Messejana (Fortaleza)
Messejana | |
|---|---|
| Bairro | |
| Localização | |
| Unidade federativa | |
| Distrito | Messejana |
| Município | |
| Características geográficas | |
| Área total | 6,05 km²[1] |
| População total | 41,689[1] hab. |
| Densidade | 6.886,19[1] hab./km² |
| • Homens | 19,277[1] |
| • Mulheres | 22,412[1] |
| • IDH | 0,376[1] |
| Outras informações | |
| Limites | Norte: Cajazeiras, Parque Iracema e Cambeba Sul: Ancuri, Paupina e Coaçu Leste: José de Alencar, Curió e Guajerú Oeste: Barroso e Jangurussu |
| Subprefeitura | Secretaria Executiva Regional (SER) 6[1] Território 28 |
| Fonte: IPLANFOR | |
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Messejana é um bairro localizado na zona sul do município de Fortaleza, no estado do Ceará, Brasil. É um bairro rico em fatos históricos. Nele, nasceram o escritor José de Alencar, o arcebispo emérito de Olinda e Recife Dom Hélder Câmara[2] e o ex-ditador brasileiro Castello Branco.[3]
Etimologia
A palavra Messejana, segundo José de Alencar ("Iracema", 1ª edição), vendo da língua Tupi (originalmente "Mocejana"), conforme nota originária do livro: "O verbo cejar significa — abandonar; a desinência ana indica a pessoa que exercita a ação do verbo. Cejana significa "o que abandona". Junta à partícula mo do verbo monhang — fazer, vem a palavra a significar o que fez abandonar ou que foi lugar e ocasião de abandonar". Tal origem, de acordo com a prefeitura de Fortaleza, está incorreta, tendo o nome originado do termo de ascendência árabe "mosjana", significando "cárcere" ou "prisão".[4]
História
Antes das chegada dos portugueses com as missões militares e religiosas, neste local habitavam os índios potiguaras, segundo o relato do navegador Jan Baptist Siyns, que, em 1600, foi recebido por estes índios.[5]
Apenas com a incursão de Martim Soares Moreno, a colonização portuguesa do Ceará começou a florescer efetivamente. Um dos fatores para esse processo foi a construção do Forte de São Sebastião na região conhecida hoje como Barra do Ceará, com o auxílio de Jacaúna e de sua tribo, vindos da região do Jaguaribe, o que gerou uma aglomeração junto à fortaleza. Tempos depois, essa aglomeração foi destacada para as terras do Mondubim, onde foi formado o Arraial do Bom Jesus da Parangaba por solicitação dos jesuítas. Apenas nos idos dos anos de 1690 é que é formada a aldeia de Paupina, povoada por parte da população que fazia parte da aldeia de Parangaba, criada por volta de 1662.
Os jesuítas foram responsáveis pela urbanização de Messejana. Por exemplo: eles construíram a primeira capela neste local, capela esta que, em 1° de outubro de 1871, foi elevada à categoria de paróquia. A base da atual Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição foi feita no local da capela original.
No dia 1º de janeiro de 1760 foi fundada a "Vila Nova de Messejana da América", após a expulsão dos jesuítas do Brasil na era Pombalina, em 1759. Nos séculos XVII, Messejana viveu de progresso e teve uma importante função econômica dentro do Ceará, pois serviu de via de seu escoamento de gado na época da carne de sol e charque. Deste período, ainda existem vestígios da Estrada Parangaba-Messejana (hoje "Paranjana") e a "Estrada do Fio".
Mais tarde, no século XIX, esta foi uma das vias de escoamento do algodão vindo das regiões Jaguaribana e Sertão do Central. O algodão era exportado pelo Porto de Fortaleza. Em 1836, foi inaugurado o Cemitério Público de Messejana, hoje o cemitério mais antigo de Fortaleza.
Em 1921, o então governador do Ceará, Justiniano de Serpa, rebaixou o município de Messejana à categoria de distrito anexado ao município de Fortaleza.
Messejana nos dias de hoje
O bairro é conhecido também pela Lagoa da Messejana, onde há uma estátua representando a personagem Iracema, da obra de José de Alencar. Nas comemorações dos 278 anos de Fortaleza, e em comemoração dos 175 anos de José de Alencar, foi feito um concurso para eleger a musa do Ceará. Além do título, a vencedora teria o seu rosto esculpido na estátua de fibra de vidro criada dentro da lagoa. A vencedora foi a então apresentadora da TV União e depois participante do programa de televisão Big Brother Brasil Natália Nara. Outros lugares e instituições referenciais do bairro são: o Hospital de Messejana (construído em 1930 pelo arquiteto Emílio Hinko), que recebe pacientes de todo o Ceará;[6] o Hospital de Saúde Mental de Messejana; a Vila Olímpica de Messejana; o terminal integrado da Messejana; e a casa onde nasceu José de Alencar, transformada hoje em museu.
Messejana também é conhecida pela Feira de Messejana, uma das maiores feiras de Fortaleza, que acontece todos os dias, tendo como dias principais o sábado e domingo. No meio da semana, ocorre uma pequena feirinha em torno do Mercado Central.
Referências
- ↑ a b c d e f g IPLANFOR (2020). «Fortaleza em Bairros: Dados Gerais - Messejana». Fortaleza em Mapas. Consultado em 13 de fevereiro de 2021
- ↑ O legado de Dom Helder Câmara, acesso em 22 de agosto de 2016
- ↑ «Castello Branco». Presidência da República Federativa do Brasil. Consultado em 23 de julho de 2010
- ↑ «121 Bairros de Fortaleza». bairros.fortaleza.ce.gov.br. Consultado em 15 de setembro de 2025
- ↑ Teensma, B. V. Roteiro de um Brasil desconhecido – João de Laert – Descrição das costas do Brasil. Petrópolis. Kapa Editorial, 2007, pag. 134 - 146
- ↑ «BREVE HISTÓRIA DO HOSPITAL DE MESSEJANA». Sociedade Brasileira da História de Medicina. Consultado em 24 de julho de 2010