Menires de Lavajo
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sem protecção legal (d) |
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Os Menires de Lavajo, também referidos como Conjunto megalítico de Lavajo, é um monumento megalítico situado na atual Freguesia de Alcoutim e Pereiro do Município de Alcoutim, no Algarve, em Portugal.[1]
Consiste num alinhamento de três monólitos,[2] sendo um de forma fálica. Este é o de maiores dimensões conhecido em território português com um comprimento de 3,14 m de altura.[carece de fontes]
Descrição
O conjunto dos Menires do Lavajo situa-se no topo de uma colina com 155 m de altitude, entre dois cursos de água, o Vale do Lavajo e o Barranco do Lavajo.[3] Encontra-se a cerca de 1,5 Km da localidade de Afonso Vicente, na antiga freguesia de Alcoutim, sendo um dos poucos monumentos megalíticos de funções não funerárias situado na região do Sotavento algarvio.[3]
É formado por três menires em grauvaque, em tons cinzentos escuros, de secção elipsoidal,[2] embora apenas dois é que situem na sua posição original, enquanto que o terceiro foi preservado no Museu de Alcoutim.[3] Apresentam alturas distintas,[3] tendo o maior uma altura de 3,14 m,[2] sendo de forma sensivelmente fálica.[3] O segundo menir encontra-se dividido em três elementos de configuração estelar, enquanto que o terceiro, no Museu de Alcoutim, está muito fragmentado.[3] Todos os menires estão profusamente decorados, incluindo sulcos verticais, covinhas, elementos antropomórficos e geométricos circulares e semicirculares, de forma semelhante a ferraduras.[3]
O monumento está integrado na organização do Museu Municipal de Alcoutim.[4]
A cerca de 250 m, no outro lado do vale conhecido como Barranco do Lavajo, encontra-se um segundo grupo de menires, conhecido como Lavajo II,[5] e que é composto por quatro exemplares, de dimensões inferiores e sem motivos decorativos.[3] Destaca-se igualmente a descoberta de um dormente e um movente numa colina próxima dos menires, tendo Rui Parreira avançado a teoria de que este local poderia ter sido utilizado em rituais.[6] O espólio recolhido no primeiro local inclui uma enxó em grauvaque, e pelo menos um fragmento de uma peça de cerâmica manual,[3] enquanto que no sítio do Lavajo II foram encontradas peças em sílex, como micrólitos subtriangulares e uma ponta de seta, além de um formão em grauvaque e parte de um machado em fibolito.[5]
História
Os menires datam provavelmente do período de 3500 a 2800 a.C., que é geralmente considerado como parte da fase de transição entre os finais do Neolítico e os inícios do Calcolítico.[3]
O primeiro menir foi identificado em 1992, pelos arqueólogos António do Nascimento, João Luís Cardoso e Mário Varela Gomes.[2] Porém, as primeiras escavações científicas no local só foram feitas em 1998, sob a coordenação de João Luís Cardoso, tendo sido encontrados quatro fragmentos que correspondiam a dois outros menires, e os seus alveólos primitivos.[2] Três destes fragmentos permitiram a reconstrução parcial de um menir, enquanto que o quatro fazia parte de outro exemplar.[2]
Em 2003 foram feitas obras de restauro e reposição dos menires, coordenadas por João Luís Serrão da Cunha Cardoso,[7] e nesse ano iniciaram-se igualmente os trabalhos de instalação do parque de estacionamento.[8]
Em 2004 foi lançado pela Câmara Municipal de Alcoutim o Projecto de Recuperação e Valorização dos Menires do Lavajo I, que incluiu a realização de obras de restauro num dos menires, a recolocação de dois menires nos seus alvéolos originais, e a transferência de um dos fragmentos para o Núcleo Museológico de Arqueologia, onde passou a estar exposto ao público.[2] Foi instalado um parque de estacionamento, colocado um painel informativo, criado um percurso de visita, e erguida uma vedação em redor dos menires.[2] Após o final das obras, a estação arqueológica Menires do Lavajo foi oficialmente inaugurada em 25 de Abril de 2004.[2]
Ver também
- Lista de monumentos megalíticos de Portugal
- Alinhamento da Vilarinha
- Conjunto Megalítico do Monte dos Amantes
- Menires de Padrão
- Tolo do Cerro do Malhanito
- Tolo da Eira dos Palheiros
Referências
- ↑ «Menires de Lavajo / Conjunto megalítico de Lavajo». www.monumentos.gov.pt. Consultado em 4 de janeiro de 2024
- ↑ a b c d e f g h i «Menires do Lavajo». Museu Municipal de Alcoutim. Consultado em 22 de Janeiro de 2026
- ↑ a b c d e f g h i j COSTEIRA, C. «Lavajo I / Afonso Vicente». Portal do Arqueólogo. Instituto Público do Património Cultural. Consultado em 23 de Janeiro de 2026
- ↑ «Museu Municipal de Alcoutim comemora 25 anos como nova imagem e novo site». Sul Informação. 2 de Julho de 2020. Consultado em 22 de Janeiro de 2026
- ↑ a b «Lavajo II/ Afonso Vicente». Portal do Arqueólogo. Instituto Público do Património Cultural. Consultado em 23 de Janeiro de 2026
- ↑ «Lavajo». Portal do Arqueólogo. Instituto Público do Património Cultural. Consultado em 23 de Janeiro de 2026
- ↑ «Manutenção, proteção, conservação e restauro (2003)». Portal do Arqueólogo. Instituto Público do Património Cultural. Consultado em 23 de Janeiro de 2026
- ↑ «Acompanhamento (2003)». Portal do Arqueólogo. Instituto Público do Património Cultural. Consultado em 23 de Janeiro de 2026
Ligações externas
- Lavajo I / Afonso Vicente na base de dados Portal do Arqueólogo da Direção-Geral do Património Cultural
- Lavajo II/ Afonso Vicente na base de dados Portal do Arqueólogo da Direção-Geral do Património Cultural
- Menires de Lavajo / Conjunto megalítico de Lavajo na base de dados SIPA da Direção-Geral do Património Cultural
- «Página sobre os Menires de Lavajo, no sítio electrónico Megalithic» (em inglês)
- «Página sobre os Menires de Lavajo, no sítio electrónico Wikimapia» (em alemão)