Miguel Loureiro
| Miguel Loureiro | |
|---|---|
| Nome completo | Miguel Loureiro |
| Conhecido(a) por | Diretor artístico do Teatro Municipal São Luiz |
| Nascimento | |
| Nacionalidade | Português |
| Ocupação | Ator, encenador, diretor artístico |
| Período de atividade | 1990–presente |
Miguel Loureiro (n. 1970, Lourenço Marques) é actor, encenador e director artístico português, sendo reconhecido como uma das figuras mais relevantes do teatro contemporâneo em Portugal. Desde a temporada de 2023–2024 exerce as funções de Director Artístico do Teatro Municipal São Luiz,[1][2] em Lisboa, uma das mais importantes instituições culturais do país.
Percurso
A sua formação em teatro realizou-se no Instituto de Formação, Investigação e Criação Teatral (IFICT) e na Escola Superior de Teatro e Cinema, em Lisboa, dando início a um percurso artístico marcado por uma prática transversal que articula interpretação, encenação e criação.
Enquanto actor, desenvolveu um trajecto amplo e consistente no teatro, na ópera, no cinema e na televisão, colaborando com encenadores, colectivos e estruturas centrais da cena portuguesa e internacional, entre os quais se destacam Nuno Carinhas, Luís Miguel Cintra, Jean-Paul Bucchieri, o Teatro da Comuna, a ZDB, A Mala Voadora, o Teatro Nacional D. Maria II, o Teatro Nacional São João e o Teatro Nacional de São Carlos.
No cinema, participou em filmes como Morrer como um Homem (2009) e Fogo-Fátuo (2022), ambos realizados por João Pedro Rodrigues, e protagonizou Ubu (2020),[3] de Paulo Abreu. Na televisão, integrou diversas séries e produções, entre as quais Boys, Ministério do Tempo, Sara, 3 Mulheres e Lusitânia.
Enquanto encenador e criador, o seu trabalho percorre um amplo espectro estético, do repertório clássico à escrita contemporânea e à experimentação cénica. Entre as suas encenações contam-se Nova, Caledónia, Do Natural (a partir de W. G. Sebald), O Impromptu de Versalhes de Molière, Paris-Sarah-Lisboa (apresentado no Théâtre de la Ville, em Paris, e no Teatro São Luiz), A Fera na Selva de Marguerite Duras e Frei Luís de Sousa de Almeida Garrett,[4] bem como várias criações no domínio da ópera contemporânea.
Ao longo do seu percurso foi distinguido com diversos prémios, entre os quais o Globo de Ouro SIC/Caras para Melhor Actor de Teatro (2017), pela sua interpretação em Esquecer, e o Prémio Autores da Sociedade Portuguesa de Autores para Melhor Actor (2019), por Timão de Atenas.[5] Recebeu ainda distinções da crítica e foi nomeado para o European Theatre Award – New Theatrical Realities.
Para além da actividade cénica, desenvolve igualmente trabalho no campo da escrita, tendo publicado em 2018 o livro Confissões de um Exilado no Barreiro.[6]
Referências
- ↑ Fieschi, Gonçalo Frota, Matilde (29 de ago. de 2023). «Miguel Loureiro: "O São Luiz pode ir do Miso Ensemble ao Ruy de Carvalho. Não me interessa um sítio elitista"». PÚBLICO
- ↑ Frota, Gonçalo (21 de abr. de 2023). «Miguel Loureiro, que acredita num teatro livre de ideologias, é o novo director artístico do São Luiz». PÚBLICO
- ↑ Mourinha, Jorge (11 de set. de 2024). «O Ubu de Paulo Abreu: rei sem roque». PÚBLICO
- ↑ DN, Redação (27 de fev. de 2019). «"Frei Luís de Sousa" regressa ao Teatro D. Maria ao fim de 20 anos». Diário de Notícias
- ↑ «Miguel Loureiro: "Vivo do teatro em Portugal"». Expresso. 23 de set. de 2018
- ↑ «Do contra». Expresso. 26 de jan. de 2019