Matias Ferreira de Mira
| Matias Ferreira de Mira | |
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| Nascimento | 21 de fevereiro de 1875 Canha |
| Morte | 7 de março de 1953 (78 anos) Santa Isabel |
| Cidadania | Portugal |
| Ocupação | médico, político, jornalista |
Matias Boleto Ferreira de Mira (Canha, Aldeia Galega do Ribatejo, 21 de fevereiro de 1875 – Santa Isabel, Lisboa, 7 de março de 1953) foi um médico e político português. Publicou uma vasta obra na área da ciência médica, didáctica e pedagogia, e foi um importante historiador de medicina portuguesa.
Biografia
Era filho do professor primário António Boleto Ferreira de Mira, também natural de Canha, e de Maria José Gomes Baptista, natural de Vendas Novas, então uma freguesia do concelho de Montemor-o-Novo.[1]
Estudou Medicina na Escola Médico-Cirúrgica de Lisboa; iniciou funções como médico em Canha (1899 a 1910).
A 1 de fevereiro de 1904, casou na igreja paroquial de Canha com Estrela Rosa da Silva Vassalo (Vendas Novas, c. 1887), doméstica, filha de Manuel Agostinho Vassalo e de Gertrudes da Silva Monteiro.[2]
Posteriormente dedicou-se à actividade docente: foi assistente (1912 a 1918) e professor encarregado do curso de Química Fisiológica (1918 a 1944) da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa.[3]
Foi o primeiro diretor do Instituto de Investigação Científica Bento da Rocha Cabral.
Teve ainda intensa actividade política: foi vereador da Câmara Municipal de Lisboa e deputado durante a Primeira República Portuguesa (eleito em 1921 e 1922 pelo círculo eleitoral de Santarém, nas listas do Partido Liberal Republicano). Iniciou a sua actividade partidária no Partido Unionista; em 1919 transitou para o Partido Liberal Republicano e, em Fevereiro de 1923, para o Partido Republicano Nacionalista.[3] Viria a abandonar o PRN no final de Julho de 1925, conjuntamente com Manuel Ferreira da Rocha e Alberto de Moura Pinto, na sequência do apoio ao Governo de António Maria da Silva.[3]
Morreu vítima de insuficiência cardíaca a 7 de março de 1953 em sua casa, na Rua Tenente Ferreira Durão, n.º 46, freguesia de Santa Isabel, em Lisboa, onde residia. Foi sepultado no Cemitério dos Prazeres, em jazigo de família.[4]
Referências
- ↑ «Livro de registo de batismos da paróquia de Canha - Aldeia Galega do Ribatejo (Montijo) (1872-1877)». digitarq.arquivos.pt. Arquivo Distrital de Setúbal. p. 67 e 67v, assento 9 (de 1875)
- ↑ «Livro de registo de casamentos da paróquia de Canha - Aldeia Galega do Ribatejo (Montijo) (1904)». digitarq.arquivos.pt. Arquivo Distrital de Setúbal. p. 1v e 2, assento 2
- ↑ a b c Baiôa, Manuel (2015). O Partido Republicano Nacionalista (1923-1935): «uma república para todos os portugueses» (anexos). Lisboa: ICS - Imprensa de Ciências Sociais. ISBN 978-972-671-347-0
- ↑ «Livro de registo de óbitos da 5.ª Conservatória do Registo Civil de Lisboa (1953-01-01 - 1953-05-06)». digitarq.arquivos.pt. Arquivo Nacional da Torre do Tombo. p. fls. 101, assento 201
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