Megalobulimus popelairianus
Megalobulimus popelairianus
| |||||||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
![]() Desenho de uma concha de M. popelairianus | |||||||||||||||
| Classificação científica | |||||||||||||||
| |||||||||||||||
| Nome binomial | |||||||||||||||
| Megalobulimus popelairianus (Nyst, 1845) | |||||||||||||||
| Sinónimos[1] | |||||||||||||||
| |||||||||||||||
Megalobulimus popelairianus é uma espécie de caracol tropical, um molusco gastrópode pulmonado da família Strophocheilidae.[2]
Distribuição
Megalobulimus popelairianus ocorre no Equador, na Bolívia (duvidoso)[3] e no Brasil.[2]
Descrição
A concha de Megalobulimus popelairianus é notavelmente grande (136-155 mm de comprimento e 85-98 mm de altura)[3] e sólida, com formato ovalado-cônico, superfície recoberta por um perióstraco espesso e brilhante e um umbílico estreito. A espira apresenta um afilamento relativamente regular, enquanto a penúltima volta é levemente saliente. A última volta é achatada na região dorsal. A coloração varia entre marrom-avermelhado escuro e castanho intenso, geralmente com finas estrias longitudinais mais escuras e uma faixa mais clara logo abaixo da sutura. As voltas iniciais têm tonalidade vermelho-opaca, e o ápice é branco.[3]
A protoconcha é composta por cerca de quatro voltas ornamentadas com fortes costelas longitudinais estreitas. Essa escultura torna-se menos evidente na quarta volta, especialmente próxima à sutura. As duas voltas seguintes, já na teleoconcha, têm rugas de crescimento irregulares e uma granulação espiral densa, mas de padrão desigual, que tende a desaparecer na última volta. Esta última é caracterizada por pregas longitudinais mais grossas e rugosidades irregulares. A sutura entre as voltas da concha é profunda, especialmente na última.[3]
A abertura, com formato trapezoidal, corresponde cerca de metade do comprimento total da concha. Tem cor interna branca, com um leve tom violáceo ou azulado. O lábio externo é espessado, bem refletido, geralmente branco ou com borda castanho-clara. A columela é branca, fortemente refletida, e se estende parcialmente sobre a volta do corpo. Continua pela parede parietal como um calo branco espesso e bem visível, que apresenta um ou dois nódulos baixos e calosos na região superior.[3]
Ovos
Megalobulimus popelairianus tem os maiores ovos de todos os gastrópodes terrestres. O tamanho do ovo é 51 × 35 mm.[4]
Referências
- ↑ «MolluscaBase - Megalobulimus popelairianus (Nyst, 1845)». www.molluscabase.org. Consultado em 11 de junho de 2025
- ↑ a b Norma Campos Salgado & Arnaldo C. dos Santos Coelho. 2003. Moluscos terrestres do Brasil (Gastrópodes operculados ou não, exclusive Veronicellidae, Milacidae e Limacidae) Arquivado em 2011-10-04 no Wayback Machine. Rev. Biol. Trop. 51 (Suppl. 3): 149-189, page 158. (in Portuguese with English abstract)
- ↑ a b c d e Pilsbry, Henry A. (1895–1896). «American Bulimi and Bulimuli. Strophocheilus, Plekocheilus, Auris, Bulimulus». In: Tryon, George Washington. Manual of conchology; structural and systematic. With illustrations of the species. Second series: Pulmonata (em inglês). 10. University of California Libraries. [S.l.]: Philadelphia, Pub. by the author (publicado em 1885–1935). p. 13
- ↑ Heller J.: Life History Strategies. in Barker G. M. (ed.): The biology of terrestrial molluscs. CABI Publishing, Oxon, UK, 2001, ISBN 0-85199-318-4. 1-146, cited pages: 424-427.
