Megalobulimus amandus

Megalobulimus amandus

Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Mollusca
Classe: Gastropoda
Ordem: Stylommatophora
Família: Megalobulimidae
Género: Megalobulimus
Espécie: M. amandus
Nome binomial
Megalobulimus amandus
Simone, 2012

Megalobulimus amandus é uma espécie de caracol, um molusco gastrópode terrestre da família Strophocheilidae. A espécie é endêmica do Brasil e foi descrita com base em conchas coletadas em área de Caatinga no estado da Bahia.

Taxonomia e nomenclatura

A espécie foi descrita em 2012,[1] a partir de conchas depositadas no acervo do Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo. O nome específico amandus provém do tupi amanda ou amana, que significa "chuva" ou "relacionado à chuva", em referência ao formato da concha, semelhante ao de uma gota d’água.[2]

Segundo a descrição original da espécie, M. amandus parece pertencer ao ''Complexo Megalobulimus oblongus".[2] Esse chamado complexo, como definido originalmente em 1998, abarca espécies com perióstraco que se descasca com animal ainda vivo (descíduo), perístoma avermelhado, superfícia da concha com escultura longitudinal forte, e protoconcha com superfície apresentando também escultura longitudinal composta de ondulações e cordas bem demarcadas.[3]

Descrição

A concha de Megalobulimus amandus é ovalada, com paredes grossas e ápice pontudo. Mede até 80 mm de comprimento e 50 mm de largura, com até 5½ voltas. A coloração externa é bege esbranquiçada uniforme em indivíduos sem perióstraco preservado, com perístoma de cor-de-rosa claro a vermelho; naqueles cujo perióstraco ainda resta, a superfície da concha é mais ou menos brilhosa, e há uma mistura faixas longitudinais marrons claras e escuras.[2] A escultura superficial da parte adulta da concha apresenta estrias de crescimento longitudinais, além de maleações na parte mais próxima da abertura. A abertura tem formato de elipse, e sua largura e altura correspondem aproximadamente à metade da largura e altura da concha inteira.[2]

A protoconcha tem cerca de 3 voltas, sendo a primeira lisa, e as demais apresentando escultura superficial composta por finas estrias longitudinais que se estendem de sutura a sutura.[2]

A anatomia do animal não é conhecida, pois nenhum dos espécimes examinados quando da descrição original da espécie incluía partes moles preservadas.[2]

Distribuição

Megalobulimus amandus é conhecida apenas de sua localidade-tipo, no município de Santa Maria da Vitória, estado da Bahia, Brasil, local inserido numa área de bioma de Caatinga.[2]

Referências

  1. «MolluscaBase - Megalobulimus amandus Simone, 2012». www.molluscabase.org. Consultado em 10 de junho de 2025 
  2. a b c d e f g Simone, L. R. L. (2012). «Taxonomical study on a sample of pulmonates from Santa Maria da Vitória, Bahia, Brazil, with description of a new genus and four new species (Mollusca: Orthalicidae and Megalobulimidae)». Papéis Avulsos de Zoologia. 52 (36): 431–439. doi:10.1590/S0031-10492012021600001Acessível livremente 
  3. Simone, Luiz R. L.; Leme, José L. M. (1998). «Two new species of Megalobulimidae (Gastropoda, Strophocheiloidea) from north São Paulo, Brazil» (PDF). Iheringia série Zoologia (85): 189‑203