Mariana Angélica de Andrade
Mariana Angélica de Andrade (Casa Branca, Sousel, 11 de maio de 1840 – Setúbal, 14 de novembro de 1882) foi uma poetisa portuguesa.[1]
Biografia
Nasceu em Casa Branca, Sousel, a 11 de maio de 1840. Era filha de Francisca Pereira, natural do Porto (freguesia de Santo Ildefonso), e de Joaquim Caetano, poeta, escritor e jornalista, natural de Évora (freguesia de Santo Antão).[2][3] Era descendente do poeta Curvo Semedo.[4] Com quatro anos, foi viver para Setúbal com a madrinha.[3]
A 17 de agosto de 1881, casou na Casa da Administração do Bairro Ocidental de Lisboa com o escritor e filólogo Cândido de Figueiredo. Foi testemunha do casamento o oficial do Exército Fernando da Costa Leal.[5] Da relação já tinham nascido duas filhas: Rosalinda (n. 1875) e Corina (n. 1877).[1]
Morre vítima de tuberculose pulmonar. É enterrada no Cemitério dos Prazeres, a 16 de novembro de 1882. Depois da sua morte, os vários jornais denominam-na "Poetisa do Sado".[3]
Obras
Obras impressas[1]
- Murmúrios do Sado (prefácio de Gomes de Amorim), Setúbal, Typographia José Augusto Rocha, 1870
- Reverberos do Poente (prefácio de Gomes de Amorim), Porto, Joaquim Antunes Leitão, 1883
Colaboração em obras periódicas[1]
- Gazeta Setubalense
- Aspirações
- Voz Feminina (1868-1869)
- Almanaque de Lembranças (1867)
- Almanaque de Senhoras (1871)
- "Liberdade" Grinalda Literária, 10/06/1874
- Gazeta das Salas, 1877
Referências
- ↑ a b c d «Mariana Angélica de Andrade». "Escritoras em Português" - Projeto FLUL. Consultado em 6 de outubro de 2017
- ↑ «Livro de registo de batismos da paróquia de Casa Branca - Sousel (1838-1856)». digitarq.arquivos.pt. Arquivo Distrital de Portalegre. p. 33
- ↑ a b c Vilar, Anita (21 de setembro de 2012). «Poetisa do Sado». Núcleo de Poesia de Setúbal. Consultado em 6 de outubro de 2017
- ↑ «Poetisa do Sado». Câmara Municipal de Sousel. Consultado em 16 de janeiro de 2026
- ↑ «Livro de registo de casamentos da Administração do Concelho de Lisboa, 3.º Bairro (1879-1889)». digitarq.arquivos.pt. Arquivo Nacional da Torre do Tombo. p. 30 e 30v, assento 10