Martins d'Alvarez
Martins d’Alvarez | |
|---|---|
| 2.º Reitor da Universidade Federal de Goiás | |
| Período | 1964 a 1964 |
| Antecessor(a) | Colemar Natal e Silva |
| Sucessor(a) | Jerônimo Geraldo de Queiroz |
| Dados pessoais | |
| Nascimento | 14 de setembro de 1904 Barbalha, CE |
| Morte | 03 de julho de 1993 (88 anos) Rio de janeiro, RJ |
| Nacionalidade | brasileiro |
| Progenitores | Mãe: Antônia Leite Martins Pai: Antônio Martins de Jesus |
| Alma mater | Faculdade de Farmácia, Odontologia e Enfermagem da Universidade Federal do Ceará |
José Martins d’Alvarez (Barbalha, 14 de setembro de 1904 — Fortaleza, 3 de julho de 1993) foi um jornalista, professor, romancista e poeta brasileiro.
Biografia
Filho de Antônio Martins de Jesus e Antônia Leite Martins. Irmão do escritor e jurista Fran Martins, do escritor Cláudio Martins e do renomado jurista Antônio Martins Filho, fundador e reitor da Universidade Federal do Ceará.[1][2]
Fez os estudos primários em Barbalha e no Crato, os secundários, no Liceu do Ceará em Fortaleza. Formou-se em Odontologia na Faculdade de Farmácia e Odontologia do Ceará, atual Universidade Federal do Ceará. Transferiu em 1938 sua residência para o Rio de Janeiro. Foi dentista da Saúde Pública de Fortaleza e cirurgião dentista no Rio de Janeiro.[3]
Entrou para o magistério como professor de Educação Sanitária da Escola Normal do Ceará. Ingressou na Faculdade Nacional de Odontologia da Universidade do Brasil, atual Universidade Federal do Rio de Janeiro, alcançando a livre-docência da Cadeira de Clínica Odontológica. Como professor pela Faculdade de Farmácia e Odontologia do Rio de Janeiro, atual Universidade Federal Fluminense, regeu três cadeiras. Fez concurso para catedrático de Metalurgia e Química Aplicada da Faculdade Fluminense de Medicina, sendo aprovado com distinção. Conquistou a segunda cátedra, na Universidade do Brasil, depois de submeter-se a concurso de nova livre-docência, sendo professor de Metalurgia e Química Aplicada.[4]
No jornalismo, iniciou a carreira na Gazeta Cariry, no Crato, depois colaborou com a imprensa em vários jornais e revistas como O Povo de Fortaleza, na Revista Fon-Fon, Revista Vamos Ler!, Revista Dom Casmurro, A Notícia, Diário, Meio-Dia, do Rio de Janeiro e na Gazeta-Magazine, de São Paulo.
Publicou seu livro de estreia em 1930, Choro Verde (a ronda das horas verdes).[5] Em 1932, Quarta-feira de Cinzas; um ano após, Vitral; quatro anos depois, o romance Morro do Moinho e o livro de poesias O Norte Canta, em 1941.[6] Em 1944 lançou o livro para crianças No Mundo da Lua; verdadeira ciranda poética onde os meninos são sempre alegres e todos os homens bondosos. Mais tarde – 1944 – editou Chama Infinita. O ensaio O Nordeste que o Sul não conhece, em 1953. Ritmos e Legendas foi lançado em 1959. Poesia do cotidiano, 1977. A Morte do Anjo da Guarda, 1979.[7]
Foi reitor pro tempore da Universidade Federal de Goiás (UFG), sendo o segundo reitor dessa universidade. Assumiu a reitoria após a exoneração do reitor Colemar Natal e Silva, acusado de subversão no período do Golpe de Estado no Brasil em 1964.[8]
Sócio Correspondente do Instituto do Ceará.[9] Patrono do Instituto Cultural do Cariri.[10] Foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Odontologia, exercendo a presidência entre 1957 a 1959.[11][12]Foi associado do Rotary Club do Rio de Janeiro e presidente no período 1960-1961.[13] Compôs com Joaquim Cruz Neves o Hino do município do Crato.[14]
Faleceu no Rio de Janeiro(RJ), no dia 3 de julho de 1993.
Obras publicadas
A Preguiça
- A preguiça ficou doente
- Com preguiça de comer.
- Preguiça não quis remédio
- Com preguiça de beber.
- Preguiça não sai de casa
- Preguiça de levantar!
- Preguiça não se espreguiça
- Preguiça de esticar.
- Preguiça tem tal preguiça
- De sarar e de viver,
- Que preguiça só não morre
- Com preguiça de morrer.

- Martins d’Alvarez
- Choro Verde (versos), Rio de Janeiro, Ed.Moderna, 1930.
- Quarta-feira de cinzas (novela), Fortaleza, Ed.Ramos Pouchain, 1932.
- Vitral (poesias), Fortaleza, Ed.Ramos Pouchain, 1933.
- Morro de moinho (romance), Rio de Janeiro, Ed.lrmãos Pongetti, 1937.[15]
- No mundo da Lua: Poesias para crianças (poesias), Rio de Janeiro, Ed.lrmãos Pongetti (3 edições), 1942.
- O norte canta... (poesias), Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 1947.[16]
- Chama infinita (poesias). Ed.Fortaleza, 1949.
- O Nordeste que o Sul não conhece (prosa), ed.do Rotary Clube de S. Paulo, 1953.[17]
- Ritmos e legendas (poesias escolhidas) Rio de Janeiro, Ed.Pongetti,1954;
- História trágica da anestesia (prosa), Rio de Janeiro, Ed.de Ouro (livro de bolso),1963.
- O medo no século XX (prosa), Rio de Janeiro, Ed.de Ouro(livro de bolso), 1964.
- Roteiro sentimental: geopolítica do Brasil (poesias escolhidas), Ed. Min. da Educação e Cultura, 1967.[18]
- Poesia do cotidiano (poesias), 1977.
- A Morte do Anjo da Guarda (contos), 1979.
- Ficções (contos), 1997.
- Escreveu vários outros livros de trabalhos científicos da sua especialidade.
Ver também
Referências
- ↑ MACEDO, Joaryvar. A Estirpe de Santa Teresa: Subsídios para a genealogia dos Terésios : Paes Landim, Jesus, Cruz Neves, Cruz, Saraiva da Cruz, Cruz Santana, Macêdo, Lôbo de Macêdo, Dias Sobreira, Olegário e muitos outros. Fortaleza. 1ª Edicao. Imprensa Universitária do Ceará. 1976. 1.223 p.
- ↑ LEITE, José Bernardino Carvalho. A Família Caldas: Do Município de Barbalha. Fortaleza: Editora "Instituto do Ceará", 1966. 61 p. (páginas 28-29, 35-36).
- ↑ GALENO, Cândido Maria S.. Trovadores cearenses. Brasil: Editora H. Galeno, 1976.
- ↑ REVISTA ITAYTERA. «Morrem Dois Insignes Escritores Cearenses» (PDF). Instituto Cultural do Cariri. Consultado em 12 de abril de 2025
- ↑ NASCIMENTO, F. S.. Apologia de Augusto dos Anjos: e outros estudos. Brasil: UFC, Casa de José de Alencar, Programas Culturais, 1990.
- ↑ LEDA MENDES JORGE. «Martins D'alvarez». Revista da Academia Fluminense de Letras Ano 4, 2023. Consultado em 12 de abril de 2025
- ↑ GIRÃO, Raimundo., Martins, Antônio. O Ceará. Portugal: Editôra Fortaleza, 1945.
- ↑ JORNAL UFG. «Ex-Reitores». Jornal UFG. Consultado em 12 de abril de 2025
- ↑ INSTITUTO DO CEARÁ. «Sócios Correspondentes». Instituto do Ceará. Consultado em 12 de abril de 2025
- ↑ ICC-INSTITUTO CULTURAL DO CARIRI. «Patronos». Instituto Cultural do Cariri. Consultado em 12 de abril de 2025
- ↑ ACBO-ACADEMIA BRASILEIRA DE ODONTOLOGIA. «Fundadores». Academia Brasileira de Odontologia. Consultado em 12 de abril de 2025
- ↑ ACBO-ACADEMIA BRASILEIRA DE ODONTOLOGIA. «Presidentes e Patronos». Academia Brasileira de Odontologia. Consultado em 12 de abril de 2025
- ↑ ROTARY CLUB RJ. «Galeria de Ex-Presidentes». Rotary Club do Rio de Janeiro. Consultado em 12 de abril de 2025
- ↑ PORTAL INSTITUCIONAL DA PREFEITURA DO CRATO. «Hinos». Prefeitura Municipal do Crato. Consultado em 12 de abril de 2025
- ↑ D'ALVAREZ, MARTINS (1937). Morro do moinho. [S.l.]: Irmãos Pongetti
- ↑ D'ALVAREZ, MARTINS (1938). O norte canta... [S.l.]: Civilização Brasileira
- ↑ D'ALVAREZ, MARTINS (1953). O nordeste que o sul não conhece. [S.l.]: Rotary Club de São Paulo
- ↑ D'ALVAREZ, MARTINS (1967). Roteiro Sentimental:Geopoética do Brasil. [S.l.]: Min. da Educação e Cultura