Martin Kirschner

Martin Kirschner (Breslávia, 28 de outubro de 1879Heidelberg, 30 de agosto de 1942) foi um cirurgião alemão.

Biografia

Nascido em Breslau (hoje Wrocław, Polônia) em 28 de outubro de 1879, Kirschner estudou medicina em Freiburg, Estrasburgo, Zurique e Munique; tornou-se professor e chefe de cirurgia em Königsberg (1916), Tübingen (1927) e Heidelberg (1934), onde faleceu em 30 de agosto de 1942.[1]

Contribuições marcantes

  • Fio/Pino de Kirschner (K-wire) — Em 1909, introduziu um pino liso para tração esquelética (“Nagelextension”), que evoluiu para fios finos de aço cromado inseridos percutaneamente sem pré-perfuração (a partir de 1927, com um guia “sanfonado”). Hoje, os K-wires são padrão especialmente em fraturas da mão. Curiosidade: no começo, o dispositivo era pensado para tração (alternativa aos pregos de Steinmann), e só depois se popularizou para fixação de fraturas.
  • Embolectomia pulmonar — Em 18/03/1924, realizou a primeira embolectomia pulmonar bem-sucedida (a operação de Trendelenburg), marco da cirurgia torácica/vascular.
  • Neurocirurgia estereotáxica pioneira — Em 1933, descreveu tratamento da neuralgia do trigêmeo por punção do gânglio de Gasser e ablação por eletrocoagulação — uma das primeiras aplicações humanas de estereotaxia.
  • Trauma, emergência e anestesia — Organizou serviços móveis de atendimento, ajudou a estruturar a cirurgia do trauma e a medicina de emergência; também escreveu sobre técnicas de analgesia/anestesia. [2]

Linha do tempo (flash)

  • 1904 — Doutorado em Estrasburgo. Acta Orthopaedica Belgica
  • 1909 — Publica sobre tração com pinos (embrião do K-wire). Life in the Fast Lane • LITFL
  • 1916 / 1927 / 1934 — Cátedras em Königsberg, Tübingen, Heidelberg. Acta Orthopaedica Belgica+1
  • 1924 — Embolectomia pulmonar bem-sucedida. Wikipedia
  • 1933 — Estereotaxia para neuralgia do trigêmeo. Wikipedia
  • 1942 — Morre em Heidelberg. Acta Orthopaedica Belgica

Legado

Kirschner deixou um “tripé” de impacto:

  1. Tecnologia simples e versátil (K-wire) que até hoje resolve do escafoide ao maléolo, com inserção minimamente invasiva;
  2. Coragem técnica em cenários críticos (embolectomia pulmonar);
  3. Visão de sistema para organizar trauma/emergência e difundir protocolos.