Meu Pai Oxalá

"Meu Pai Oxalá"
Single de Vinícius de Moraes e Toquinho
Lançamento 1973
Gênero(s) MPB
Duração 2:40
Composição Vinícius de Moraes e Toquinho

"Meu Pai Oxalá" é uma canção escrita por Vinícius de Moraes e Toquinho em 1973. Esta composição de samba, que é pesadamente influenciando pela religião da candomblé, foi tocando pela primeira vez pela dupla. Há também versões interpretadas exclusivamente por cada um deles.

A música fez parte da trilha sonora da telenovela O Bem-Amado (1973) sendo o tema do personagem Zelão das Asas (Milton Gonçalves).[1]

Contexto

Em 1970 no Uruguai, o Vinicius de Moraes casou com a atriz Gesse Gessy, o ultimo fez ele imergir profundamente no universo de candomblé, como poder ser observando em esta composição. A música recupera valores africano em narrativa, que remonta às lendas e/ou personagens mitológico da religião da origem africana, e também introduz características de instrumentos de canto na naquela cultura. Não que isso fosse novidade, em que o Vinícius já tinha experimentando, com Baden Powell no álbum de 1966 Os Afro-sambas.[2] A diferencia que nos anos 60, essas composições foram feitas como um relacionamento de flerte enquanto, nos anos 70, o relacionamento com candomblé e seus mistérios é a de um buscador. Nesta fase, o conteúdo religioso das músicas vem de um sincretismo, com o poeta questionando os valores místicos do seu treinamento religioso inicial e incorporando outros valores, outros crenças como do candomblé, que ele foi internalizado e esta é a parte de sua sensibilidade como poeta.[3]

Referências

  1. Xavier, Nilson. «O Bem-Amado (a novela)». Teledramaturgia. Consultado em 2 de agosto de 2025 
  2. Arrais, Tadeu Alencar; Oliveira, Adriano Rodrigues de; Viana, Juheina Lacerda; Alencar, Diego Pinheiro; Salgado, Tathiana Rodrigues; Neto, Jorge de Moraes; Souza, Maria Ester de (27 de agosto de 2020). «Celeiros da pobreza urbana: suplementação de renda e isolamento social em ambientes metropolitanos nos tempos pandêmicos». Vigilância Sanitária em Debate: Sociedade, Ciência & Tecnologia. 8 (3): 11–25. doi:10.22239/2317-269x.01609Acessível livremente 
  3. A. Evaristo Borges, cit., pp.141-142