamantina, integra roteiros turísticos de cunho histórico, cultural e ecológico, tais como o da Estrada Real.
A história do lugarejo é enriquecida por fatos como a descoberta dos primeiros diamantes da região e além do mais é a terra de Chica da Silva, já que esta nasceu na região hoje conhecida como Baú, um pequeno lugarejo que compõe o distrito de Milho Verde. Chica veio a ser batizada na igreja da Matriz de Milho Verde. O lugarejo apresenta bela paisagem, com ampla vista de vales, serras e do Pico do Itambé. Nos remete bem a música de Vilarejo, de Marisa Monte. A vegetação é de campos rupestres e de altitude, além de cerrado, típicos da região, entremeada por inúmeros cursos de água. As casas são simples e as ruas estreitas, muitas totalmente invadidas por grama verde durante a maior parte do ano.
Milho Verde tem na igrejinha de Nossa Senhora do Rosário, construída em barro e madeira, ao mesmo tempo uma atração e um símbolo. São várias as opções de cachoeiras e passeios pelas serras, além da tradicional comida caseira, queijos, doces, cachaças, vinhos e licores de produção artesanal, principalmente nas épocas das frutas típicas da região.
A Associação Comunitária e algumas ONGs têm hoje um importante papel no distrito, com iniciativas socioculturais-ambientais, produção de material de construção, creche e coleta de lixo, contribuindo para intermediarem a relação entre o turismo crescente e a manutenção da qualidade de vida da população.
Referências
- ↑ a b c Fundação João Pinheiro (FJP) (2024). «Relação de 1840 divisões territoriais distritais, sendo 853 distritos-sedes municipais (sede municipal: cidade), e 987 distritos (sede distrital: vila) – dezembro/2024». Consultado em 9 de julho de 2025. Cópia arquivada em 12 de janeiro de 2025
- ↑ a b Sistema IBGE de Recuperação Automática (SIDRA) (2022). «Tabela 9923 - População residente, por situação do domicílio - Distrito». Consultado em 9 de julho de 2025. Cópia arquivada em 9 de julho de 2025
- ↑ Sistema IBGE de Recuperação Automática (SIDRA) (2022). «Tabela 9922 - Domicílios particulares permanentes ocupados - Distrito». Consultado em 9 de julho de 2025. Cópia arquivada em 9 de julho de 2025
- ↑ Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (16 de novembro de 2011). «Sinopse por setores». Consultado em 12 de janeiro de 2015
Ligações externas
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