Marvinia Jiménez
| Marvinia Jiménez | |
|---|---|
![]() Jiménez em manifestação em dezembro de 2014. | |
| Nome completo | Marvinia Jiménez |
| Nascimento | 1979 (47 anos) |
| Nacionalidade | venezuelana |
| Ocupação | costureira e ativista |
| Principais trabalhos | atuação no Comitê de Vítimas contra a Repressão[1] |
Marvinia Jiménez (1979) é uma costureira venezuelana que foi agredida por membros da Guarda Nacional Bolivariana durante os protestos na Venezuela em 2014.[2] Após o episódio, Jiménez tornou-se ativista, pedindo que fossem realizadas mudanças pelo governo venezuelano.[1] Ela também passou a ser alvo de violência por parte das autoridades venezuelanas devido à repercussão do seu caso.[3]
Protestos na Venezuela em 2014
Incidente de agressão
Em 24 de fevereiro de 2014, Jiménez viajava entre seu ateliê e sua casa quando se deparou com membros da Guarda Nacional Bolivariana reprimindo uma manifestação.[4] Jiménez começou a tirar fotos do fato com seu telefone celular e então foi abordada por membros da Guarda Nacional.[4] Uma mulher pertencente à Guarda Nacional, Josneidy Nayari Castillo,[5][6][7] jogou Jiménez no chão, deu-lhe socos, chutes e golpes com um capacete e depois a levou a uma instalação do governo onde ela teria sido novamente abusada.[4]
Após o incidente, Jiménez foi acusada de resistência à prisão, agressão contra os agentes, danos à propriedade e incitação à desobediência, sendo obrigada a se apresentar a cada 30 dias.[4] Josneidy Nayari Castillo, a integrante da Guarda Nacional que havia agredido Jiménez, foi libertada poucos dias depois, em 14 de março, e não foi processada por nenhuma irregularidade,[3][4] sendo posteriormente promovida a tenente da Guarda Nacional.[8] Outros agentes envolvidos no episódio não foram identificados.[5]
Protestos na Venezuela em 2017
Em 24 de maio de 2017, Jiménez tomava banho pela manhã quando ouviu confrontos entre a Guarda Nacional e manifestantes em seu bairro, em La Isabelica. Guardas nacionais estavam disparando bombas de gás lacrimogêneo e cartuchos de espingarda contra os manifestantes, tentando dispersá-los, quando Jiménez gritou da varanda pedindo aos vizinhos que começassem a registrar as ações. Os guardas reconheceram Jiménez e dispararam suas espingardas em direção a ela, atingindo-lhe o braço. Depois de ser ferida por estilhaços, ela ainda tentou ajudar um homem a subir no telhado enquanto ele fugia da repressão, mas foi baleada mais uma vez e caiu do telhado sobre a garagem, fraturando a perna. Os guardas, pensando que a haviam matado, gritaram "Você pegou eles!" e fugiram do local, disparando uma última bomba de gás lacrimogêneo em seu apartamento, onde o filho de Jiménez se escondia. O homem que ela tentava ajudar foi deixado caído no estacionamento, com ferimentos de estilhaços de cartuchos pelo corpo.[3]
Meses depois, em 9 de agosto de 2017, agentes do SEBIN e do CONAS invadiram as casas de seu ex-marido e de familiares, prendendo-os enquanto a procuravam.[9]
Ativismo
Após o episódio de agressão, Jiménez passou a falar em manifestações contra o governo. Ela também se tornou integrante do Comitê de Vítimas contra a Repressão na Venezuela.[1] Em 24 de junho de 2014, discursou em uma manifestação chamada "Marcha pela Independência", em Altamira, organizada pelo Movimiento Estudiantil, onde figuras como María Corina Machado, Freddy Guevara e muitos outros venezuelanos se reuniram para exigir a libertação de estudantes presos.[5][10] No ato, ela também convocou os venezuelanos a comparecerem em grande número às manifestações para que "as autoridades do governo nacional tomem consciência da rejeição sentida pela população".[1]
Com o agravamento da situação na Venezuela e o ressurgimento dos protestos em 2017, Jiménez voltou a convocar manifestações. Ela afirmou não temer a morte, pois a considera inevitável, explicando que seu maior medo era que o povo venezuelano deixasse de protestar.[3]
Ver também
Referências
- ↑ a b c d Rojas, Beatriz (24 de junho de 2014). «Aún sigue libre funcionaria que agredió a Marvinia Jiménez». El Carabobeno. Consultado em 11 de dezembro de 2014. Arquivado do original em 11 de dezembro de 2014
- ↑ «Foro Penal critica cargos contra mujer que fue golpeada por la GNB». Venezuela Al Dia. 27 de fevereiro de 2014. Consultado em 11 de dezembro de 2014
- ↑ a b c d «Marvinia Jiménez: "Después de tres años la represión volvió a mi vida"». El Carabobeño (em espanhol). 30 de maio de 2017. Consultado em 1 de junho de 2018
- ↑ a b c d e Fermín, Alfredo (2 de dezembro de 2014). «Quiero justicia luego de nueve meses se haber sido agredida». El Carabobeno. Consultado em 10 de dezembro de 2014. Arquivado do original em 11 de dezembro de 2014
- ↑ a b c «Marvinia, víctima de la represión, marchó también por la Libertad». La Patilla. 24 de junho de 2014. Consultado em 11 de dezembro de 2014
- ↑ «Denuncian que funcionaria que golpeó a Marvinia Jiménez está libre». El Diario de Caracas. 15 de março de 2014. Consultado em 10 de dezembro de 2014
- ↑ «Funcionaria que agredió a manifestante en Valencia queda en libertad». Venezuela Al Dia. 14 de março de 2014. Consultado em 11 de dezembro de 2014
- ↑ Calisa (7 de fevereiro de 2018). «Régimen premia a "la diabólica" ascendiéndola a teniente de la GNB - Venezuela al dia». Venezuela al día (em espanhol). Consultado em 1 de junho de 2018
- ↑ Borges, Daniela (10 de agosto de 2017). «Sebin tras la pista de Marvinia Jiménez, activista agredida por GP en 2014». El Nacional (em espanhol). Consultado em 1 de junho de 2018
- ↑ «Oposición marcha hoy por la independencia (Tuits +Fotos)». Venezuela Al Dia. 24 de junho de 2015. Consultado em 11 de dezembro de 2014
