Mariya Borovichenko

Mariya Sergeyevna Borovichenko
Nascimento
Morte
14 de julho de 1943 (17 anos)

PrémiosOrdem da Bandeira Vermelha

Heroína da União Soviética
Ordem da Estrela Vermelha
Ordem de Lenin

Medalha de Bravura
Serviço militar
País União Soviética
Anos de serviço1941–1943
Patentemédica
praça
sargento
ConflitosSegunda Guerra Mundial

Mariya Sergeyevna Borovichenko (Kiev, 21 de outubro de 1925Oblast de Kursk, 14 de julho de 1943) foi uma médica militar soviética, praça e sargento do 32º Regimento de Artilharia da Guarda Soviética, condecorada com a Medalha de Serviço em Combate, a Medalha de Bravura, a Ordem da Estrela Vermelha e a Ordem da Bandeira Vermelha. Ela recebeu postumamente o título de Heroína da União Soviética em maio de 1965 por salvar um tenente.[1]

Biografia

Mariya nasceu em 1925, em Kiev, na Ucrânica soviética. Era órfã e foi criada por seu tio perto de Mysholovka (que significa "Ratoeira"). Alistou-se como enfermeira assim que a Segunda Guerra Mundial começou. Ao fugir de Kiev após o ataque alemão, ela coletou informações valiosas e as entregou à 5ª Brigada Aerotransportada do 3º Corpo Aerotransportado, comandada por Alexander Rodimtsev, o que permitiu aos soviéticos derrotar algumas tropas alemãs; isso lhe garantiu uma posição no serviço militar.[2]

Em 13 de agosto de 1941, ela foi ferida em uma batalha ao sul de Kiev e, apesar dos ferimentos, continuou lutando e salvou seu comandante da captura alemã. Mais tarde, capturou um oficial alemão de alta patente e, com esse feito, começou a atrair a atenção de Rodimtsev, que acompanhou de perto suas conquistas. No entanto, a própria Borovichenko foi capturada perto da vila de Kazaktskoye, mas logo conseguiu escapar e avisar sua equipe.[2]

Em 5 de setembro de 1941, depois que os alemães cercaram Kiev, Rodimtsev moveu suas tropas para o rio Seym, perto de Konotop, mas os alemães os seguiram e tentaram atraí-los para atravessar uma ponte ferroviária danificada. Contudo, Borovichenko previu a manobra e convenceu seus camaradas a ajudá-la a instalar uma metralhadora Maxim e, como observadora e carregadora, abriu caminho para as tropas; Rodimtsev a parabenizou pessoalmente. Em 17 de setembro, ela capturou sozinha dez soldados alemães durante uma missão de reconhecimento. Ela foi destaque nos jornais enquanto continuava lutando na linha de frente. Na Batalha de Stalingrado, seu noivo foi atingido por uma bala.[2][3]

Conhecida pelos combatentes como Mashenka de Myshelovka, Borovichenko era companheira de outro paramédico, Mikhail Kravchuk. Ao avistar um tanque inimigo, Borovichenko lançou uma granada e cobriu o tenente do pelotão P. Korniyenko com seu corpo. Nesse momento, um projétil explodiu a seus pés e ela foi morta por um estilhaço. Rodimtsev a considerava uma de suas soldados favoritas e ela foi enterrada perto de Mikhalskoyve. Em 6 de maio de 1965, ela foi homenageada como Heroína da União Soviética.[1][2]

A escola N122, que Mariya frequentou em Kiev, recebeu o seu nome e um filme foi rodado em 1965 (Нет неизвестных солдат), produzido com precisão e que incluía cinejornais. Uma rua em Ivnya, Belgorod, também recebeu o seu nome.[1][2]

Referências

  1. a b c Родимцев А.И. Гвардейцы стояли насмерть (em russo). Victory.mil.ru. Consultado em 5 de dezembro de 2025. Cópia arquivada em 21 de dezembro de 2012 
  2. a b c d e Sakaida, Henry (2012). Heroines of the Soviet Union 1941-45. [S.l.]: Osprey Publishing. p. 22. ISBN 978-1780966519. Consultado em 5 de dezembro de 2025 
  3. «Боровиченко Мария Сергеевна». www.warheroes.ru. Consultado em 5 de dezembro de 2025