Mateus 23

Papiro 77, um dos Papiros de Oxirrinco, um fragmento que contém os versículos 23:30-39 de Mateus.

Mateus 23 é o vigésimo terceiro capítulo do Evangelho segundo Mateus, no Novo Testamento da Bíblia. Ele apresenta um discurso vigoroso de Jesus Cristo contra a hipocrisia e a vaidade religiosa dos escribas e fariseus, e é tradicionalmente conhecido como o capítulo das “Críticas aos Fariseus” ou dos “Oito Ais”.

Neste capítulo, Jesus dirige-se inicialmente à multidão e aos seus discípulos, advertindo-os a respeitarem a autoridade dos que “sentaram-se na cadeira de Moisés, mas sem imitarem suas práticas, pois “dizem e não fazem” (Mateus 23:3). Em seguida, Cristo denuncia uma série de atitudes exteriores e legalistas que escondiam o orgulho, a busca de prestígio e a falta de verdadeira caridade.

As palavras de Jesus são de severa correção, mas também de zelo à verdade. Ele denuncia com veemência os fariseus por fecharem “aos homens o Reino dos Céus” (Mateus 23:13), por buscarem honras humanas e desprezarem o essencial da Lei — “a justiça, a misericórdia e a fidelidade” (Mateus 23:23). A famosa expressão “Ai de vós” repete-se diversas vezes, marcando o tom profético e penitencial do discurso.

Ao final, Jesus lamenta sobre Jerusalém, chorando por sua recusa em acolher os profetas e o próprio Messias: “Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas aqueles que te são enviados! Quantas vezes eu quis reunir teus fi­lhos, como a galinha reúne seus pinti­nhos debaixo de suas asas... e tu não quiseste!” (Mateus 23:37).[1]

Manuscritos

Ver também


Precedido por:
Mateus 22
Capítulos do Novo Testamento
Evangelho de Mateus
Sucedido por:
Mateus 24

Referências

  1. «É por amor que se corrige». Padre Paulo Ricardo. 26 de agosto de 2020. Consultado em 16 de outubro de 2025 

Ligações externas