Microlançador Brasileiro

O Microlançador Brasileiro (MLBR) é um projeto nacional destinado ao desenvolvimento de um foguete de pequeno porte, com o objetivo de lançar satélites em órbita baixa da Terra. Este projeto é parte do programa Veículo Lançador de Pequeno Porte (VLPP), financiado pela FINEP e em parceria com a Agência Espacial Brasileira (AEB).[1]

Origem e Histórico

O MLBR surgiu como uma iniciativa para atender à crescente demanda por lançamentos de pequenos satélites, conhecidos como nanosatélites e microssatélites. O projeto foi apresentado oficialmente em junho de 2024, durante a Revisão de Design Preliminar (PDR), realizada em São José dos Campos, São Paulo, e é desenvolvido por um consórcio de empresas brasileiras liderado pela Cenic Engenharia.[2]

Características Técnicas

O MLBR possui as seguintes especificações: [3]

Altura: 12 metros

Diâmetro: 1,1 metro

Massa de decolagem: 12 toneladas

Capacidade de carga útil: Aproximadamente 30 kg em órbita terrestre baixa (LEO).

Propulsão: Três estágios equipados com motores de propelente sólido (uma futura versão poderá ser equipada com o último estágio propulsionado por combustível líquido).[4]

Orçamento e Financiamento

O projeto do MLBR é financiado pelo programa VLPP, programa esse que recebeu um investimento de R$ 374 milhões da FINEP, sendo que o ML-BR em si recebeu R$ 190 Milhões, com a colaboração da AEB. Este investimento visa o desenvolvimento de tecnologias nacionais para lançamentos espaciais.[5]

Estado Atual de Desenvolvimento

Em 2025, o MLBR avançou para a Revisão Crítica de Projeto (CDR), marcando uma fase crucial no desenvolvimento do foguete. Além disso, foram realizados testes em voo do Sistema de Navegação Inercial com integração GNSS, essenciais para a operação do foguete.[6]

Cancelamento do Projeto VLN-AKR

O projeto concorrente ao MLBR, o VLN-AKR, liderado pela empresa Akaer, foi cancelado devido a irregularidades na prestação de contas. Isso deixou o MLBR como o único projeto privado em andamento no Brasil para o desenvolvimento de um microlançador.[7]

Desafios e Perspectivas Futuras

Apesar dos avanços, o projeto enfrenta desafios, incluindo a necessidade de garantir a continuidade do financiamento e a superação de obstáculos técnicos. A previsão é que o MLBR realize seu primeiro lançamento em 2026, consolidando o Brasil como um dos poucos países com capacidade própria de lançamento de satélites.[8]

Referências