Tujuba

Tujuba
Classificação científica edit
Reino: Animalia
Filo: Arthropoda
Classe: Insecta
Ordem: Hymenoptera
Família: Apidae
Tribo: Meliponini
Gênero: Melipona
Espécies:
M. rufiventris
Nome binomial
Melipona rufiventris
Lepeletier, 1836
Distribuição Geográfica
Sinónimos
  • Michmelia rufiventris

Melipona rufiventris (Lepeletier, 1836) é uma espécie de abelha sem ferrão brasileira da tribo Meliponini. É conhecida popularmente como tujuba[2], teúba, uruçu-amarela, entre outros nomes regionais. Alguns desses nomes populares também podem ser aplicados a outras espécies do gênero Melipona.

A espécie apresenta coloração variável, do negro ao ferrugíneo, com tegumento e pilosidade predominantemente ferrugíneos ou amarelados. Nidifica em ocos de árvores, onde forma colônias numerosas, e produz mel apreciado localmente. Trata-se de uma abelha eusocial, de comportamento defensivo pouco agressivo, geralmente limitado a beliscões.

Distribuição

Segundo o Catálogo Nacional de Abelhas-Nativas-Sem-Ferrão (Portaria ICMBio nº 665/2021), Melipona rufiventris ocorre nos estados de Goiás, Minas Gerais, São Paulo, Bahia, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul. Algumas fontes secundárias citam ocorrência em Paraná e Santa Catarina, mas não há documentação primária confiável que confirme essa distribuição nesses estados.[3]

Ecologia

Melipona rufiventris é uma espécie eusocial, vivendo em colônias numerosas e permanentes, caracterizadas por baixa agressividade. O comportamento defensivo consiste principalmente em beliscões.

Os ninhos são construídos preferencialmente em ocos de árvores. A entrada do ninho apresenta uma estrutura característica formada por raias convergentes de barro, permitindo a passagem de apenas uma abelha por vez. Internamente, os favos de cria são dispostos horizontalmente ou em forma helicoidal, não havendo diferenciação de células reais. O invólucro é bem desenvolvido, composto por múltiplas camadas de cerume, e os potes de alimento podem atingir cerca de 4 cm de altura.[4]

Conservação

Melipona rufiventris encontra-se classificada como Em Perigo (EN) na Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção, conforme a Portaria MMA nº 444, de 17 de dezembro de 2014.[1]

A principal ameaça à espécie é a perda e fragmentação de habitats naturais, especialmente no bioma Cerrado, associadas à expansão agropecuária, à urbanização e ao desmatamento. A retirada de ninhos da natureza para fins de criação e comércio ilegal também pode contribuir para a redução das populações locais.

Referências

  1. a b Brasil. Ministério do Meio Ambiente (17 de dezembro de 2014). «Portaria MMA nº 444, de 17 de dezembro de 2014 – Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção» (PDF). Diário Oficial da União. Consultado em 24 de dezembro de 2025 
  2. Infopédia. «tujuba | Dicionário Infopédia da Língua Portuguesa». Infopédia – Porto Editora. Consultado em 19 de abril de 2022 
  3. Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (3 de novembro de 2021). «Portaria nº 665, de 3 de novembro de 2021» (PDF). Diário Oficial da União. Consultado em 24 de dezembro de 2025 
  4. Nogueira-Neto, Paulo (1970). A criação de abelhas indígenas sem ferrão (Meliponinae). [S.l.]: Editora Chácaras e Quintais