Mário Ferreira dos Santos
| Mário Ferreira dos Santos | |
|---|---|
| Nome completo | Mário Dias Ferreira dos Santos |
| Escola/Tradição | Neopitagorismo Tomismo Mutualismo pitagorismo anarquismo[1] Aristotelismo[2] Escotismo |
| Data de nascimento | 3 de janeiro de 1907 |
| Local | Tietê, Brasil |
| Morte | 11 de abril de 1968 (61 anos) |
| Local | São Paulo, Brasil |
| Principais interesses | filosofia, política, psicologia, oratória, religiões comparadas |
| Religião | Cristianismo |
| Ideias notáveis | Filosofia Concreta Mathesis Megiste[3] |
| Era | Filosofia contemporânea |
| Influências | Pitágoras, Platão, Nietzsche, Aristóteles, Pierre-Joseph Proudhon, Carl Jung,[4] João Duns Escoto, Henri-Frédéric Amiel, Francisco Suárez |
| Influenciados | Jaime Cubero,[5] Olavo de Carvalho[6] Stanislavs Ladusãns |
| Parte de uma série sobre |
| Socialismo libertário |
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Mário Dias Ferreira dos Santos (Tietê, 3 de janeiro de 1907 – 11 de abril de 1968) foi um filósofo, tradutor, advogado e escritor brasileiro, reconhecido por suas contribuições a filosofia e à divulgação de diversos autores.
Publicou livros e estudos sistemáticos sob o título Enciclopédia de Ciências Filosóficas e Sociais e desenvolveu um sistema próprio denominado Filosofia Concreta. Atuou como foi militante anarquista[7] e se destacou como um dos poucos estudiosos brasileiros do anarquismo cristão, participando de forma ativa no Centro de Cultura Social(CCS), um dos principais núcleos anarquistas de São Paulo na primeira metade do século XX.[8] Sua obra foi lida, citada e recomendada por importantes figuras do anarquismo brasileiro, como Edgard Leuenroth e Jaime Cubero.[9]
Biografia
Mário Dias Ferreira dos Santos nasceu em 3 de janeiro de 1907, na cidade de Tietê, estado de São Paulo. Era filho de Francisco Dias Ferreira dos Santos, natural do Norte de Portugal, e de Maria do Carmo dos Santos; seu pai foi foi proprietário de uma companhia teatral itinerante, estabelecida em Pelotas, no Rio Grande do Sul.
Ainda jovem, Mário Ferreira dos Santos participou do curta-metragem de ficção Os Óculos do Vovô, dirigido por seu pai, considerado o filme brasileiro mais antigo de que se tem registro.[10]
Recebeu educação em um colégio jesuíta e, em 1925, ingressou no curso de Direito da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, estreando na tribuna jurídica em 1928 ao atuar em um caso criminal de grande repercussão em Pelotas. Paralelamente ao exercício da advocacia, auxiliou o pai na empresa Xavier & Santos,[11] formando-se em Direito e Ciências Sociais em 1930. A empresa familiar declarou falência em 1941, após o falecimento do pai em decorrência de negócios mal-sucedidos.[12]
Mário Ferreira dos Santos iniciou atividades como jornalista, escrevendo para jornais de Pelotas, bem como para o Diário de Notícias e o Correio do Povo, ambos de Porto Alegre. Atuou em projetos de alfabetização, propondo a criação de escolas para trabalhadores e centros de ensino para a população analfabeta. Participou da Revolução de 1930, tendo sido preso em função de críticas ao novo regime.[13]
Em 1929, se casou com Yolanda Duro Lhullier, com quem teve duas filhas: Nadiejda Santos Nunes Galvão e Yolanda Lhullier dos Santos. No início da década de 1940, colaborou com o periódico Movimento, de Porto Alegre, para o qual escreveu três artigos: "Escutai em Silêncio",[14] "Homem que vens das idades futuras"[carece de fontes] e "No mundo sempre houve sol".[15]
Entre 1943 e 1944, trabalhou como tradutor na Livraria do Globo, em Porto Alegre. Se mudou para São Paulo em 1945, onde continuou suas atividades de tradução na Editora Flama. Diante das dificuldades de publicação de seus próprios trabalhos, fundou as editoras Logos S.A. e Matese S.A., sendo pioneiro no sistema de venda de livros a crédito, realizado de porta em porta.
Mário Ferreira dos Santos faleceu em 11 de abril de 1968, em decorrência de doença cardiovascular.
Obras
Mário Ferreira dos Santos traduziu várias obras clássicas, de autores famosos, como Aristóteles, Pitágoras, Friedrich Nietzsche, Immanuel Kant, Blaise Pascal, Tomás de Aquino, Duns Scott, Henri-Frédéric Amiel e Walt Whitman.[13] A partir de 1947, passou a se dedicar integralmente à filosofia, mantendo a fidelidade à ideologia anarquista e ministrando aulas para alunos particulares e pequenos grupos informais. Segundo declaração do próprio autor:
"Nunca ocupei nenhum cargo em nenhuma escola, por princípio. Deliberei, desde os primeiros anos, tomar uma atitude que consiste em nunca disputar cargos que podem ser ocupados por outros. Sempre decidi criar o meu próprio cargo, a minha própria posição sem ter de ocupar o lugar que possa caber a outro. Eis por que não disputo, nunca disputei nem disputarei qualquer posição que possa ser ocupada por quem quer que seja."
Quanto à situação da filosofia no Brasil durante sua atuação, o pesquisador Luís Mauro Sá Martino afirma:
"Praticamente não existiam livros sobre os assuntos aos quais ele se referia. Filosofia era um produto importado e caro. As obras filosóficas principais não estavam traduzidas e os textos em circulação, em sua maioria, eram precários, por isso, foi preciso começar do zero, construir as bases de um pensamento filosófico e, em seguida, expor sua filosofia original."
A obra de Mário Ferreira dos Santos procurou tornar a filosofia acessível ao grande público, defendendo a autonomia intelectual e a capacidade de desenvolvimento de uma filosofia brasileira própria. Para ele, o povo brasileiro possuía aptidão para conceber uma filosofia de caráter ecumênico,[16] capaz de responder às necessidades específicas do país, evitando a mera recepção passiva de ideias estrangeiras e contribuindo para a solução de problemas sociais e culturais locais.
Anarquismo
Mário Ferreira dos Santos destacou-se como defensor do cooperativismo e de uma abordagem libertária do socialismo. Para ele, o socialismo, quando dissociado de tendências autoritárias e de concepções abstratas sobre a humanidade, manifesta-se como força libertária, capaz de promover associações voluntárias e colaborativas, autônomas em relação ao sistema capitalista, ao qual Mário mantinha crítica consistente.
Ele escreveu:
A cultura e o saber não têm pátria nem classes nem interesses criados. A cultura é livre por sua natureza, vence o tempo, vence as contingências, vence o preconceito. Todo sábio, que é realmente prudente, e é assistido por uma sã sabedoria, é um libertário.[17]
Mário Ferreira dos Santos participou ativamente da militância anarquista no período pós-Estado Novo, demonstrando afinidade com as ideias econômicas de Pierre-Joseph Proudhon. Na Editora e Distribuidora Sagitário, traduziu e publicou obras de autores fundamentais ao pensamento socialista libertária, incluindo trabalhos do anarquista alemão Rudolf Rocker, que abordavam as origens do movimento libertário.[18] Em seções de livros recomendados por periódicos libertários, se destacaram duas obras de Mário: Teses da Existência e da Inexistência de Deus (1946) e Análise Dialética do Marxismo.[19] Nesta última, o autor apresenta uma crítica socialista libertária ao marxismo, afirmando:
"Nos últimos cem anos em que o marxismo se estruturou, a principal polêmica foi travada entre os dois socialismos: o autoritário e o libertário. Se este último, nessa época de cesarismo, é aceito por um número reduzido e disperso de partidários, o primeiro, inegavelmente, atrai o maior número de seguidores. No entanto, é de verificar-se que, em face das decepções, os socialismos mais idealistas sentem, quando os fatos lhes mostram algum malogro do socialismo, a necessidade de retornar às posições do socialismo libertário, onde permanecem à espera de que novos acontecimentos possam mudar a fisionomia e a significação dos fatos."[20]
Em 1945, Mário Ferreira dos Santos conheceu o anarquista Jaime Cubero e passou a realizar exposições e discursos sobre anarquismo em centros como o Centro de Cultura Social (CCS), de São Paulo. Sua atuação teve influência direta na formação de diversos militantes, incluindo Jaime Cubero, Chico Cubero, outros integrantes do CCS e o sociólogo Maurício Tragtenberg.[8]
O Sistema de Mario Ferreira: Filosofia Concreta
Mario buscou se opor ao pensamento abstrato tradicional, buscando fundamentar-se em verdades universais e imutáveis. Diferente de correntes que se baseiam apenas em raciocínios puramente lógicos, ele parte de juízos evidentes por si mesmos e os desenvolve por meio de um método rigoroso, chamado dialético-ontológico, que prioriza a realidade concreta em vez de construções mentais abstratas.[21]
Podemos destacar da Filosofia Concreta alguns princípios fundamentais que regem esse sistema. O primeiro, e talvez mais importante, seja os Juízos Apodíticos[carece de fontes], ou seja, proposições verdadeiras e autoevidentes por si mesmas. As proposições são as seguintes:
"Alguma coisa há" (existe algo, não o nada absoluto).[22]
"O nada absoluto não há" (a completa ausência de realidade é impossível).[22]
"Alguma coisa não há (nada relativo) não contradiz que alguma coisa há" (a negação de algo específico não anula a existência em geral).
Essas proposições são irrefutáveis, porque qualquer tentativa de negá-las já pressupõe que "algo existe" (por exemplo, quem nega que algo existe está, no mínimo, afirmando a existência de seu próprio pensamento). É a partir dessas afirmações, seguidas por mais de 300 outras, que se estrutura o sistema filosófico de Mario Ferreira.
Outro Princípio Fundamental é o Método Dialético-Ontológico, onde o autor tece críticas a lógica pura, dizendo que a filosofia tradicional por diversas vezes se limita a raciocínios lógicos, mas que essa, muitas vezes, depende apenas de premissas que podem ser arbitrárias.[23]
Ao partirmos do lógico, só deduzimos o que já está nas premissas... Por essa razão, apenas com o uso da lógica pode o homem perder-se no erro. Mas na captação ontológica há outro modo de proceder. Por meio dela não extraímos o que pomos, mas o que já está na razão da coisa. Desse modo pode o ser humano errar quando usa a lógica, não quando usa a via dialético-ontológica.
Nesse sentido, Mario Ferreira apresenta a discussão entre Verdade Lógica e Verdade Ontológica. A Verdade lógica é quando o pensamento corresponde à realidade[24] (ex.: "O céu é azul" é verdadeiro se o céu realmente for azul). A Verdade ontológica quando a própria realidade é conforme à sua essência[24] (ex.: Um triângulo, por definição, tem três lados; isso é verdade independentemente do que pensamos).
Mario Ferreira acreditava que a verdade ontológica forneceria bases verdadeiramente sólidas para a construção de um sistema filosófico, pois ela não depende de interpretações subjetivas. A verdade ontológica analisa se a característica pertence a essência do objeto. “Ora, a verdade lógica está no juízo, enquanto a verdade ontológica está na essência da própria coisa” (SANTOS, 1963, p 720).
Pode se dizer que o objetivo final da Filosofia Concreta é que ela busca ser uma filosofia rigorosa e fundamentada, capaz de servir como base para avaliar outras correntes filosóficas. Seu método evita especulações vazias e prioriza apenas o que pode ser demonstrado como verdadeiro de forma incontestável.
Decadialética
A decadialética é um sistema lógico-dialético desenvolvido por Mário Ferreira dos Santos, estruturado em dez campos destinados à análise e construção de raciocínios complexos e heterogêneos. O método propõe a passagem de um conceito por dez etapas de verificação, com o objetivo de identificar falhas, confirmar ou refutar argumentos, estabelecendo critérios de rigor lógico e dialético.
Campos dialéticos segundo Mário Ferreira dos Santos
- Sujeito-objeto: define-se a relação entre sujeito e objeto como uma antinomia entre subjetividade e objetividade. O sujeito é o ente em movimento com potência de vir a ser, ou de ser preterido, constituindo uma possibilidade para o argumento.
- Atualidade e virtualidade: distingue-se entre o que se encontra em ato (atualidade) e o que possui potencialidade de existência, mas ainda não se realiza (virtualidade).
- Possibilidades reais (virtualidades) e não reais: consiste na avaliação do grau de realidade de um argumento, classificando-o como real ou não-real, verdadeiro ou falso, buscando descartar proposições inconsistentes.
- Atualidade e antinomia entre intensidade e extensidade: relaciona-se às propriedades de intensidade e extensidade de um argumento em ato. A intensidade corresponde às qualidades ou atributos do argumento, enquanto a extensidade refere-se à extensão dos seres que possuem tais qualidades, permitindo a análise de universalidades e singularidades.
- Oposição na intensidade e extensidade nas atualizações: consiste na investigação de informações omitidas ou ocultadas no argumento, ampliando sua análise crítica.
- Oposições do sujeito: razão e intuição: busca identificar a fonte do argumento, distinguindo se o conhecimento advém da razão (racional) ou da intuição (singular), considerando informações intensivas e extensivas.
- Oposições da razão: conhecimento e desconhecimento: visa localizar lacunas ou incorreções na argumentação racional, promovendo uma avaliação crítica das premissas e conclusões.
- Oposições da razão: atualizações e virtualizações racionais: etapa destinada à formulação de contra-argumentos, baseando-se nas construções racionais previamente identificadas.
- Oposição da intuição: conhecimento e desconhecimento: enfatiza que a intuição constitui um conhecimento singular; conhecer um aspecto implica desconhecer outros, devido à focalização seletiva sobre determinado objeto ou conceito.
- Invariante e variante: consolida a formulação de um argumento concreto, identificando elementos conflitantes, descartando o que é variável e preservando o que é invariante, estabelecendo a consistência final da argumentação.
O sistema da decadialética reflete a tentativa de Ferreira dos Santos de criar um método sistemático e integrativo para avaliação de argumentos, combinando lógica, dialética e análise crítica, com atenção tanto à dimensão objetiva quanto à subjetiva do conhecimento.[25][26][27]
Consciência Intelectual e Consciência Intuitiva na obra Filosofia e Cosmovisão
Em sua obra Filosofia e Cosmovisão, Mário Ferreira dos Santos distingue diferentes modalidades de consciência humana, postulando que não existem pensamento racional ou intuitivo em estado puro, mas sim um dialetismo interior formado pela interação entre consciência e inconsciência. Segundo o autor, a consciência opera mediante duas coordenadas fundamentais — razão e intuição — cujas interações estruturam o processo dialético interno do indivíduo.[28]
O estudo dessas coordenadas visa compreender como cada uma delas influencia o comportamento humano e a maneira pela qual o sujeito interpreta informações externas, construindo ideias e conceitos a partir dos sentidos. Dentro dessa perspectiva, a consciência intuitiva desempenha papel central na organização cognitiva do indivíduo.
No que concerne à consciência intelectual, Ferreira dos Santos propõe que o dialetismo se manifesta como um conflito entre razão e intuição, sendo a razão predominante. Entretanto, a consciência intuitiva permanece atuante no processo de abstração, contribuindo para a formação de conceitos, mas sempre direcionando a primazia da racionalidade na consciência intelectual. Para o autor, a atividade intelectual não depende da validação exclusiva de um conceito em detrimento de outros, mas da interação equilibrada entre múltiplos elementos do pensamento.[29][30]
Convite a Estética
Convite à Estética, de Mário Ferreira dos Santos, integra a coleção Enciclopédia de Conhecimentos Fundamentais e apresenta-se como uma introdução sistemática e filosófica à estética. A obra tem como objetivo principal expor os fundamentos do belo e suas manifestações, propondo uma análise abrangente sobre a natureza da arte, os critérios de apreciação estética e os valores que dela decorrem. Ferreira parte da experiência sensível do belo como ponto de partida para sua investigação filosófica, remontando ao termo grego aisthesis, originalmente designando sensação, para evidenciar a transformação do conceito em "ciência do belo", conforme a consolidação realizada por Alexander Gottlieb Baumgarten. A partir dessa perspectiva, a estética é compreendida como disciplina responsável pelo estudo do belo em suas manifestações naturais e culturais.[31]
Um dos eixos centrais da obra é a distinção entre estética subjetiva e estética objetiva. A estética subjetiva, de cunho psicológico, considera que o belo reside no sujeito, resultante da interação entre imaginação e entendimento, conforme a proposta kantiana. Em contraposição, a estética objetiva sustenta que o belo está presente no objeto, seja por sua forma (estética formal) ou por sua essência (estética material). Outros temas abordados incluem os tipos de juízo — de gosto, de valor, existencial e ético — com ênfase particular no juízo de existência estética, centrado no que se encontra na obra e não apenas na percepção subjetiva ou na avaliação individual do sujeito.[32][33]
O conceito de ordem é apresentado como princípio estruturante da beleza. Ferreira argumenta que a beleza emerge da harmonia entre as partes de um todo, obedecendo a uma proporcionalidade que pode assumir caráter simétrico ou assimétrico. A harmonia é compreendida como ajustamento dinâmico, característica das obras de arte superiores. Por outro lado, a desordem é concebida como ausência de finalidade perceptível, embora, em certas expressões artísticas, possa ser estruturada simbolicamente, produzindo efeitos estéticos específicos.[34]
Recepção
Mário Ferreira dos Santos buscou desenvolver um sistema filosófico próprio, divergente da filosofia profissionalizante dominante em sua época. O autor atribuía ao “espírito colonizado” da sociedade brasileira da primeira metade do século XX um obstáculo à criação de pensamento original. Junto a Raimundo de Farias Brito, foi um dos poucos pensadores brasileiros a empreender a reconstrução dos grandes sistemas característicos da filosofia do século XVII.[35][36]
O filósofo Stanislavs Ladusãns, um dos primeiros a divulgar a obra de Ferreira, posicionou-o entre os principais filósofos brasileiros da primeira metade do século XX, ao lado de Vilém Flusser, João Cruz Costa e Padre Lima Vaz. Por sua vez, João Cezar de Castro Rocha atribui parte do esquecimento relativo do autor ao contexto intelectual da década de 1950, período marcado pela valorização da pesquisa filosófica universitária, em contraste com o autodidatismo de Ferreira. Estima-se que cerca de 29 obras inéditas do filósofo permaneçam preservadas em acervos privados ou não publicadas.[37][38]
Outras publicações
Ao longo de sua carreira, Mário Ferreira dos Santos publicou um total de 177 artigos em periódicos brasileiros, distribuídos de forma diversificada entre veículos de Porto Alegre, Pelotas e São Paulo. Entre eles destacam-se: um artigo na Revista do Globo (Porto Alegre), um na Folha Acadêmica (São Paulo), um na Folha da Manhã (São Paulo), um na Gazeta (São Paulo), três no periódico Movimento (Porto Alegre), dezesseis no Clímax (Pelotas), quarenta e dois no Correio do Povo (Porto Alegre), quarenta e quatro no Diário Popular (Pelotas) e sessenta e oito no Diário de Notícias (Porto Alegre).[39]
Livros publicados
- Teses da Existência e da Inexistência de Deus - com pseudônimo de Charles Duclos. Editora e Distribuidora Sagitário, 1946.
- Se a Esfinge Falasse - com pseudônimo de Dan Andersen. Editora e Distribuidora Sagitário, 1946.
- Realidade do Homem - com pseudônimo de Dan Andersen. Editora e Distribuidora Sagitário, 1947.
- Curso de Oratória e Retórica, Editora Logos, 1953.
- Técnica do Discurso Moderno. Editora Logos, 1953.
- Filosofia e Cosmovisão. Editora Logos, 1954, É Realizações, 2015 (2ª edição).
- Lógica e Dialética. Editora Logos, 1954, PAULUS, 2007 (2ª edição)
- Psicologia. Editora Logos, 1954.
- Teoria do Conhecimento. Editora Logos, 1954.
- Ontologia e Cosmologia. Editora Logos, 1954.
- O Homem que Nasceu Póstumo. Editora Logos, 1954.
- Curso de Integração Pessoal. Editora Logos, 1954.
- Análise Dialética do Marxismo. Editora Logos, 1954.
- Tratado de Simbólica. Editora Logos, 1955, É Realizações, 2007 (2ª edição).
- Filosofia da Crise. Editora Logos, 1955 (1ª edição), É Realizações, 2017 (2ª edição).
- O Homem Perante o Infinito (Teologia). Editora Logos, 1955.
- Aristóteles e as Mutações. Editora Logos, 1955.
- Noologia Geral. Editora Logos, 1956.
- Filosofia Concreta (3 volumes). Editora Logos, 1956, É Realizações, 2009 (2ª edição).
- Sociologia Fundamental e Ética Fundamental. Editora Logos, 1957.
- Filosofias da Afirmação e da Negação. Editora Logos, 1957.
- Práticas de Oratória. Editora Logos, 1957.
- A casa das paredes geladas. Editora Logos, 1958.
- O Um e o Múltiplo em Platão. Editora Logos, 1958, IBRASA, 2001 (2ª edição).
- Métodos Lógicos e Dialéticos (3 volumes). Editora Logos, 1959.
- Pitágoras e o Tema do Número. Editora Logos, 1960. IBRASA, 2000 (2ª edição)
- Páginas Várias. Editora Logos, 1960.
- Filosofia Concreta dos Valores. Editora Logos, 1960.
- Convite à Estética. Editora Logos, 1961.
- Convite à Psicologia Prática. Editora Logos, 1961.
- Convite à Filosofia. Editora Logos, 1961.
- Tratado de Economia (2 volumes). Editora Logos, 1962.
- Filosofia e História da Cultura (3 volumes). Editora Logos, 1962.
- Análise de Temas Sociais (3 volumes). Editora Logos, 1962.
- O Problema Social. Editora Logos, 1962.
- Dicionário de Filosofia e Ciências Culturais (4 volumes). Editora Matese, 1963.
- Dicionário de Pedagogia e Puericultura (3 volumes). Editora Matese, 1965.
- Origem dos Grandes Erros Filosóficos. Editora Matese, 1965.
- Protágoras. Editora Matese, 1965.
- Isagoge de Porfírio. Editora Matese, 1965.
- Grandezas e Misérias da Logística. Editora Matese, 1966.
- Invasão Vertical dos Bárbaros. Editora Matese, 1967.
- Erros na Filosofia da Natureza. Editora Matese, 1967.
- A Sabedoria dos Princípios. Editora Matese, 1967.
- A Sabedoria da Unidade. Editora Matese, 1967.
- A Sabedoria do Ser e do Nada. Editora Matese, 1968.
- O Apocalipse de São João (póstumo). Editorial Cone Sul, 1998.
- A Sabedoria das Leis Eternas (póstumo). É Realizações, 2001.
- Cristianismo, a Religião do Homem (póstumo). EDUSC, 2003.
- Homens da Tarde (póstumo). É Realizações, 2019.
Ver também
Referências
- ↑ CUBERO, Jaime. Entrevista: depoimento de Jaime Cubero "O anarquismo é uma utopia positiva" (Jaime Cubero)". Educ. Pesqui. [online. 2008, vol.34, n.2 [cited 2020-08-16], pp.398-408. Available from: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-97022008000200013&lng=en&nrm=iso>. ISSN 1517-9702.]
- ↑ A retórica simbólica: implicações de Mário Ferreira dos Santos à pragmática do Direito. (págs.15,16,19,41): VALE, Joelson Lima
- ↑ Vargas, C. (2011). Contribuições filosóficas de Mário Ferreira dos Santos à metodologia da pesquisa sobre religião. Revista do Núcleo de Estudos de Religião e Sociedade (NURES). ISSN 1981-156X, 0(06). Recuperado de https://revistas.pucsp.br/index.php/nures/article/view/7204/5207 Artigo
- ↑ Linguagem; Mário Ferreira dos Santos; Sinais e símbolos; Análise do discurso narrativo; Retórica; Filosofia do direito; Ética; Mito; Ballweg, Ottmar - Retórica analítica
- ↑ Depoimento de Jaime Cubero cedido à Antonio José Romera Valverde, entre 05 e 09 de maio de 1989, no Centro de Cultura Social, em São Paulo.
- ↑ Ninguém no Brasil Foi Maior que Mário Ferreira dos Santos - Olavo de Carvalho, consultado em 25 de junho de 2023
- ↑ Ferreira dos Santos, Mário. Análise Dialética do Marxismo. "(...)A obra apresenta uma faceta ainda pouco apreciada de Mário Ferreira dos Santos: a de militante anarquista e entusiasta do cooperacionismo"'. [S.l.: s.n.] ISBN 978-85-8033-352-7
- ↑ a b Ramus, Gustavo (1 de janeiro de 2008). «Anarquismo cristão e sua influência no Brasil». verve. revista semestral autogestionária do Nu-Sol. 0 (13). ISSN 1676-9090
- ↑ Jaime Cubero, em entrevistas a Rodrigo Rosa da Silva (Imprensa Marginal) e Antonio José Romera Valverde (Educação e Pesquisa, USP)
- ↑ Kinoplus - O Canal do Cinema (17 de novembro de 2019), Os Óculos do Vovô | Francisco Santos | 1913, consultado em 6 de janeiro de 2026
- ↑ Santos, Mario (2001). Monografia sobre Mario Ferreira dos Santos. [S.l.: s.n.] p. 5
- ↑ «OS ÓCULOS DO VOVÔ». cinemateca brasileira. Consultado em 18 de Janeiro de 2015
- ↑ a b «Por que reler Mário Ferreira dos Santos hoje?». Consultado em 24 de dezembro de 2016. Arquivado do original em 24 de dezembro de 2016
- ↑ Mário Ferreira dos Santos (1 de abril de 1959). Escutai Em Silêncio. [S.l.: s.n.] Consultado em 6 de janeiro de 2026
- ↑ Santos, Mario (2001). Monografia sobre Mário Ferreira dos Santos. [S.l.: s.n.] p. 6
- ↑ Beraldo, Cario (1969). Enciclopedia Filosofica - Centro di Studi Filosofici di Gallarate. Firenze, GC Sansoni Editorem 1969. (em italiano). [S.l.: s.n.] p. 231.
"The philosophical synthesis of F dos Santos is, at the same time, traditional and personal. Taking advantage of recent discoveries on Pythagoras, especially by the Pythagorean International Association, under the direction of Dr. Sakellariou, from the University of Athens, he seeks to conciliate the Pythagorean Mathesis Megisthe and the infused wisdom of St. Thomas Aquinas, as presented in the Tractatus de Hebdomadibus, by Boethius. It should be achieved, as stated by Aquinas, through a sapiential co-intuition and certain divine instinct. This is philosophy, according to F. dos Santos, as science, or better yet, as supra-science and wisdom of principles. It is concrete since allow us to know the reality of things within their inner roots, and not only intended to a priori ideas; should be positive, i.e., constructive, and not merely criticizing and negative; it is apodictic, not only problematical and probable. (…) Combining a deeper synthesis of elements of convergence between the greatest philosophers, from Pythagoras, Plato and Aristotle to St. Thomas, Scotus and Suarez, and integrating with more objectivity the points of divergence (…) Indefatigable and solitary apostle of the wisdom in its traditional and ancient sense, M.F. dos Santos strove to formulate a philosophy that, while at the same time open to new problems, was, at the same time, name and fact, “perennial” and “ecumenical”.”
- ↑ Invasão Vertical dos Bárbaros. [S.l.: s.n.]
- ↑ Viana, Allyson Bruno 2014, p. 240-241.
- ↑ Viana, Allyson Bruno 2014, p. 241.
- ↑ Invasão Vertical dos Bárbaros. [S.l.: s.n.]
- ↑ SANTOS, Mario Ferreira dos (1961). Filosofia Concreta. São Paulo: Logos
- ↑ a b SANTOS, Mario Ferreira dos (1961). Filosofia Concreta. São Paulo: Logos. p. 30
- ↑ SANTOS, Mario Ferreira dos (1963). Dicionário de Filosofia e Ciências Culturais. São Paulo: Matese. p. 721
- ↑ a b SANTOS, Mario Ferreira dos (1963). Dicionário de Filosofia e Ciências Culturais. São Paulo: Matese. p. 720
- ↑ Santos, Mario Ferreira (1954). Lógica e Dialéctica. [S.l.]: Logos. 242 páginas
- ↑ Boemo, Rafael (2018). «A DECADIALÉTICA DE MÁRIO FERREIRA DO SANTOS: O USO DA DIALÉTICA COMO MÉTODO PARA ANALISAR A REALIDADE CONCRETA». Researchgate. Consultado em 9 de julho de 2025
- ↑ Santos, Mario Ferreira (1954). Lógica E Dialética: Mario Ferreira dos Santos. [S.l.]: Editora Logos. p. 242-247
- ↑ Santos, Mario Ferreira (1952). Mário Ferreira Dos Santos Filosofia E Cosmovisão. [S.l.]: Logos Ltda. p. 124. Consultado em 9 de julho de 2025
- ↑ Santos, Mario Ferreira (1952). Mário Ferreira Dos Santos Filosofia E Cosmovisão. [S.l.]: Logos. p. 124. Consultado em 9 de julho de 2025
- ↑ Santos, Mario Ferreira (1952). Mário Ferreira Dos Santos Filosofia E Cosmovisão. [S.l.]: Logos. p. 124. Consultado em 10 de julho de 2025
- ↑ Santos, Mario Ferreira (1968). Convite A Estética. São Paulo: Editora Logos. p. 11
- ↑ Santos, Mario Ferreira (1968). Convite A Estética. São Paulo: Editora Logos. p. 13
- ↑ Santos, Mario Ferreira (1961). Convite A Estética. São Paulo: Editora Logos. p. 17
- ↑ Santos, Mario Ferreira (1698). Convite a Estética. São Paulo: Editora Logos. p. 23
- ↑ JORGE, JAIME, 2000 p. 342 vol III
- ↑ Cabrera, Julio. Diário de um filósofo no Brasil. Editora Unijuí, 2010. p.55
- ↑ LADUSÃNS, Stanislavs. Rumos da filosofia atual no Brasil: em auto-retratos. 1976. pp. 407-409
- ↑ Santos, Mário Ferreira dos (2017). Filosofia da Crise Prefácios de Hans Ulrich Gumbrecht e João Cezar de Castro Rocha. [S.l.]: É Realizações. p. 1-17. ISBN 978-85-8033-283-4
- ↑ Santos, Mario (2001). Monografia sobre Mário Ferreira dos Santos. [S.l.: s.n.] p. 10
Ligações externas
- Mário Ferreira dos Santos leitor de Nietzsche Problemata: R. Intern. Fil. v.6 n.2 (2015), pp. 405-429, e-ISSN 2236-8612
- Bibliografia de Mário Ferreira dos Santos (link arquivado)
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